CSI com um toque de Criminal Minds.
Dead Woods foi um episódio de CSI que teve seus primeiros momentos muito diferentes daqueles com os quais estamos acostumados a assistir. Vemos duas pessoas andando na rua e logo acontece uma tentativa de assalto e um assassinato, além de vermos Abby tendo um flashback. Não fazia ideia do que Dead Woods estava preparando, mas estava claro que aquelas cenas iniciais não sustentariam um episódio inteiro. Assim que Abby pede por Sara quando o policial chega, a trama começa a ficar mais interessante e vemos o processo de abertura de um caso antigo que já havia sido dado como resolvido pela polícia.
E, após dois episódios bons, mas que não refletiram a qualidade que estávamos vendo nesta temporada, foi ótimo assistir Dead Woods. Um episódio que explorou mais Sara ao explicar as razões pelas quais Abby significava tanto para ela. Essa décima quinta temporada já explorou um passado distante de Nick do qual não se falava há muitas temporadas e agora vimos a mesma coisa acontecendo com Sara e seu pai. Achei muito interessante a maneira como a trama foi construída para que entendêssemos melhor Abby, Sara e a relação das duas.
Além de ter uma história pessoal bem desenvolvida, a investigação do caso antigo foi muito boa de assistir também. Vimos o início do episódio com um desenvolvimento mais lento, o que acabou me preocupando um pouco já que cada episódio dispõe apenas de quarenta minutos. Foi apenas na metade que Sara finalmente convence D.B. a reabrir o caso. Mas, ao contrário do que eu esperava, não vimos uma resolução corrida e sem sentido para recuperar o ritmo mais lento de Dead Woods, um ritmo que não estamos muito acostumados a assistir em CSI.
O estilo de investigação, que se baseou bastante nas memórias reprimidas de Abby, me lembrou bastante a maneira de trabalho que os agentes da BAU utilizam em Criminal Minds. Porém, claro que ainda assim vimos os detalhes importantes e fundamentais que apenas assistimos em CSI: a minuciosa busca por digitais, fluídos, DNA, cheiros misteriosos, entre outros. Ou seja, mesmo com uma premissa diferente para levar o caso à frente, ainda assim vimos cenas que estamos acostumados à assistir no seriado, cenas que desde o início definem o estilo de investigação dos CSI’s.
Quando Garth Fogel, o primeiro suspeito é introduzido à história, o roteiro tinha que achar um jeito rápido de conectá-lo ao massacre vivido por Abby em sua infância. E em pouco minutos essa conexão foi encontrada, a partir do momento que Henry informa que o homem preso por assédio sexual era na verdade pai de Hanna, irmã de Abby. Em pouquíssimo tempo, Dead Woods conseguiu criar uma nova história completamente diferente da investigada por Sara anos atrás.
No entanto, exatamente pelo fato desse primeiro suspeito ter sido rapidamente encontrado e com um ótimo motivo para assassinato imaginei que não seria ele o culpado e ainda veríamos um novo desenvolvimento da história nos vinte minutos restantes do episódio. E foi exatamente o que aconteceu, quando a resolução começa a seguir um caminho inteiramente diferente a partir de mais uma lembrança de Abby.
Entre o início do episódio e a resposta final, com a dupla de caçadores, vimos um ritmo consistente da investigação, que conseguiu manter minha atenção o tempo todo. Dead Woods cumpriu muito bem o seu objetivo e vimos mais um excelente episódio da décima quinta temporada de CSI.
15×13: The Greater Good

Quando para o bem da investigação D.B. coloca sua filha em jogo.
O Gig Harbor Killer voltou a ser o foco da narrativa de CSI em The Greater Good, mas preciso dizer que não tenho muita certeza do que achar deste passo na história. Até aqui vimos uma equipe de CSI’s que tinha um objetivo muito claro: provar a culpa de Paul e de Jared. Porém, a impressão que ficou durante este episódio é que teve um salto muito grande na narrativa e já vimos Jared solto, uma corrida para prendê-lo, e ele sendo assassinado no processo.
