
Chegamos ao fim de uma das melhores temporadas da curta história de Friday Night Lights.
Spoilers abaixo!
Muitos fãs vêm reclamando nas últimas semanas do rumo que a série tomou, questionando certas histórias, motivações dos personagens, detalhes e eles estão, infelizmente, completamente certos. A Temporada cometeu falhas ao desenvolver suas histórias, ás vezes ficou confusa, fraca e completamente diferente da série que conhecemos e amamos, mas tudo isso não tira o mérito dos roteiristas por apostar todas as fichas em atitudes corajosas, começando pela demissão do Coach Taylor. Não era a opção segura que a maioria das séries costuma seguir, e mesmo assim, eles a escolheram. Por quê? Porque a série precisava, e com urgência, se reinventar para recuperar o fôlego perdido. Metade do elenco já havia saído e a outra metade estava prestes a sair, a série não era a mesma e de fato não deveria continuar sendo a mesma, logo, a opção mais correta seria começar do zero, e assim, com completa habilidade e controle daqueles personagens e histórias, eles conseguiram.
Fomos jogados abruptamente em outro mundo, uma nova cidade, sem toda a pompa e elegância a qual nós estávamos acostumados. Novos personagens, situações diferentes, uma realidade ainda mais pesada… Não demorou muito durante a premiere para perceber que aquela temporada seria grande em coração e alma. Como eu disse anteriormente, ela teve problemas, principalmente em se estabelecer. Ninguém, por mais que diga o contrário, gosta de mudanças. É Natural, estamos acostumados com uma coisa e assim queremos continuar até quando for possível, mas sinceramente, não era. Aposto que se tivéssemos continuado com os Panthers em West Dillon, esse teria sido um ano ainda pior do que o segundo (marcado por um Landry assassino e o tapa bem no meio da cara devido à greve dos roteiristas) e não teríamos tido episódios brilhantes como The Son, a história de redenção do Tim e uma jornada quase que cinematográfica de um time de futebol para o sucesso. De pouco a pouco, todas as partes se uniram, ficaram fortes e o que era um temporada mediana, se tornou a minha favorita em seus dois episódios finais, que de certa maneira se completam. Em Laboring, a Tami continua a sofrer as conseqüências de simplesmente fazer o seu trabalho e os Riggins passam de alegria extrema, ao pior momento de suas vidas. Sei que Kyle Chandler e Connie Britton são figurinhas carimbadas quando elogiamos o ótimo elenco da série, mas é impossível não ficar impressionado com o desempenho do Derek Phillips em todo o arco paterno/fora da lei. O Seu jeito bobo dificilmente conseguiria passar a angustia da situação, mas de uma maneira que nem eu consigo acreditar direito, ele o fez. Uma ótima surpresa pra quem não esperava tanto do ator.
Com todas as situações devidamente armadas, seguimos para a season finale que certamente deixou você na ponta dos pés de tanta emoção, Thanksgiving. O Matt está de volta para encerrar de maneira digna a sua participação na série, Tim se despede do mundo quando precisa tomar uma decisão difícil e o duelo mais esperado do ano finalmente chegou: Lions vs. Panthers. Não esperava que eles fossem corrigir no final da temporada todos os erros que eu apontei aqui anteriormente, mas eles o fizeram. Cada cena, cada fala, cada olhar que um personagem dava era suficiente para passar o quão triste e poderosa essa temporada foi. A Vitória dos Lions não vai consertar os problemas da sociedade, dar a Tami o seu emprego de volta, fazer Matt e Julie reatarem ou até tirar o Tim da prisão, mas vai, mesmo assim, dar alegria. Vai fazer essas pessoas esquecerem dos problemas durante uma noite e isso é algo transcende a tela. É a humanidade que Friday Night Lights sempre tratou bem e mesmo com os seus erros, permanceu nessa quarta temporada.
Vince, Luke, Coach, Becky, Landry… Mal posso esperar para vê-los novamente. Até Outubro.













