Mesmo em episódios não tão bons, Six Feet Under nos entrega questionamentos interessantes.
CALLIE RENEE MORTIMER (1984 – 2003)
O início da terceira temporada é problemática por conta da perda de Brenda, umas das melhores personagens da série, e para contrabalancear a falta dela, Lisa é adicionada como recorrente, o grande problema é que enquanto Brenda era interessantíssima e tinha várias camadas, Lisa é sem graça e não consegue fazer com que gostemos dela. Por conta da chegada de Maya, Nate criou uma maturidade jamais vista e se tornou aquele homem de trinta e tantos anos, pai, casado e só. Nate sempre foi um personagem interessante por conta de Brenda, ela o testava sempre, mas sem ela o que ele tem a oferecer para que seus plots sejam mais interessantes?
Sua maturidade é tanta que ele sabe como conduzir os negócios da família de forma mais empática possível, sendo um contraponto excelente para Rico que dificilmente enxerga o lado do outro e por causa disso é um personagem que a maioria não gosta. Federico precisa entender que ser sócio de uma funerária vai além de saber embalsamar e restaurar defuntos, saber lidar com a família que perdeu alguém é de suma importância nesse ramo, pois é nesse momento em que a maioria está fragilizada e precisa de palavras de confortos sinceras. Como Rico sempre foi mais próximo de Nate, nada mais justo que o próprio para ensinar essa parte do serviço para o novo sócio.
Depois de sempre ser rejeitada por conta do seu desejo incontrolável de controlar todos ao seu redor, Ruth parece entender que as pessoas precisam de espaço e que para uma relação saudável ser mantida não se deve forçar nada. Bettina é exatamente o tipo de relação que Ruth precisava na vida e a química entre as duas funciona de forma orgânica, as atuações de Frances Conroy e Kathy Bates ajudam e muito, duas rainhas mostrando facetas diferentes de duas personagens interessantíssimas. Essa amizade entre as duas ajuda Ruth até em casa, quem imaginaria que a mãe Fisher lá da primeira temporada ia levar numa boa o peguete de Claire dormindo em casa e ficando para o café da manhã? Ruth se transformou em uma mulher mais compreensiva, mais aberta e menos sufocante e isso é bom para todos que interagem com ela e para nós que assistimos, por vermos uma personagem mudar tanto e de forma crível.
Enquanto Ruth evoluiu, Keith continua o chato de galocha, que só o Santo David para aguentar. O ex-policial mudou, só que diferentemente da maioria a mudança foi para pior, sua raiva de qualquer coisa está tornando o personagem chato e previsível, o que desfavorece todo o plot em que ele é inserido. David luta com todas as forças para aguentar todos os problemas do namorado, mas se Keith não se ajudar acabará sozinho. David evoluiu muito, conseguiu se aceitar, porém ainda há muito preconceito dentro dele e seu subconsciente só confirma isso, nesse momento o Keith no qual ele se apaixonou aparece e mostra que ainda há esperanças para o personagem.
Já Claire está vivenciando experiências diferentes nessa nova fase, a faculdade por mais que não seja exatamente do jeito que ela sonhou está proporcionando para ela um crescimento profissional muito grande. Por outro lado ela vai experimentar a rejeição de Phill, que sempre se mostrou a fim dela, mas que na hora de confrontado para o relacionamento ir para o próximo passo prefere cair fora. Claire foi muito madura de perceber que a relação não mudaria e dar um fim em tudo foi o mais sensato, essa atitude dela só foi possível por conta de Gabe e como o namoro dos dois era funcional e tóxico.
“The Eye Enside” mesmo não sendo um episódio memorável, consegue ser uma boa hora de drama televisivo, é um episódio de transição, mostrando que todos ali estão em fase de transformação para o que vier no futuro.
P.s.* Zachary Quinto de cabelo lambido <3
