Vimos uma mudança muito radical no que estava sendo mostrado até aqui e não sei se essa foi a decisão certa do roteiro, porque acabou gerando um estranhamento. A investigação lenta e gradual, baseada em evidências deixadas pelo Gig Harbor Killer foi substituída por uma narrativa completamente diferente e acelerada. Mas, ao mesmo tempo, no episódio anterior ficou claro que seguir apenas as evidências não levaria os CSI’s a lugar nenhum, já que Paul conseguia fazê-los interpretá-las da maneira como queria.
Então, o que fazer? Aceitar o conselho de Ryan e usar sua filha como isca foi a decisão de D.B. E, a partir dessa decisão, que todo o ritmo do arco foi modificado e transformado de uma perseguição ao invés de um lento jogo de xadrez. Um jogo que os CSI’s estavam perdendo. Então, entendo a decisão do roteiro de modificar a maneira como a investigação estava sendo tratada.
Para não ficar confuso, gostei muito do episódio, mas achei que a mudança, apesar de necessária, foi feita de uma forma muito radical, muito rápida, sem levar em conta o que estávamos vendo até aqui e, principalmente, o ritmo que estávamos vendo até aqui. Essa mudança tão radical fez com que eu ficasse o tempo todo imaginando qual seria próximo passo do roteiro e se estaria tudo resolvido ao final deste episódio. E, assim que vemos Maya aparentemente matar Winthrop, fiquei desapontada com o roteiro, e já estava preparada para reclamar de como toda a trama criada tão cuidadosamente havia sido resolvida tão rápido. Porém, ainda bem que não foi isso que vimos acontecer e, apesar da morte de Briscoe, Paul consegue fugir. E, sabendo que ele é realmente a mente do crime que os CSI’s estão caçando, a trama com certeza ainda tem muito o que mostrar para a gente. E já espero agora um novo jogo se formando, diferente do que vimos em The Greater Good e também diferente de tudo que assistimos anteriormente.
Ao final do episódio fica claro que ele veio para ser uma transição da história do Gig Harbor Killer, que a partir de agora será modificada. Uma transição necessária para uma trama que poderia acabar se perdendo ao mostrar mais do mesmo. Arcos que duram uma temporada inteira precisam de novidades para deixar o espectador interessado no que está acontecendo e mesmo com o salto narrativo, foi um acerto colocar Maya no centro da narrativa.
Toda a maneira como o roteiro trabalhou a ideia dela ser utilizada como isca, sem nos dizer durante grande parte do episódio se ela estava ou não sabendo que seu pai a estava usando para isso foi muito bom de assistir. O personagem de Maya funcionou muito bem desde a cena em seu sonho até sua tentativa de assassinar Winthrop. Além de ter sido uma boa jogada do roteiro utilizar Maya desta forma, o acerto ainda maior foi a revelação do motivo pelo qual Dan estava ajudando Paul: sua filha. Apesar de ter achado um pouco forçado essa revelação de que o personagem tinha uma filha, as reações de Dan e de D.B. enquanto suas filhas faziam parte do maníaco jogo do Gig Harbor Killer foram ótimas.
No entanto, uma das peças do quebra-cabeça que começa a ser formado pelos CSI’s era a mulher que Finlay atirou no galpão de Winthrop, Rebecca Lowell. Mas, acabou que além dela ser incrivelmente habilidosa em manufaturar cordas, ela ainda fazia parte de um complexo jogo de prostituição que tinha informações importantes de uma série de políticos, juízes e policiais, incluindo Paul e Dan. Achei esse elemento também forçado. Mas, sei que é o início de uma segunda fase da investigação dos CSI’s e, mais uma vez, o jeito é esperar para entender como o roteiro vai trabalhar esse arco até o final da temporada.















