Chegou a hora de desafogar o Dark Passenger e dar um reboot em Dexter.

Spoilers Abaixo:

Pelo menos foi esse o sentimento que eu tive ao ver Astor e Cody indo morar com os avôs em Orlando. Seria difícil ter Dexter, a criatura da noite como pai solteiro. A saída das crianças da vida de Dexter não apenas foi cômoda para os roteiristas, como também facilita qualquer tipo de reboot. Particularmente prefiro muito mais ver Dexter na caça do que tendo que ouvir desaforos de Astor. Logicamente que ele não será o lobo solitário da primeira temporada, pois o pequeno Harrison ainda está com ele. Situação que já vimos que funciona muito bem, ou vai me dizer que você não achou o máximo ver a dupla Dexter e Harrison examinando os padrões de sangue do caminhão alugado? Eu estava tão sorridente quanto o bebê.

Alguns arcos importantes começaram a criar forma nesse episódio. Dex pode ter sido liberado pelo FBI sobre a morte de Rita, mas Quinn continua na cola e aquele disfarce de Kyle Butler usado na temporada passada ainda vai ser uma baita dor de cabeça. Ficamos conhecendo também a próxima e provável vítima da lâmina de Deter: o assassino do barril. Quem já andou lendo algumas declarações dos produtores da série sabe que não teremos um “vilão mor” nessa temporada, e sim alguns antagonistas e participações especiais. O assassino do barril será um desses antagonistas e devo dizer que gostei muito da forma como uma simples mancha de sangue seco acabou levando Dexter até um serial killer impetuoso como esse. Aquele cemitério no pântano cheio de barris era medonho. Outro arco interessante é o da “santa morte”, que na verdade não deve se tratar apenas de um assassino com um facão. Pelo o que eu entendi trata-se de um culto ou uma seita. Promissor.

Uma coisa que eu gostei bastante nesse episódio foi a batalha do foco de Dexter. Ele queria fazer de tudo para Astor e Cody terem um lar descente, para que nada faltasse para eles, mas ao mesmo tempo, ele não conseguia parar de pensar naquela mancha de sangue no caminhão. A metáfora da mascara de oxigênio foi muito boa e mostrou como o Dark Passenger não dorme nem em momentos de crise. A vítima do episódio anterior foi apenas um “presente do destino” para Dexter. Ele não estava com sede de sangue, apenas precisava liberar sua raiva. Já com o assassino barril a coisa é diferente, é o Dark Passenger que está no comando da nave Dexter em busca de uma nova presa.

Quanto aos relacionamentos amorosos da série, por enquanto, o de Deb e Quinn é o mais promissor. Não apenas pelas tiradas engraçadas de Deb (“tire esses dedos gordos de salsicha de cima de mim”), mas pelo padrão que esse relacionamento pode cair. Não consigo imaginar Quinn saindo vivo dessa temporada e eu já perdi as contas de quantos namorados, Deb já enterrou – Ice Truck Killer, Lundy… Anton está vivo? Por outro lado não consigo suportar Angel e LaGuerta. Primeiro que não existe química alguma entre esses dois e depois que essa história do dinheiro da pensão de LaGuerta é o plot mais sonífero de todos os tempos.

O episódio não foi tão fantástico como a season premiere, mas abriu terreno para ótimas possibilidades. Temos um novo serial killer a solta, um Dexter sem Astor e Cody e Quinn prestes a desmascarar o Kyle Butler do retrato falado. Tudo muito promissor.

PS – Acho que estou ficando muito sádico assistindo Dexter. Como torci para ele enfiar aquela faca na barriga do vizinho mala que beijou Rita.

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