
Adorável.
Spoilers Abaixo:
Meses de espera e expectativa, musicas liberadas de antemão, notícias sobre os novos personagens e a alta rotatividade no twitter oficial de Ryan Murphy não nos preparam para o que seria essa Season Premiere de Glee. Tão boa e tão balanceada, “sweet and funny”, gostosa de ver e rever que já entra para o hall de melhores episódios da série, sendo, sem dúvida, o melhor começo de temporada até hoje.
Era um grande desafio. Todo mundo sabia que Glee nunca mais seria a mesma, mas esse recomeço mostra tanto potencial que até os mais incrédulos devem começar a mudar de ideia. Os novos personagens têm carisma, as novas histórias que já estão se formando são interessantes e tudo isso, sem deixar de lado as coisas bacanas de antes. Glee não mudou, apenas. Acrescentou. Em nenhum momento senti como se a Glee de sempre não existisse mais.
É claro que muitos personagens da velha guarda não deram as caras nesse episódio, mas é preciso ter um pouco de paciência. Oficialmente, ninguém foi cortado, e até mesmo Damian deve aparecer lá pelo episódio de Ação de Graças. Além do mais, acho que essa vontade de ver os nossos favoritos de volta (SANTANÃO!) aumenta a empolgação em assistir à série e também, há tanta novidade para absorver que seria impossível enfiar todos os personagens de uma única vez, fazendo-lhes justiça.
O título “The New Rachel” foi mais um elemento a causar a curiosidade das pessoas. Todo mundo pensou, principalmente, em que seria o escolhido para ocupar a vaga de cantor principal no New Directions, mas não podemos esquecer que Rachel Berry está em NY, conhecendo gente nova e aprendendo a lidar com o recalque alheio, em seu caminho rumo à Broadway.
Os dois aspectos foram muito bem trabalhados no episódio. Começamos em NYADA, com a aula de dança de Cassandra July, muito bem interpretada por Kate Hudson, que consegue se transformar numa terroristas com a maior facilidade. Cassandra não é apenas a nêmesis de Rachel, ela é um contraponto a Mr. Schue, um professor que se doa e sempre tem o melhor interesse dos alunos como objetivo. Cassandra é o contrário. Sente-se ameaçada pelo sucesso dos pupilos, muito embora finja estar feliz por ajudá-los. Coisa de ego ferido de artista, talvez. Dá para sentir a amargura da personagem.
Rachel, que gosta de ter estrelinhas ao lado de seu nome, reage como qualquer aluna exemplar e tenta de tudo para agradar, mas a graça toda está em ver Cassandra sendo má apenas porque ela pode. Inclusive, devo dizer que havia visto as cenas musicais de Cassie se impondo para Rachel e tinha achado tudo bem péssimo. No contexto, no entanto, a coisa muda de figura e tudo faz perfeito sentido.
Outra coisinha maravilhosa que faz parte da nova vida da nova Rachel é Brody. O cara já era sensação antes mesmo de aparecer em vídeo, mas convenhamos… A ceninha de shirtless dele selou de vez nosso carinho pelo personagem, até porque, a outra opção de Rachel é Finn e uma chacoalhada nisso aí é muito bem vinda.
Em Lima, o conceito de “new Rachel” atinge em cheio os sobreviventes (e agora celebridades) do Glee Club. A disputa é simplesmente hilária. Impossível não se divertir com “Call me Maybe”, enquanto Tina (sucessora natural de Rachel, registre-se), Blaine, Britanny e Unique se matam e esfalfam no palco, numa coreografia paspalhona com a marca de Zack Woodle.
Aliás, deu para notar que Nikki Anders (só quem vê TGP vai entender) trouxe sua escola de recalque para ajudar os atores nesse episódio. Blaine estava fazendo caras de nojo épicas, Britanny aproveitou para dizer ainda mais absurdos (palmas pra piada de Unique sendo Mercedes de cabelo cortado) e Tina, pasmem, estava uma bitch de primeira, humilhando novatos e dando show de ego na lanchonete.
Apesar da palavra de Artie ser categórica, com Blaine como o novo líder do new Directions, ninguém contava com a presença de Marley. Engraçado lembrar que, há algumas semanas, tinha gente odiando a menina sem nem conhecer o personagem, só porque acreditavam que ela seria idêntica à Rachel. Boa notícia é que Marley, de Rachel, tem apenas o talento vocal. A personalidade é absolutamente oposta, cheia de humildade e doçura.
