Dietland, a nova aposta do canal americano AMC soube aproveitar uma temática em alta para atrair telespectadores diversos. Tratando de tópicos como fat shaming (gordofobia) e feminismo, o primeiro episódio da nova séroe não entrega totalmente a que veio, no entanto, a proposta começa a desabrochar lentamente para não “assustar” espectadores mais conservadores. Dietland aborda a luta pela aceitação pessoal, através de uma leve crítica a indústria de trendings como revistas femininas que são um efeito causador da baixo autoestima de muitas mulheres.
Com uma protagonista não convencional na televisão americana – um dos únicos casos mais relevantes foi em Drop Dead Diva com Jane/Deb – Plum (Joy Nash) embarca em sua jornada para a mudança do corpo e aprimoramento esperado de autoestima como consequência, como ghost-writer (escritora contratada) de uma editora de revista feminina, Kitty Montgomery (Julianna Margulies); certamente um dos maiores atrativos para o fã de séries é o retorno de Julianna Margulies à televisão, após o grande drama da CBS, The Good Wife.
Por si só, a história não chama muita atenção porque a possibilidade de recorrer a clichês sobre obesidade são imensas. A adição de um movimento feminista de aceitação do corpo e combate à conceitos enraizados da sociedade faz com que a série tenha uma proposta muito mais interessante. É notável que Plum se sente não merecedora de diversas coisas que o tipo de pessoas aceitas na sociedade, ela limita-se a se encaixar sacrificando o próprio bem-estar com a meta de se sentir realizada depois de sua cirurgia bariátrica.

Em tempos de movimentos como Times Up, a série aproveita um tanto o rompimento crescente com a tolerância para crimes e abusadores sexuais e incrementa um pouco com uma espécie de movimento feminista radical. Esse plot apesar de não ter sido explorado suficientemente até agora, pode dar muito errado e se não souberem medir o humor e lançar justificativas corre o risco de desmerecer a situação que a indústria finalmente se posiciona contra.
Retornando ao primeiro episódio, Plum não é uma protagonista inerte, porém não conseguiu ainda criar laços de empatia e simpatia no espectador. Sua história não é superficial, mas a maneira que trataram até aqui não ajudou muito sua causa e não impulsiona o espectador a torcer por ela. A entrada de Plum no movimento feminista secreto foi o ápice da personagem, logo ao final do episódio, e talvez com a adesão da protagonista ao movimento as coisas comecem a engrenar.
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Em Dietland, o primeiro episódio não funcionou tão bem como poderia e a sinopse não conseguiu descrever efetivamente do que a série se trata e como ela irá desenvolver o enredo. A história de Plum poderá ser lotada de clichês, assim como a de Kitty, mas os roteiros tem capacidade de surpreender e fazer valer a história que propuseram como a sinopse prometeu, uma história “chocante” e fora do comum.






















