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Após um episódio evento com a insanamente talentosa Kristin Chenoweth é curioso ver que a melhor coisa deste sexto capítulo também se deu graças uma mulher loira desequilibrada, mas que nem precisou cantar. Jessalyn Gilsig, ou Terri Schuester. Ou crazy bitch, como era chamada em Nip/Tuck.

Spoilers abaixo:

Acho que quando avaliamos a qualidade de um episódio de Glee, levamos três critérios em conta. Primeiramente os números musicais e as novas versões para as músicas, já que esse é o maior diferencial da série. Seguindo, o fator bizarrice. É uma série do Ryan Murphy e um dos meus maiores prazeres é imaginar até onde ele vai forçar a barra. E por último, mas não menos importante, as histórias dos jovens, pois mesmo sendo acima de qualquer produção do gênero atualmente, Glee ainda assim é uma série teen. Vamos analisar cada um dos segmentos citados:

Números musicais – Me chateou um pouco apenas dois. Dá para entender que não dá pra ter um Don’t Stop Believing ao final de cada episódio, até porque quando chegasse o final da temporada estrondoso e emocionante que esperamos, o efeito já estaria pra lá de gasto, mas esperava pelo menos alguma apresentação descompromissada ao invés daquele final seco que tivemos. Acho que foi unaminidade os meninos terem se apresentado mil vezes melhor, em grande parte porque It’s My Life e Confessions formam uma mistura muito mais do que Halo com Walking on Sunshine.

Fator Ryan Murphy – Provavelmente um dos episódios que mais abusou do humor negro. A narração do diário da Sue, com a comparação dos membros bi-curiosos do Glee club deu o tom das atitudes da treinadora e da esposa do Will, esta que, convenhamos, deu um show a parte. A primeira empurrou uma velha da escada para deixá-la em coma, e a segunda drogou metade da escola ao fingir que era enfermeira para vigiar seu marido, e se alguém conhecer alguma outra série jovem que tenha piadas tão deturpadas que me avise. Odiar a Terri e ver até onde sua loucura irá não tem preço, e aqui cabia uma apresentação doente de paixão ao som de algo como “Listen”, de Dreamgirls. Vale comentar também que desde o quarto episódio eu não consigo mais olhar pra cara do diretor e não lembrar do comercial das meias.

Série teen – Esse tipo de série comumente tem dois grupos básicos de personagens, os jovens que são so principais e os pais que tem a obrigação de dar uma ‘seriedade’ e desfutilizada na trama. Em Glee não temos uma divisão assim, já que raramente vemos os pais de alguns personangens (e aqui revelo meu desejo de conhecer os dois pais gays da Rachel). Neste episódio, todos os os jovens ficaram em segundo plano, servindo mais de objetos para as tramóias da Terri do que para o desenvolvimento de suas histórias em si, o que começa a ressaltar alguns furos.

Em “Acafellas”, ficamos sabendo que a Mercedes tinha uma crush no Kurt, e o Kurt tava gostando do Finn. Alguém viu alguma dessas histórias se desenvolvendo? Por falar em Finn, sabemos que ele está afim da Rachel, mas não pode abandonar a Quinn grávida. Exatamente a mesma história que o Will e a Terri, só mudando o fato de seu bebê ser real. Bebê esse que ela decide dar para a Terri. Mas como ela explicará isso para o Puckerman, que é o verdadeiro pai do bebê? Tchan-ran, provavelmente o que veremos nos próximos episódios. Como esse é um review deste episódio e eu ainda não ganho a vida como Mãe Diná, o que resta comentar é que, pelo menos nos jovens, não teve tanta evolução.

Dito e analisado tudo isso, o que acho é que tivemos mais um episódio fantástico, prazeroso e ácido de se assistir. Os furos ou pequenas falhas que apontamos são, na verdade, apenas motivos para criar assunto e não ficar aqui repetindo como é gostoso ver que o download de mais um episódio acabou de ser completado. Glee continua ótimo, e à exceção de “Acafellas”, caminha passo a passo para a melhor primeira temporada de uma série pop em um bocado de tempo. E sem comparações sexuais dessa vez.

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