
Don’t Walk On the Grass trabalhou basicamente os mesmos temas vistos no episódio anterior de Desperate Housewives. Ainda bem que dessa vez isso foi feito com a coerência necessária para dar continuidade à ótima temporada da série.
Spoilers Abaixo:
Bree tendo dúvidas sobre seu relacionamento com Karl; Katherine continuando em sua missão de separar Susan e Mike; Lynette discutindo seus problemas com Tom; Gaby tendo ainda mais trabalho com Juanita. Se pensarmos bem, todos as tramas vistas em Don’t Walk On the Grass foram praticamente as mesmas que já observamos no fraco episódio anterior. Se por um lado isso mostra a dificuldade que os roteiristas tem em mover suas histórias para um próximo nível, é evidente a capacidade que eles tem (quando querem) em dar continuidade às mesmas de maneira bastante satisfatória.
Novamente o que mais me agradou foi a atenção dada ao caso de Bree com Karl, até porque é um romance muito mais interessante do que qualquer outro visto na série atualmente. Ele deixou claro suas intenções de tentar ser um novo homem caso Bree aceitasse seu pedido de casamento, mas situações como aquela do broche ainda me deixam desconfiado – de qualquer forma, seria bem melhor se ela conseguisse deixar o Orson de vez, já que ultimamente ele não está fazendo diferença alguma (ao final descobriu que a esposa mentiu sobre a jóia, o que certamente trará, em última instância, consequências não muito agradáveis para ela).
Ao contrário da festa envolvendo o macaco descontrolado, Gaby finalmente teve uma trama decente e que de certa forma colocou (novamente) em prova sua capacidade como mãe. Às vezes penso que ela interfere demais quando o assunto é Juanita, e nem sempre por motivos válidos – contudo, sempre é muito bom ver a personagem falando além da conta (“O que é isto, escola elementar Shawshank?”). Lynette, por sua vez, descobriu que Tom está trapaceando para passar nas provas da faculdade, o que acabou por colocar o casal num dilema moral que tem fundamento – afinal, até que ponto ela esconder sua gravidez não é algo menos repreensível do que aquilo que ele fez?
Mesmo ficando meio cansativo, ainda é divertido ver como o núcleo Susan/Mike/Katherine se desenvolveu. Particularmente prefiro muito mais essa Katherine “louca” do que aquela “simpática” vista na temporada anterior, pois ao menos ela foi responsável por alguns dos momentos mais engraçados desse episódio. O futuro de Susan ainda é incerto (será que Katherine continuará com a chantagem?), porém o que mais chamou minha atenção quanto a isso foi o poder de persuasão da Angie, que até fez com que Katherine desistisse por enquanto da ideia de denunciar Susan à polícia.
A medida que a temporada passa, surgem mais suspeitos da tentativa de estrangular Julie. No momento em que Angie alerta Susan sobre a possível culpa de Katherine nesse incidente, ela passou a ocupar o primeiro lugar como possível responsável em tal caso. Até a própria Katherine parece ter desconfiado sobre toda a história da mãe que morreu e o telefone pré-pago, mas por enquanto realmente não há como saber quem cometeu o crime – só uma coisa: será que esse mistério será arrastado até o fim da temporada?













