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Depois de uma season finale sensacional, Fringe retorna ainda melhor. Uma mistura mais que perfeita de cenas de tirar o fôlego com questionamentos e emoção fizeram de “A New Day in the Old Town” um episódio marcante para a mitologia da série.

Spoilers Abaixo:

Todo mundo sabe que as cenas de abertura dos episódios de Fringe são sempre algo a parte, com efeitos especiais/maquiagem sensacionais ou com algo bizarro que quase te mata do coração. Estava preocupado se essa qualidade teria acabado quando vi a transformação do shapeshifter, que não foi de todo ruim mas já vimos esse tipo de efeito por 7 anos em Buffy! Contudo a “abertura” só termina quando sobem os créditos e tivemos a estonteante cena da Olivia sendo arremessada de dentro do carro parado para o meio da rua.

Era mais do que óbvio que a protagonista da série não iria morrer logo na premiere (e eu sei que teve muita gente que, mesmo sabendo disso, torcia para o fim da loirinha) e que, de alguma forma ela retornaria do mundo dos mortos. Não me recordo de uma interação tão grande do Peter com o Broyles em toda a primeira temporada (o que foi um desperdício já que os dois trabalham muito bem juntos), mas esse espírito de equipe que está sendo criado entre a Fringe Division será muito positivo para seu futuro. Talvez tenha sido porque eu vi o episódio de madrugada mas, quando ela levantou falando grego e deu aquele grito eu, literalmente, pulei da cadeira.

Seria muito interessante, apesar de improvável, ver o fechamento da divisão comandada por Broyles no sentido de pensar nessa equipe trabalhando clandestinamente. Sempre houve esse questionamento entre os fãs da série: Como o Governo (ou pelo menos parte do governo que não entende direito as bizarrices que acontecem nos EUA) presta conta dos atos dessa divisão super secreta? Qual a liberdade que nossos agentes possuem dentro do FBI? Para um país e uma instituição tão burocráticos, estava tudo fácil demais.

Não sei exatamente quanto tempo passou desde que o Walter foi visitar o túmulo do Peter verdadeiro, mas suas tentativas de se convencer de que o filho atual e o real são a mesma pessoa estão cada vez maiores. Já tenho como certo que esse Peter é uma variação de outra dimensão e, por isso mesmo, que sinto tanta pena do Walter em situações como a de seu tão famigerado pudim. Quero logo ver a reação do Peter quando souber quem é (ou quem não é!).

A nova agente chegou cheia de referências bíblicas e uma mente aberta para as loucuras que vai encontrar na nova divisão de trabalho (ta bom, isso não ficou exatamente claro, mas ela deve voltar a interagir com os personagens fixos). A atuação da moça foi apenas regular mas a introdução de uma personagem que não tem a mente bitolada na ciência e com um quê espiritual pode fazer muito bem à série.

A ida do Shapeshifter àquela loja foi reveladora. Primeiro descobrimos que ele não foi o primeiro a passar por alí, segundo que parece que aquele é um local especial, algo parecido com uma janela para outra dimensão, um local de comunicação entre o exército presente na nossa Terra e seus superiores em sabe-se Deus onde. A jogadinha do espelho digitando sozinho foi simples, mas bem feita, mas o que me intriga é o porquê do dono da loja(?) aceitar guardar essa sala.

A bomba do episódio, contudo, fica com a revelação da (nova?) identidade do agente Charlie Francis. Pra bem da verdade eu não entendi muito bem o que aconteceu. Como pode o Francis estar morto se a “enfermeira” morreu (e vimos o corpo dela)? Se ela tivesse se transformado nele, o corpo dela não iria existir mais alí, entendem? A única coisa que consigo pensar é que havia outro shapeshifter escondido no local, mas é demais para a minha cabeça!

Com essa loucura adrenalínica Fringe encerra o primeiro de seus episódios dessa segunda temporada que promete muito!

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