
Esses dias recebi um e-mail do Michel, dizendo que Glee era a minha cara, e que eu deveria fazer o review. Eu adorei, já esperava por Glee fazia um bom tempo, como o Anderson disse em seu ótimo texto. Mas o que difere essa série musical, para ser tão próxima do meu gosto?
Spoilers Free:
Ela é completamente ridícula, e com certeza é o dedo do Ryan Murphy nisso. O criador começou com Popular, série até que bastante parecida em premissa com Glee, e deixou saudades ao acabar prematuramente. Logo em seguida veio Nip/Tuck, que serviu como laboratório de qualquer coisa que passasse por sua cabeça. Toda essa liberdade criativa acabou tornando a série médica absurda demais em seu quinto ano, mas ainda sim tem sua história cravada como um dos dramas mais originais de todos os tempos.
Agora em Glee, Murphy volta ao terreno teen com um show cínico, e surpreendentemente, não necessariamente voltado aos adolescentes. A história dos adolescentes losers que encontram sua vocação no coral da escola é tão anacrônica que serve de ligação a todos os adultos que viram a difícil vida de adolescente passar rapidamente por seus olhos. Mesmo baseada em uma premissa batida, o grande trunfo da série usar todos os clihês a seu favor, fazendo com que a principal seja assumidamente uma pentelha, o que, ironicamente, a aproxima dos telespectadores.
O leque de personagens exóticos só ajuda. Temos desde asiática gaga, nerd na cadeira de rodas, gay ligado em moda, garota negra que canta gritando. Por não haver aquela forçação de carimsa comum das séries adolescentes, não é difícil se afeiçoar e querer que o grupo realmente dê certo.
Glee é justamente a estréia mais promissora do ano porque consegue caminhar sobre sua obviedade, e melhor, nos encantar com ela. Nós não paramos de acreditar, e que setembro chegue logo.















