
FlashForward finalmente respirou. Depois da adrenalina do piloto e da afobação do segundo episódio, ‘137 Sekunden’ desenvolveu a trama com mais tranquilidade. O resultado foi um bom episódio, melhor que o de semana passada.
Spoilers Abaixo:
É verdade que FlashForward ainda não me empolgou, mas, só o fato de a série parar de me tratar como uma completa idiota já foi uma grande evolução. Sim! Os constantes flashbacks para me explicar o que eu já tinha entendido diminuíram drasticamente e sem ser interrompida a cada 5 minutos, a trama fluiu melhor. Pena que quase no fim do episódio a série não resistiu e teve uma recaída.
Gostei do começo na prisão alemã, já estava na hora de FF começar a explorar a escala mundial que o blackout tem. Gostei também do ‘ex’nazista. Sempre dúbio e um pouco assustador (na verdade creepy, mas eu não encontrei uma tradução melhor), acreditar em qualquer palavra dele exigia uma imensa quantidade de fé. A trama seguiu o velho clichê de ‘preso negociando informação em troca da liberdade’, mas funcionou bem. Só a revolta da Janis contra a libertação do prisioneiro que não me convenceu muito. A impressão que me passou, foi que ela teve uma reação tão forte apenas porque era esperado e necessário que ela servisse de contraponto para o Mark. Eu achei exagerada e desnecessária – a menos que exista e não tenha sido revelado algum motivo mais concreto para a reação – eles podiam muito bem ter explorado melhor a revolta do guarda alemão, que tinha muito mais razões para protestar.
O flashforward da noiva do Demitri e o fato de que o corpo enterrado é mesmo o da filha do Aaron abrem um precedente um pouco perigoso. Eles dão margem para a teoria de que nem todos enxergaram o mesmo futuro. Eu prefiro continuar a acreditar, entretanto, que o futuro que todos viram é um só e não pode ser mudado e que os próximos 5 meses vão explicar essas aparentes disparidades nos flashforwards. Pelo menos por enquanto isso faz mais sentido.
Eu acho estranho que todo o novo personagem que aparece não perde um segundo antes de compartilhar o seu flashforward. Antes de ver a série eu esperava mais suspense em relação a isso. Não chega a ser algo ruim, mas já que temos uma temporada inteirinha pela frente não seria melhor guardar algumas dessas histórias para o futuro?
A história toda dos corvos morrendo, de tudo isso ter acontecido antes e do ‘aquilo era o que eu tava pensando?’ que a gente viu no final do episódio, bem… de inicio eu achei meio estranho. Vai depender de como a série vender essa trama nos próximos episódios. Foi um risco que a série tomou, e isso é bom – desde que esse risco seja bem executado. Sem falar que um blackout já ter acontecido antes, abre possibilidades interessantes para a investigação. A melhor parte é que pela primeira vez o cliffhanger da série não me pareceu forçado e eu estou até um pouco curiosa para ver o próximo.
Esse review provavelmente ficou “parcialmente negativo” (ou ‘parcialmente positivo’ dependendo do ponto de vista), mais uma vez. Mas, é difícil ser diferente. A verdade é que eu ainda não sei o que pensar de FlashForward. Eu terminei de assistir o episódio e ele foi bacana, mas quando eu fui pôr isso no papel, as coisas que eu gostei nele não eram tantas assim.
Só existem duas opções: Ou a série vai melhorar bastante nos próximos episódios e provar que era sim a série que muitos esperavam; Ou o flashforward do Leandro vai se tornar realidade e no dia 29 de abril de 2010 todo mundo estará considerando FlashForward o novo Heroes.
Eu torço pela primeira opção, mas…











