
A evolução de Dexter continua e dessa vez presenciamos uma flexibilidade no antigo código de Harry até então inédita.
Spoilers abaixo:
Eu esperava que o subplot envolvendo Camilla tivesse apenas alguma revelação sobre algo que ela sabia sobre Dexter ou algum conflito envolvendo eutanásia. Na verdade teve um pouco dos dois, mas o importante mesmo foi a noção sobre misericórdia que Dexter absorveu dessa experiência. Dexter sempre se julgou imune a sentimentos, e que todas suas ações do dia a dia eram apenas coisas necessárias para manter seu disfarce de humano. Ta certo que desde a temporada passada quando vimos o coração de Dex acelerar no momento em que os corpos das suas vítimas foram encontrados no mar já tivemos uma noção que ele não é assim tão desprovido de sentimentos. Nessa temporada então com um casamento e filho a caminho fica cada vez mais forte sua humanização, mas sentimentos como compaixão e misericórdia devem ter sido algo completamente novo para Dexter.
Vimos também uma nova faceta de Miguel Prado e como cada vez mais fica evidente que ele não é de confiança. Eu já esperava que mais cedo ou mais tarde Miguel fosse querer incluir Ellen Wolf na lista negra puramente para resolver problemas pessoais. Porém, não pensem que os interesses de Dexter são tão diferentes dos de Miguel. Dex não é nenhum herói. O fato de ele ter um “filtro” de vítimas não faz dele uma pessoa melhor. Ele unicamente mata pessoas para saciar o Dark Passenger. Fico aliviado que da mesma forma que no episódio anterior Dexter não cedeu 100% a vontade de Miguel em não compartilhar seu ritual de matança, ele mais uma vez não cedeu à pressão para matar Ellen.
Pelo jeito nosso joguinho de adivinhar que é o Skinner foi por água a baixo. Todos os principais suspeitos (Quinn, Ramon e etc) ao que parece vão sair da lista caso Deb esteja correta sobre o rapaz que apara as árvores. Acho muito legal quando leio por ai pessoas afirmando com a mais pura certeza que Quinn é o Skinner. Eu acho tão difícil ser ele que sou quase capaz de afirmar que tenho absoluta certeza que não é ele, mas não me atrevo a fazer nenhuma afirmação com convicção por enquanto.
Os casais Deb e Anton e Angel e a outra policial finalmente saíram do não caga, mas não sai da moita. Quero ver como vai ficar essa situação agora que Anton topou ser isca humana para atrair o Skinner. Quanto ao romance de Angel ainda não consigo ver o que de interessante isso pode trazer para a trama, mas alguma coisa vai ter com certeza.
Tenho que admitir que esse episódio teve um ritmo um pouco mais arrastado que os outros, mas mesmo assim me agradou muito. Talvez a busca pela torta de limão perfeita e as inúmeras cenas com Camilla tenham sido os culpados por essa marcha lenta na narrativa, mas fiquei muito surpreso quando ficou claro que a torta de limão perfeita não tinha nada a ver com o sabor, e sim como a torta que possuía aquele ingrediente que finalmente traria paz para Camilla.
Estou ansioso para o questionamento do rapaz das árvores e por mais que eu acredite que Quinn não seja o Skinner, fiquei com a pulga atrás da orelha quando Dexter comentou por pensamento que Quinn era muito bronzeado. Será que ele é tão bronzeado assim porque fica nas árvores observando suas vítimas ou foi só mais uma forma sutil que o roteiro encontrou para fritar com meus miolos de tantas interrogações? Malditos roteiristas talentosos!













