Uma Finale comandada pelas mulheres.

Spoilers Abaixo:

Chegamos à esperada Season Finale de Dallas, a série que retornou ao ar depois de alcançar sucesso retumbante na TV mundial e que ainda tem capacidade de atrair uma boa fatia do público. Não estou falando só dos saudosistas. Sem duvidas, a nova versão de Dallas angariou novos fãs e adoradores, todos chocados e presos à trama que consegue desenvolver pelo menos dez reviravoltas a cada episódio.

Para quem curte o estilo novelão e estava sentindo falta de algo como Revenge durante a Summer Season, Dallas também serviu direitinho. A série começou curtinha, propondo apenas 10 episódios, o que foi bom para que a TNT pudesse sentir a reação do público e rapidamente anunciar que as confusões em Southfork retornam em janeiro de 2013, logo no início da Mid-Season.

De forma geral, a 1ª temporada foi muito boa e conseguiu manter o nível de interesse em todos os episódios. Sempre tivemos motivos para rir ou ficar de queixo caído com as tramoias e grandes revelações, porque Dallas serve para isso: uma boa dose de diversão.  Esse papel foi muito bem cumprido e já espero feliz pela 2ª temporada.

O que fica evidente é que esse recomeço serviu como preparação. Toda a temporada gira em torno do dilema da exploração de petróleo em Southfork e todos os caminhos levam à criação da empresa de Energia Ewing, que deve ser fonte de problemas e mais problemas quando a série retornar.

Muito bacana notar a utilização dos personagens da versão original, e não apenas o trio formado por Bobby, J.R (O MITO) e Sue Ellen.  Essa Season Finale, que revelou a ligação entre Rebecca e Cliff Barnes (grande inimigo dos Ewing) foi perfeita nesse aspecto. Os roteiristas não dormiram no ponto quando o assunto é a utilização da mitologia da série.

Sendo assim, não sei como é que ninguém (nem eu) adivinhou antes a grande verdade sobre Rebecca. Só comecei a desconfiar quando o ‘previously’ foi exibido, afinal, já estava mais do que na cara que era isso. Mas é claro que antes ganhamos aquela linda sequência com o corpo de Tommy tombando em câmera lenta e a ligação de Rebecca para a o Disk-Defunto, que recolhe, ensaca e desova qualquer tipo de presunto. Foi surreal, simplesmente.

Rebecca esfregava aquele chão e se desesperava como uma menininha, ainda tentando nos enganar sobre sua verdadeira quenguice. No fundo, ela realmente gosta de Christopher, mas prefiro vê-la má e com sangue nos olhos, afinal, ela filha de Cliff Barnes e ninguém vai brincar com ela. Rebecca tem esse fator fofura a seu favor. Christopher sabe que ela não é confiável? E daí? Ele é burro o suficiente para cair de novo em qualquer coisa que Rebecca inventar, até porque, ela estará determinada a não perder os gêmeos, então tudo pode acontecer.

Confesso que antes da descoberta sobre a verdadeira identidade de Rebecca, uma das coisas que mais me divertiu foi a busca pelas alianças. Ver Rebecca remexendo no bolso de Tommy enquanto o corpo apodrecia há uns três dias dentro daquela van não tem preço. Tudo para que Cliff aparecesse com as alianças e sua mensagem de pai amoroso, que criou a filha sob o mesmo tipo de ética de J.R.

Falando dele, só momentos de amor e fraternidade, não é mesmo? J.R se declara abertamente ao irmão e reza para que ele não morra, senão, roubar Southfork não teria a mesma graça. Como não adorar? Depois ainda fica orgulhoso quando John Ross fala com ele sem um pingo de educação e consideração, o que mostra que Dallas não seria a mesma sem essa duplinha.

John Ross voltando às origens malignas não foi nenhuma surpresa, afinal, essa amizade sem limites entre ele, Chris e Elena não tinha potencial para durar nem cinco minutos. Só não entendo porque ele ficaria bravo por se livrar do peso morto que é Elena. Ela não serviu para nada durante a temporada todinha e só fica na aba dos Ewing para conseguir sociedades em empresas nas quais ela, como filha da cozinheira, jamais poderia investir.

A única coisa digna que Elena fez foi sambar na cara de John Ross com força, ao mandar a mãe devolver a aliança de noivado enquanto ela se ocupava de levar Christopher para a cama mais próxima. Talvez Elena seja mais manipulativa e esperta do que pensamos, mas não consigo acreditar muito nisso.

Quem surpreendeu nesse quesito foi Annie. Toda trabalhada no grampo, bancando a pobrezinha, forçando choro, quando na verdade estava enganando Ryland com classe. Cheguei a pensar que Annie resolveria tudo com favores sexuais, mas aquela cena em que ela mostra os peitos e diz que gravou TUDO sobre a lavagem de dinheiro é épica. Com isso, Sue Ellen ganha mais tempo para distribuir cargos políticos antes mesmo de ser eleita e todos ficam felizes.

Repararam como tudo deu certo? Vicente preso, J.R e John Ross com imunidade por sua colaboração com a justiça (oi?) e claro, Bobby são e salvo, transformado num verdadeiro milagre da medicina. Primeiro ele foi operado do intestino, mas tinha câncer de estômago: CURADO. Depois teve dois aneurismas estourando na cabeça, mas foi salvo pelo milagre da endoscopia e pôde ir para casa, beber muito café e fazer reuniões de trabalho um dia depois. Levem Bobby para a NASA. Ele precisa ser amplamente estudado. Aquele corpinho cansado provavelmente pode ajudar a ciência a descobrir vacinas eficazes para AIDS e câncer. Estejam certos.

P.S* Até a Season 2!

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