
Tudo continua morno na mansão da família Bowers.
Spoilers Abaixo:
Se o piloto de Deception não foi nada promissor, esse segundo episódio é menos animador ainda. Muita enrolação, pouquíssimas adições relevantes à trama e, claro, a incessante cachoeira de clichês.
Começamos o episódio com uma cena que eu (e acredito que vocês também) já vi diversas vezes: a protagonista sonha com sua amiga recém-assassinada, e nesse sonho Vivian dá uma “pista” para que a detetive descubra a verdade por trás de sua morte, fazendo com que Joanna acorde assustada. Uma sequência bastante criativa.
Depois disso, o episódio vira um grande misto de acontecimentos enfadonhos que não causam nenhum impacto. A briga de Edward no jogo de sua filha e o interrogatório que sofreu pelo agente Moreno foi tão interessante quanto às festanças do bonitão Julian. Tudo muito desnecessário.
Porém, podemos destacar os dois avanços consideráveis feitos na investigação sobre a morte de Vivian Bowers.
A introdução da secretária Hannah na história serviu para jogar um balde de água fria em qualquer pessoa que ainda achasse que o patriarca da família fosse puro de coração. Em apenas um episódio, descobrimos que Robert matinha um affair com sua assistente e ainda deu seu jeitinho de manter essa possível ameaça calada. Aliás, talvez a única surpresa desse episódio foi Hannah não ter sido a afetada pela medida do todo-poderoso, e sim seu irmão.
A outra descoberta interessante é a identidade do pai da criança que Vivian estava esperando antes de passar dessa para uma melhor. O nome dele é Ben Preswick, que também era informante dentro do projeto do tal medicamento que deu errado, o Lyritrol. Edward chega no rapaz antes da polícia, criando aquele clímax manjado, mas que não deixa de despertar a curiosidade sobre qual será o destino dele.
Fora isso, muitos minutos desperdiçados. O que é preocupante, já que, no seu segundo episódio, a série ainda pareceu não engatar. Mesmo a atuação razoavelmente competente do elenco não consegue esconder os estereótipos já conhecidos desse tipo de série retratados de maneira tão esdrúxula. Além disso, os diálogos ainda soam bastante pobres se comparados aos de séries que também se passam em ambientes tão afortunados.
Ainda assim, continuo curioso não só para saber a identidade do(s) assassino(s) de Vivian Bowers, mas também para acompanhar a aceitação (ou ausência dela) da série pelo público, o que deve me prender a “Deception” pelo menos nessa primeira temporada. Mas, se continuar nesse ritmo, não depositaria minhas apostas nela. Muito menos meus preciosos 40 minutos.





















