
Ser humano. O que te faz ser?
Spoilers Abaixo:
Em uma série de sci-fi não podemos deixar de ter seres humanos presos em cápsulas alienígenas em uma espécie de hibernação ou por terem sido abduzidos. E sendo uma série de ficção científica, Defiance, teria que em algum momento trazer isso para o enredo.
Pela primeira vez, a série resolveu fazer um paralelo com a atualidade trazendo referências que muitos de nós conhecemos e que ainda fazem parte da lembrança de muitos seres humanos, lembrando que a série se passa em 2033, uma época não tão distante assim. Claro que as referências ao Robert Pattinson e a Saga Crepúsculo poderiam ter sido descartadas, mas valeu a tentativa de mostrar que o que consideramos atual hoje, será tido como uma relíquia ou como coisa ultrapassada daqui a alguns anos.
Voltando a falar do plot dessa semana: Depois da queda da nave no último episódio, Nolan tentando mostrar um pouco de serviço útil resolve investigar os destroços e acaba encontrando o Comandante Gordon McClintock, que estava preso dentro de uma cápsula, o que poderia significar que os Votans não são uma raça tão pacífica assim. A dificuldade que Gordon enfrenta para se adaptar ao novo mundo em que se encontra, onde alienígenas andam por todos os lados como civis, a atmosfera é tóxica, sua família e amigos provavelmente estão mortos, talvez já tenha sido vista em diversas outras produções televisivas, cinematográficas ou literárias, mas ganha um contorno ainda melhor, quando ele descobre que é apenas uma espécie de protótipo criado pelos Indogene para se infiltrar entre os seres humanos e servir como arma assassina, além de descobrir que seu “verdadeiro eu” está morto e que tudo aquilo em que ele acredita ser verdade é apenas um monte de lembranças que foram transferidas. Ele guarda memórias de uma vida que ele nunca viveu.
Isso tudo leva a um sofrimento psicológico extremo, que faz com que Gordon chegue a pensar em se matar, até que Rafe McCawley, um homem que também perdeu quase tudo na vida aparece e é capaz de fazê-lo mudar de ideia, com um discurso bem clichê é verdade, mas que não deixa de dar um ar mais sério a tudo que estava ocorrendo.
Claro que não poderia terminar minha review sem falar das mulheres de Defiance: estou com quase certeza que o relacionamento de Stahma, faz parte de um plano ainda maior, já que pudemos perceber que Datak se torna muito vulnerável caso não tenha suas vontades atendidas. O relacionamento que Stahma está tendo com Kenya pode ser uma forma de desestabilizar o marido para poder assumir o cargo que ele conseguiu no Conselho da cidade. Essa mulher é um perigo para a própria família, e é por isso que eu a adoro. Já a Kenya merece uma puxada de orelha: como é que essa mulher se permite ser a dona de um bordel, sendo que a cada cliente novo que aparece ela começa a manter um laço afetivo? Ela já fez isso com Nolan e agora com Stahma também. Ô minha filha decide logo o que quer da vida.
E para finalizar tivemos a chegada de uma praga a cidade que afetará vários personagens, inclusive a Doctor Yewll, só espero que não acabem a sacrificando no próximo, como uma maneira de redimir os seus erros durante a guerra, pois ela é a minha segunda personagem favorita, perdendo apenas, é claro, para Stahma essa Casti de grande personalidade e sem caráter nenhum.













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