Fringe - Momentum Deferred

É com muito pesar que deixo meu adeus (?) a um dos personagens que mais cresceu nessa segunda temporada.

Spoilers Abaixo!

Kirk Acevedo fez o que pode durante a primeira temporada com seu Charlie Francis mas, no fim das contas, não se tinha muito o que tirar dele. Nesses quatro episódios, porém, o ator conseguiu provar que é muito bom. Agora como um metamorfo se passando pelo Charlie, pareceu fácil pra ele mostrar a dor de permanecer no mesmo corpo por muito tempo, demonstrar interesse pela memória da Olivia e, ao mesmo tempo, conseguir ser frio sem atravessar a linha que o separaria de um simples robô. Fará muita falta mas devo bater palmas para a coragem dos produtores.

Quão grata foi a surpresa de ver a Olivia recuperando a memória de uma vez por todas. Aquele tratamento com o Sam Weiss foi interessante por um tempo, mas era necessário agilizar esse plot e o fizeram no momento certo. As três vezes que o cérebro da agente deu um estalo de lembrança foi devido a um gatilho. Sua caminhada pelo corredor da Massive Dynamics e o toque do sino são gatilhos óbvios, mas um simples olhar para o Peter é que me deixou curioso. Será que ele tem alguma conexão maior com o Bell (já que o próprio Bell mandou a Olivia dizer aquela frase em grego pra ele) ou a memória só foi ativada porque ele nasceu do lado de lá?

O encontro da Olivia com o William Bell foi o ponto alto do episódio, como era de se esperar. Desde a escolha das cores, bem contrastadas, até as opção de ângulo, vista por detrás do ombro tanto dela quanto dele, tudo foi muito bem pensado e executado. A conversa, em si, já foi reveladora: híbridos (meio humanos, meio máquinas) estão atravessando para o nosso universo afim de encontrarem uma porta que permitiria a passagem de qualquer um para o lado de cá, gerando o fim da Terra como a conhecemos já que só um mundo resistiria a essa sobreposição.

Ainda no encontro ocorrido nas torres gêmeas tivemos (mais) uma boa referência a Alice no país das Maravilhas. No conto existe um capítulo chamado “Mad Tea Party” (ou Um Chá Maluco, na versão nacional). Nesse capítulo Alice é uma convidada na festa do chá maluco que conta com a presença do Chapeleiro Maluco, da Lebre de Março e do Dormidongo. Esses personagens dão a Alice várias charadas e contam várias histórias até a menina se sentir insultada e sair. Alice entra por uma porta numa árvore e, quando sai, se encontra no mesmo local do primeiro capítulo. Nem preciso explicar os paralelos, certo?

O cabeça do líder dos seres da “primeira onda” foi encontrada e o mesmo, ressurreto no maior estilo Voldemort. Aquele símbolo parecido com o Omega (que significa “fim”) pode ser uma dica do que está para vir. O mais interessante desses seres, para mim, foi o uso da pêra tanto no começo quanto no fim do episódio. Os chineses antigos acreditavam que a pêra simbolizava a imortalidade (as pereiras vivem por muito tempo!) – o que representaria a volta à vida do líder. Ou talvez seja uma alusão de que, no universo paralelo, a pêra tenha sido o fruto proibido (ao invés da maçã). Falando em maçãs, essa cena foi bem parecida com uma do episódio The Equation, onde o Mitchell Loeb morde uma maçã vermelha após concluir sua missão.

Enquanto a Olivia se enfurecia com aquele que fez experiências com ela ainda criança, Rebecca agradecia (até demais) o Walter por tudo que fez por/com ela. Enquanto uma se vê como vítima, a outra enxerga suas habilidades como verdadeiros dons. No começo eu até pensei que fosse conversa dela só pra ganhar mais uma rodada de drogas grátis e com segurança, mas quando ela descobriu que o Peter não é desse planeta, não teve jeito… ela sabe do que está falando. Até entendi ela não ter comentado nada com o próprio Peter, mas fiquei desconfiado por ela não ter falado nada com o Walter.

O Peter têm falado muito que é a “Olivia que carrega a arma”, repararam? Não sei se eles querem que a gente fique tranquilo sobre a segurança da moça, se é para nos preocuparmos com a segurança do Peter ou se ele REALMENTE quer uma arma e está meio sem jeito de pedir. =P

PS: Algumas informações desse post são traduções livres de textos do site Fringe Bloggers.

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