E Watson diz: vocês vão ter que me engolir!

Spoilers Abaixo:

Elementary vem mostrando a que veio. Se na semana passada boa parte das críticas da review foi em relação às fracas atuações da Lucy Liu e o fato da sua personagem em nada estar acrescentando à série, nessa semana acredito que não teremos mais esse tipo de protesto, afinal, Lucy Liu além de uma bela atuação, incrementou sua personagem com uma interessante característica de observação, além de fazer da Watson uma personagem mais vibrante, inteligente, sagaz e principalmente a única capaz de entender a mente de Sherlock Holmes. Achei essa visão fascinante, afinal, nem sempre o Sherlock vai tomar as melhores escolhas e não vai ser a polícia local que o salvará, é muita coincidência não é?

Além do poder de dedução do caso da semana salvando o Sherlock, Watson também deu um banho no pretendente casado e essas cenas serviram para mostrar um lado fascinante que pelo menos eu nunca tinha visto em nenhuma obra de Sherlock Holmes: as consequências de suas habilidades e como elas os tornam pessoas solitárias. A dedução do Sherlock sobre o incômodo das pessoas em ter por perto aquelas que desvendam seus segredinhos mal escondidos, é a mais pura verdade, afinal, quem gostaria de uma pessoa do lado que adivinha até o que você vestiu no dia anterior? Imagina então como par romântico…

Agora a pergunta que não quer calar é: se a série vai abordar a questão dos dois como um casal ou não, afinal, a não ser que apareçam personagens tão brilhantes como Holmes e Watson só os vejo se relacionando entre si e garanto para vocês que quem viu a premiere da série no começo deve ter feito de cara essa pergunta. Acho engraçado que a série só aborda os lados românticos e de encontros casuais da Watson, deixando Sherlock em um grande suspense desde a revelação de que seu período de internação para drogados em muito tem a ver com uma mulher do passado. Teremos mais dicas por aí?

Por sinal, o período de Sherlock na reabilitação começa a ser desvendado episódio a episódio e dessa vez tivemos a informação de que a heroína foi uma das responsáveis por deixá-lo debilitado e precisando de uma supervisão acompanhada. Acredito que só a heroína para tê-lo feito ser tão estúpido nesse episódio, afinal, um cara tão inteligente, sagaz e perspicaz como ele não imaginar que uma serial killer não ande armada e que possa ser acusada de assassinato em um estacionamento vazio é bastante amador, mesmo com a desculpa da ansiedade e do ego. Uma certa inversão de valores com a Watson.

Por fim gostei do caso da semana, mas menos do que o do episódio anterior já que esse eu acertei logo de cara quando vi aquela secretária com cara de poucos amigos. Mas por outro lado, adorei o fato do Sherlock ter feito uma consultoria particular, já que isso sai dos moldes caso da semana da polícia e aborda outros universos para o personagem, até porque as atuações do Johnny Lee Miller continuam impecáveis e um dos pontos mais fortes dessa série. O jeito irônico, turrão, isolado e humano tem dado uma graça única a essa série, mesmo sendo tão comparada quanto sua homônima inglesa.

Com um episódio razoável, porém com grande evolução para os personagens, Elementary continua com seus cases da semana e sem nenhuma evolução referente a um criminoso digno da mente de Sherlock, mas pelo menos temos ponta soltas a serem resolvidas o que dá um gás à série para quem a está acompanhando.

Observações Elementares:

– O poder de dedução do Sherlock é fascinante, mas nem eu consegui entender como ele descobriu que o casal de diretores tinham relações sexuais. Que poder de dedução é esse, hein!

– Por falar em dedução amei a cena do Capitão Gregson revelando que sempre soube sobre o vício do Sherlock com as drogas e seu período de reabilitação, mostrando que não é só o Holmes que faz o dever de casa!

– Holmes e seus experimentos para se livrar de algemas. Mais semelhanças com o original!

– Gostei do início mostrando o futuro no lugar de um prólogo com um crime como a série estava acostumada a fazer. Surpreendeu-me bastante.

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