Enxergando com novos olhares.
Como falei na primeira review, muitos críticas foram feitas à série, e um dos focos foi sobre a “sexualização” das personagens. Após assistir a este episódio, consegui entender melhor o que os jornais americanos estavam querendo dizer.
Na série original D.J. passou grande parte da história num romance adolescente com Steve, o qual apareceu na première e vai voltar em alguns episódios. Como uma série familiar típica dos anos 90, o romance era levado com muito açúcar e leveza.
Agora D.J. é viúva e vai para a balada com a irmã e a melhor amiga usando vestidos bem diferentes dos pijamas que elas costumavam vestir, além de beber tequila e dançar com estranhos. Entendem o choque?
Este assunto dá margem a várias discussões, mas a que eu quero focar aqui é numa característica fundamental de todo “revival” que a Netflix (ou qualquer outra empresa do entretenimento) resolver fazer: o tempo passa, tanto para a gente quanto para os personagens.
E é justamente isso que fez nós fãs ficarmos surpresos com este terceiro episódio. Enquanto Joey continua como a eterna criança, deixando isso bem claro em quanto cuidava das crianças, as três protagonistas se envolviam num concurso de dança ao som de Macy Gray.
Sabia que a série brincaria com o fato das crianças de hoje em dia viverem conectadas, e nada melhor do que usar Joey para quebrar esta união tão fortemente viciante. Quando ele revelou as armas na mesinha de centro, mais uma vez relembrei da minha infância onde mirava a minha de água no cachorro da vizinha. Ele ficava louco!
Todo mundo precisa de atenção, e creio que hoje estamos tão atarefados que não curtimos a criançada como os nossos pais costumavam fazer com a gente no passado. Agora então com um smartphone em cada mão, a interação entre elas também está cada vez mais difícil.
Mas criança é sempre criança e vai colar na sua se você despertar a atenção dela. E este episódio usou um armamento pesado literalmente. A cena do banho de meleca no final foi muito engraçada, e me passou a sensação de que por mais que elas tenham crescido, continuam cultivando um lado mais infantil, dos bons tempos em que eram crianças.
Mesmo com a coreografia de “Time of my Life”, o episódio foi o mais fraco até aqui, o que me deixa preocupado, já que a temporada foi toda concebida de uma só vez. Espero que o próximo volte a despertar aquele velho sentimento de se divertir e aprender com os Tanner.
E vocês, o que acharam deste episódio?















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