O eterno Lonely Boy.

Spoilers Abaixo:

Com todas as tramas ruins e medíocres dessa temporada final de Gossip Girl, é possível dizer que, pelo menos, uma delas se salva. Não é muito, mas é que temos para hoje e por isso, o desenvolvimento de Dan e sua nova personalidade ao estilo ‘Bart Bass’ é um sopro de ar fresco no meio da poluição de imbecilidades em cada episódio.

Essa semana, ao apostar no tradicional Thanksgiving e em todas as confusões usuais que a data sempre trouxe para a série, o nível fica quase igual ao do episódio anterior. Não foi tão divertido, mas Dan valeu cada minuto de tela ao mostrar para um grupo de ricos, esnobes e cegos sobre o próprio egocentrismo, quem eles são, de verdade. Infelizmente, nenhum deles está muito preocupado com isso e quem muda de atitude, mesmo, é apenas Dan, provando de uma vez por todas que é o único personagem a evoluir.

Por tudo o que viu, viveu e sofreu ao lado de Serena, Blair, Chuck e Nate, Dan ganhou percepção sobre fatos e pessoas. Seus textos expõe isso com sinceridade e ele cria desconforto, porque afinal, ninguém gosta de saber o que outros pensam de verdade. A honestidade de Dan lhe rendeu inimigos ou ex-amigos (no caso de Nate), mas ele segue com seu plano. E é nisso que devemos nos prender. Dan tem um plano e seja ele qual for, está funcionando. Imagino que ele se transforme no grande salvador da pátria, numa espécie de fechamento heroico. Agora que até Bart se aproximou dele, dá para imaginar que Dan vai ajudar até mesmo Chuck, se firmando como o mais novo membro da turma de Upper East Side.

Por enquanto, regojizo com o fato de que Dan planejou até a parada do elevador estrategicamente e que observou o comportamento de Serena antes de desferir o golpe final. Ele tem razão em tudo o que diz e mais ainda sobre o fato de que nunca fez parte do grupo. Se fizesse, seria facilmente perdoado por ter publicado os textos na Vanity Fair, afinal, entre Nate, Serena, Blair e Chuck os maiores e mais absurdos pecados sempre são minimizados rapidamente.

Como não poderia deixar de ser, Serena banca a ridícula ao ligar para Steve, assim que é humilhada por Dan. Então é verdade que Serena corre atrás de qualquer um que demonstre o mínimo de afeição por ela, não é mesmo? Mas Steve fez bem em não atender, porque é muito abuso dispensar o homem e partir para o ataque cinco minutos depois, só porque ficou sozinha.

Blair segue montando esquemas infantis com adolescentes no cio (leia-se Sage) e fazendo tudo o que jurou não fazer mais. Aquela história de reunir Nate e Sage foi absolutamente ridícula e rasa, assim como as novas provas encontradas contra Bart. Então Chuck tinha acesso fácil ao computador do pai e nunca usou esse trunfo? Sério? Chuck poderia contratar um grupo de hackers poderosos se quisesse e ter todos os podres de Bart rapidamente. Mas é claro que Chuck não é Chuck sem o mimimi de “nosso amor só será possível quando destruir papai”. Pelo menos sabemos que esse imbróglio está no fim, porque depois da próxima semana, vem a Finale dupla. Falta pouco para acabar a tortura e para revermos gente das antigas, como Eric e Jenny.

Até lá, ficamos com devaneios de Rufus sobre não ser aceito por mulheres ricas como teúdo e manteúdo, mas o chororô durará pouco. Lily percebeu que Bart é megaevil e já matou pelo menos duas pessoas e com aquele papo sobre o conteúdo do microfilme, fiquei na expectativa de que ela sofresse um bom acidente e morresse levando para o além, todas as provas contra o marido.

P.S* Quer spoilers? Vá ao IMDB e veja as fotos da Series Finale.

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