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Nunca imaginei que iria ouvir de Dexter algo como, “encontrei um verdadeiro amigo”.

Spoilers abaixo:

Miguel Prado está firme e forte no propósito de limpar a cidade fazendo justiça com as próprias mãos. Na verdade ele ainda não usou bem as mãos para fazer justiça, e sim o cérebro. Dexter bem que tentou afastar Miguel da idéia de parceria, mas Miguel provou que está disposto a se arriscar para que Dexter tenha a chance de matar alguém que estava fora de seu alcance.

Nos episódios anteriores eu estava preocupado por achar que Dex estava sendo manipulado muito facilmente por Miguel para entrar nessa parceria. Essa semana, no entanto, vimos que Dex continua esperto, e embora ele esteja disposto a compartilhar a caçada, ele ainda não está disposto a compartilhar o ritual que sacia a sede do Dark Passenger. Fiquei muito aliviado quando Dexter deu um perdido em Miguel, e não matou sua última “presa” na frente dele.

Mais uma vez preciso bater na tecla de que Jimmy Smits nasceu para interpretar Miguel Prado. Sim, ele também esteve muito bem em West Wing, mas no caso de Dexter a atuação dele é tão natural e realista que me faz ter boas esperanças para uma dobradinha no Emmy 2009 com Smits e C. Hall. Na verdade desde que Dexter começou, eu tenho esperança no Emmy de Michael C. Hall, mas quem sabe ano que vem seja o ano da consagração. Mais do que merecido.

Outra coisa muito importante para a trama foi o andamento do caso Skinner. No nosso bolão que começou semana passada sobre “Quem você acha que é o Skinner?” acho que já podemos tirar Ramon Prado da lista de suspeitos e colocar um asterisco ao lado do nome de Quinn como o suspeito principal. Porém, pelo fato do roteiro estar deixando muito obvio que Quinn é o Skinner fico tentado a não suspeitar tanto dele.

Seja lá quem for, é alguém que está de olho em Deb, e Anton está muito de olho nela. Porém, mais uma vez seria estranho colocar Deb em um relacionamento com mais um serial killer depois que ela se envolveu com o irmão de Dexter na primeira temporada.

Essa é a beleza do roteiro de Dexter. A série nos faz pensar, cogitar e sentir. Algo raríssimo nos dias de hoje.

Ainda não entendi direito qual é o propósito de mostrarem Camilla como um paciente terminal de câncer. Embora ela tenha tido seu propósito nas temporadas passadas, acredito que se ela nunca mais aparecesse ninguém ia sentir falta. Talvez a idéia seja colocar Dex em mais um conflito interno envolvendo eutanásia, mas com tantas coisas mais interessantes acontecendo, tenho medo de isso ser um subplot só para encher lingüiça.

Rita e Angel também estão tento um rumo interessante na trama. Rita está cada vez mais próxima de Syl e caminha para uma nova carreira no ramo imobiliário, enquanto que Batista, como já era esperado, aos poucos está se envolvendo com a policial que se disfarça de prostituta.

O episódio foi excelente, um dos meus favoritos nessa temporada até agora e a grande sacada da amizade entre Miguel e Dexter possui inúmeras maneiras de acabar mal. Como Harry disse, “existe uma grande diferença entre entender e aceitar”.

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