Perto de se despedir de sua segunda temporada, Grace and Frankie faz um episódio que lida justamente com despedidas desde seu título às tramas que se desenvolvem em seus trinta minutos de exibição. A série explora diversos aspectos de se dizer adeus, seja da família ou daquele que poderia ser sua alma gêmea. Sempre divertida, mas sempre madura, a produção explora o tema da forma como lhe já é conhecida: com humor, mas dois pés no chão. Ou um pé e meio.
A mãe biológica de Coyote foi assunto cozinhando entre as cenas desde a primeira temporada. Somente nessa é que pudemos ver o desenrolar da história, e esta chegando a seu ápice. Foi bom retomar essa parte do enredo, pois isto demonstra que havia um plano para a subtrama que envolvia o filho adotivo de Frankie. Carrie Preston fez uma ótima participação, mostrando que tem um bom timing cômico, tão bem demonstrado em outras séries.
Dentro do que conhecemos de Frankie, ela lidou até muito bem com a história, por mais que quase tenha deixado outra pessoa cega no processo. Mesmo sua histeria esteve contida o tempo todo, o que foi interessante de acompanhar. Não acho que teremos muita participação de Krystle depois desse episódio, mas o que ela trouxe consigo para a discussão dentro do enredo já foi suficiente. É complicado discursar sobre esse desejo de Coyote que, por mais que venha a magoar sua mãe adotiva, ainda assim, é natural. A história não termina tão bem quanto ele imaginava, e mesmo isso é esperado, uma vez que ninguém poderia abordar a família com um filho que teve há décadas, mas que deu para adoção.
Robert e Sol, separados, estão dando adeus aos poucos. O primeiro, rancoroso, mas se comportando como liberto, está mais perto de já seguir em frente. Mesmo confuso, ele não se importa de ver todo o relacionamento de vinte anos que teve ficando no passado. Ainda acho que ficarão juntos e é questão de tempo para vencerem a revelação que os separou. Sol, por sua vez, não está tão perto de abdicar dos sonhos que teve para ambos como casal. Por conta disso, ele não consegue lidar muito bem com a imagem do marido conversando no parque com outra pessoa — essa cena, aliás, foi crível o suficiente para que conversasse com toda a trama.
Por último, Grace decide seguir em frente e deixar Phill para trás no processo. Isso seria doloroso, mas, para ela, o mais importante é fazer a coisa certa, mesmo que isso signifique abrir mão da pessoa que poderia trazer a felicidade que ela tanto procura para a sua vida. A torcida fica para que ela realize o que deseja e se liberte das convenções morais que tanto lhe barram, mas, conhecendo-a como nós conhecemos, sabemos que é uma tarefa difícil. O final deixou isso a entender, mas é esperar para ter certeza. De uma forma ou de outra será doloroso — a questão é sofrer sozinha ou sofrer como casal.
O nono episódio é responsável por dar fim a uma subtrama que tanto me incomodou na primeira temporada, mas que aqui foi bem relembrada para render bons momentos, assim como dar um passo a mais na história de Grace e de seu possível namorado, mostrando os problemas que isso pode acarretar. A dúvida de dizer não querendo dizer sim já foi plantada, resta assistir aos últimos episódios e verificar quais frutos renderão disso.






















