De fato tivemos um assassino diferente, mas teria sido melhor se não tivéssemos.

Meu Deus do Céu! Foram tantas entrevistas do produtor executivo, Dan Futterman, falando de como Broadchurch seria apenas um pano de fundo para Gracepoint, de como a versão americana teria grandes desvios da série original, que me deixa furioso chegar no final e ver a lambança que arrumaram apenas para termos um assassino diferente.

Assim como em Broadchurch, Joe Miller se entrega para a polícia e confessa o assassinato do menino Danny. Cena por cena, revimos todo o processo que levou à morte do garoto, a partir da versão de Joe. Achei pudico da parte deles não mostrar um envolvimento quase sexual que Joe e Danny tiveram, mas acho que a “associação dos pais” nos EUA teriam um infarto coletivo, porém essa parte da história (em Broadchurch) da muito mais intensidade para os atos do pai de família.

Fora que essa história de cair de cabeça na pedra (tanto pela versão do Joe quanto, e principalmente, pela versão do Tom) soa plausível demais, acidental demais para eles não terem chamado a polícia na hora. Ao contrário de Broadchurch, em que o assassino enforcou o garoto até a morte – nesse caso, sim, toda a encenação para encobrir o assassinato é aceitável.

A reação da Ellie ao descobrir o que o marido fez foi… Desconfortável. O que fizeram com a minha querida Anna Gunn? Seu tempo na cela com o marido foi muito curto para tudo que ela precisava mostrar emocionalmente, então os seus chutes e gritos não soaram revoltantes, mas forçados. Tudo bem que a melhora de sua performance foi estrondosa depois de arrancar a confissão do filho. Seu último papo com o detetive Carver e sua frieza ao deixar o pai pagar pelos pecados do filho estão de parabéns. No entanto, gostaria de deixar uma palavrinha para minha amiga Anninha… amor, faz um favor aqui pro pai? Não conta pra ninguém que você fez essa série não?! Tira do seu currículo e tenta a sorte de novo. Deus sabe que você merece outra chance depois de nos presentear por tanto tempo como Skyler White, em Breaking Bad.

Agora me expliquem por que diabos o Tom fugiu pra procurar o andarilho? Ele fugir de casa para não ter que arcar com as consequências eu entendo, mas procurar alguém aleatório sabendo que os culpados eram ninguém menos que ele mesmo e seu pai não fazem o menor sentido, para mim. Além disso, imagino que uma criança de 11 anos que acabou de assassinar (ainda que sem intenção) o seu melhor amigo, demonstraria sinais muito mais fortes de remorso ou dor ou qualquer outro comportamento anormal para compensar o feito, mas pelo visto o menino Tom seguiu com a sua vida mais tranquilo do que muitos de nós.

No fim das contas a picada de aranha no Danny e a história do padre Paul bater nele no acampamento não passaram de distração insignificante, o que é realmente uma pena. Aliás, toda a mudança na personalidade do padre taradão não melhorou em nada a trama e foi uma das coisas mais irritantes em toda a série.

Não entendo muito de caça, mas não acho que seja normal caçar a noite não, ne? Outro desvio desnecessário e forçado na trama só pra desviar a nossa atenção e “encher linguiça” no episódio.

A única coisa que gostei bastante nas mudanças feitas entre Broadchurch e Gracepoint é que na versão britânica Ellie e Hardy terminam sua trajetória no banco dos perdedores, mas amigos, aqui não! Assim que o Carver percebeu que o verdadeiro assassino era o Tom (e não o Joe) e não foi atendido ao ligar para a colega de trabalho os dois sabiam que a relação dos dois nunca mais seria amigável e que, de agora pra frente, seriam adversários até o fim. Confesso que fiquei levemente curioso com o que poderia acontecer, mas graças a Deus não teremos segunda temporada, portanto encerramos por aqui mesmo.

Muito obrigado a todos que acompanharam as reviews, vocês são a raça de série maníacos que eu mais prezo – daqueles que quando começam uma série (por pior que seja) não conseguem parar de ver enquanto ela não se encerra. Tamo junto! =)

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