
Eu não sei como, mas o Moffat conseguiu dar impacto para a revelação mais óbvia ever!
Spoilers Abaixo:
Vou ser sincera e começar a review dizendo que descobrir quem é River Song ainda no início do episódio foi um pouco decepcionante quando eu assisti a A Good Man Goes To War pela primeira vez. Estou acostumada com a ideia de que o Moffs é muito mais inteligente do que eu (e ele é, sem dúvida) e sempre tem a capacidade de encontrar respostas tão simples e tão geniais que eu jamais seria capaz de adivinhá-las, então foi um pouco decepcionante descobrir que o Moffat é de fato humano.
Minha decepção não durou muito, entretanto. O Moffs desenvolveu a trama de forma incrível, e a execução da cena em que Doutor, Amy e Rory descobrem finalmente quem é River Song foi tão fantástica, que ela realmente conseguiu imprimir impacto à informação que todos nós (ou a grande maioria) já sabíamos desde o momento que ouvimos o nome “Melody Pond”. Acho que além do texto do Moffs, a reação dos atores teve muito mérito também, principalmente a do Matt Smith. Outra reação que me chamou bastante atenção quando eu revi o episódio foi a da River quando ela encontra o Rory na prisão, a impressão que tive foi que ela estava vendo ele pessoalmente pela primeira vez, ou pela primeira vez em muito tempo. Eu sei que foi o Melody Pond=River Song que estragou qualquer chance de surpresa, mas eu achei a troca de palavras tão legal, que não consigo imaginar a trama de outra forma.
Quanto a River como Time-Lady (ou quase-Time-Lady), eu estranhei a ideia a principio e me perguntei, como muitos, porque então, ela não regenerou no episódio Forrest of the Dead. No entanto, depois de ser lembrada pelo meu irmão e pelo Moffs (no twitter), que o episódio da 4ª temporada deixa claro que o Doutor poderia ter morrido também e que por isso a River tomou o seu lugar, eu pensei melhor e aceitei o ideia.
O fato da River ser filha do Rory e da Amy não me incomodou at all, achei a solução perfeita para a personagem e ao contrário de muitos, não achei a explicação para a parte Time-Lord da Melody/River forçada. O fato de que a River foi concebida na TARDIS enquanto ela viajava no vortex (em um beliche) e que isso deu um traço ou um detalhe de Time-Lord que aos poucos foi e será explorado e expandido pela mulher maligna do tapa-olho funcionou bem para mim. Sem falar de que a ideia de que a River foi criada para ser uma arma contra o Doutor torna o relacionamento dos dois ainda mais legal.
A grande revelação (e a grande surpresa) do episódio para mim, entretanto, foi relacionada aos Silences: por que eles queriam avisar o Doutor que a Amy estava grávida? Por que alertar o Doutor de que algo estava errado? Por que sequestrar a doppelganger da Amy? Isso tudo me deixou muito intrigada. Seria incrível descobrir que os Silences estavam tentando ajudar o Doutor, ou pelo menos impedir os planos da mulher maligna do tapa-olho.
Adorei a forma como A Good Man Goes To War soube explorar o lado sombrio do Doutor, não posso falar sobre a série clássica porque eu (ainda) não vi, mas desde a guerra e a destruição dos Time-Lords que o Doutor vem carregando raiva e um pouco de arrogância. O melhor exemplo disso é Waters of Mars e o “Time-Lord victorious” do Tennant que deu muito medo. Uma das minhas coisas favoritas do episódio foi a forma como a menina lá, pergunta por que o do nome do Doutor se ele não é um grande guerreiro – só eu lembrei do Yoda? – que a River explica depois. E a ideia de que foram as ações do Doutor que levaram os seus inimigos ao desespero de transformarem a filha da Amy e do Rory numa arma contra ele é fantástica. Acho que tudo isso fecha, de certa forma, um ciclo da fase sem controle do Doutor – porque se você analisar a River está certa. O Doutor mostrou em vários momento (desde o retorno da série em 2005) um lado quase assustador.
Engraçado que eu estava com um pouco de receio de rever A Good Man Goes To War, a minha impressão era que vendo uma segunda vez eu encontraria vários problemas com o episódio. Acabei gostando ainda mais da mid-season finale depois de revê-la. Descobri que o episódio teve, apesar do clima sombrio, vários momentos divertidos – a River tratando a prisão como um hotel é sensacional – e pude apreciar melhor o roteiro do Moffs, sem o debate interno eu-realmente-descobri-twist-do-moffs-antes-da-hora-ou-ele-só-quer-que-eu-pense-isso.
Estou realmente curiosa para ver como a série vai sair desse final para a coisa toda de matar o Hittler (não é spoiler é o nome do episódio). Doctor Who com hiato é maldade pura.




