Talvez por Marley ser uma verdadeira underdog, seja muito fácil gostar dela. Filha da merendeira, pobre e cheia de sonhos que parecem inalcançáveis. Engraçado notar como, para ela, entrar para o New Directions é uma honra e representa um passo importante em sua carreira musical. Preciso registrar que fiquei emocionada nas cenas entre ela e a mãe, nova vítima do bullying por ser obesa. Se souberem dosar a coisa, talvez tenhamos aí o nosso “novo Burt”, sem dúvida.
Falando em Burt, esse homem é mesmo um querido. Cena de despedida entre ele e Kurt foi linda, simplesmente. Fiquei satisfeita em ver que esse drama de “fracassado” de Kurt teve a duração exata. Melhor saída foi vê-lo em NY, abraçando Rachel naquele momento tão difícil. Fiquei tão tocada com aquela solidão dela que quase entrei na tela para abraçá-la eu mesma. E vejam bem, eu nem sou a maior fã de Rachel e nunca serei.
Dentre os novos personagens temos ainda Jake, o irmão de Puck, que surpreendeu nos vocais e no carisma. Já torço para ele e Marley, embora muita gente ache que o romance para a garota será Sam. Não duvido de nada, porque em Glee explodem casais inimagináveis, mas não senti nada entre eles. Com Jake é diferente. Os olhares no corredor passaram uma mensagem bem mais forte. Além do mais, parece que uma menina doce como Marley seria perfeita para um cara durão e estúpido como Jake.
A nova “Quinn” fica por conta de Kitty, que de Quinn não tem absolutamente nada. Confesso antipatia por ela, porque para mim, a única pessoa que pode ser maldosa daquele jeito é Santanão. Não aceito cópias baratas, mesmo que elas sejam babás de Robin, a filha de Sue Sylvester, que arrancou de mim um longo “uónnnn”, tamanha sua fofura.
No fim das contas, acabei gostando bastante de todos os números musicais. Todos. E quando ouvi as músicas ou vi as cenas liberadas antes eu estava meio receosa. Lógico que contexto é tudo e além de “Call Me Maybe”, adorei “Never Say Never” e o solo de Blaine (não seria Glee se não tivesse solo de Blaine) “It’s Time”.
Vale destacar ainda a ironia no fato do pessoal tentar domar a personalidade de Unique, querendo que ele seja apenas Wade. Tenho boas expectativas para esse personagem, que consagra Alex como o grande vencedor de The Glee Project. Joe (ou cabeça de aranha) continua tão expressivo quanto um peso de papel e não entendo porque continua na série. Gostei muito quando a ordem natural das coisas foi restaurada. Paz entre Gleeks, Cheerios e Jocks? Não pode. Tem que ter SLUSHIE!
Destaque também para Sam imitando o Jacob, de Crepúsculo e para seu medo de perder o posto de “boy magia” do New Directions. Confesso curiosidade para ver a tatuagem de Tina, que esqueceu de que tatuar nome de bofe é proibido por lei e mais curiosidade ainda para saber se Brody tem alguma tatuagem naquele corpinho.
P.S*Mais uma para os fãs de TGP: Blaine fez ou não fez parecer facílimo pular duas cordas ao mesmo tempo? Fiquei tensa.
P.S*Sequência de audições para o New Directions foi bem boa. Curti a musiquinha do Stoner.
P.S* Não senti falta nenhuma de Mercedes. Acho que ela não precisa voltar, não.
P.S* Impressão minha ou o amor das pessoas por Glee aumentou durante a Summer Season?
P.S* Semana que vem é Britney 2.0, bitches.
Músicas no episódio:
“Sister Christian” – Night Ranger: Brody (Dean Geyer)
“Call Me Maybe” – Carly Rae Jepsen: Tina (Jenna Ushkowitz), Brittany (Heather Morris), Blaine (Darren Criss) e Wade (Alex Newell)
“Americano” / “Dance Again” – Lady Gaga / Jennifer Lopez ft. Pitibull: Cassandra July (Kate Hudson)
“Busters Get Poppin'” – Original: Stoner Brett (Ryan Heinke)
“Never Say Never” – The Fray: Jake (Jacob Artist)
“Ave Maria” – Franz Schubert: Beatriz McLain
“New York State of Mind” – Billy Joel (Gravado também por Barbra Streisand): Rachel (Lea Michele) e Marley (Melissa Benoist)
“It’s Time” – Imagine Dragons: Blaine (Darren Criss)
“Chasing Pavements” – Adele: Marley (Melissa Benoist) e New Directions





















