
Será que esta foi a única que vimos Elisabetta envolvida em um caso de CSI?
Spoilers Abaixo:
Acredito que no início do episódio todos imaginaram a mesma coisa que eu: o que será que finalmente vamos descobrir de Elisabetta? E, logo nos primeiros momentos do episódio, o roteiro me desanimou um pouco já que nos levou a acreditar que a noiva de Hodges estaria tendo um caso com outro homem. O que acredito que todos, assim como eu, já haviam cogitado em algum momento. Então, daqui para frente seria ver o que viria a acontecer. E, mais uma vez o roteiro nos levava ao óbvio, quando apareceu um corpo enquanto ela e um homem misterioso tomavam banho na lama.
No entanto, eu não podia estar mais enganada em relação à obviedade do que viria a acontecer. Fearless nos leva a uma sequência de fatos bem diferente da esperada, com direito a ótimas e inesperadas reviravoltas. Vou analisar os fatos na medida em que eles nos foram apresentados ao longo do episódio. Portanto, em um primeiro momento, não vou focar em Elisabetta e Hodges.
Ao longo de seus quarenta minutos o roteiro utilizou um recurso muito interessante, nos deixando acreditar que um grande número de personagens poderia ser culpado. O que, inevitavelmente, leva o espectador a criar possíveis cenários sobre o que poderia ter acontecido. Começando pelo dono do local, passando pelas suas mulheres que participavam de sua equipe, e também pela mulher da vítima, todos foram tomados como suspeitos em algum momento do episódio. Esse recurso é muito utilizado em seriados policiais, já que praticamente impede o espectador de chutar com mais precisão quem seria o culpado no final. No entanto, quando é utilizado ele deve possuir um final muito bom, porque senão é muito possível que o espectador fique com a sensação que se o roteiro tivesse seguido outra direção o final poderia ter sido melhor ou mais interessante. Uma decepção que eu não senti ao final deste episódio.
Em primeiro lugar, foi inteligente a maneira como os fatos nos foram mostrados. Intercalando fatos sobre a forma como ele morreu e sobre seus possíveis assassinos. Inicialmente somente mostrando que foi na caminhada por cima do fogo e, mais tarde, unindo esse fato à capsulas que teriam feito a vítima desmaiar. O que nos fez desconfiar em cada momento de uma pessoa diferente. E aqui o roteiro mostrou como fazer reviravoltas interessantes e bem executadas.
A principal delas quando descobrimos que Jessica, que parecia suspeita por sua personalidade durante a investigação, era uma agente do FBI e que Justin e Heather roubavam da companhia para fazer metanfetamina. O que era somente metade da verdade, mas em função do clima meio Breaking Bad chamou a minha atenção, e tudo indicava que a finalização do episódio seria ótima.
E acabou que o final me surpreendeu mais do que eu esperava, já que aconteceu mais uma reviravolta, que foi a revelação da doença da mulher de Justin. O que explicava porque a vítima estava dando uma de Walter White. Justin estava apenas tentando desenvolver melhor um remédio que poderia ajudar na rara doença de sua mulher. Mas apesar de o episódio ter nos mostrado inúmeros fatos, até aqui o real culpado pela morte de Justin ainda não havia sido evidenciado. E, quando eu menos esperava, outra surpresa nos foi dada, quando o roteiro voltou ao dono do local e o uniu à esposa de Justin, colocando-o como culpado pela destruição do laboratório e também pelo assassinto de Justin porque estava apaixonado pela mulher da vítima e não concordava com o tratamento que seu marido estava tentando desenvolver pra ela.
Agora, saindo do caso, preciso comentar sobre a relação de Hodges e Elisabetta, que, assim como o assassinato de Justin, nos mostrou algumas reviravoltas. Em Fearless, após constatarmos que Elisabetta poderia estar traindo Hodges, descobrimos que o homem que estava com ela era seu irmão. O que em si não seria muito importante, mas nos leva a outro fato de sua vida: o fato de que a mulher já havia se casado antes, mesmo que durante apenas uma semana. No entanto, não considero esta primeira conversa dos dois como o melhor momento deles no episódio, mas sim a conversa que tiveram ao final do episódio, que para mim foi o momento mais real do casal até agora.
13×21: Ghosts of the Past

Quando CSI encontra Supernatural
Se o episódio anterior teve um clima de Breaking Bad, Ghosts of The Past nos trouxe uma atmosfera que os espectadores de Supernatural estão bem acostumados, já que trata de fatores que poderiam ter ligação com uma parte do universo que não compreendemos. O personagem utilizado pelo roteiro para personalizar essa parte da trama foi Greg e sua avó, que não me lembro de ter sido citada antes, o que tornou essa parte da trama um pouco desnecessária para mim, mas que nem por isso se tornou menos interessante.
As primeiras cenas, que mostravam os adolescentes filmando em uma casa abandonada, com uma câmera com visão noturna, foi esperada. Mas nem por isso a critico, porque serviu muito bem para o seu propósito, e nos levou a uma atmosfera conhecida através de filmes de terror/suspense e também de Supernatural. Ou seja, em pouco tempo as imagens nos levaram um clima de Ghost Busters (Caçadores de Fantasmas) com extrema facilidade. E o auge desta cena é o assassinato do garoto que estava com a câmera.
Aqui vemos um assassinato do presente nos levar 20 ao passado, o que já havia sido evidenciado no título do episódio que significa “fantasmas do passado”. Quando a vítima é assassinada, da mesma forma que Walter Sims assassinou sete garotos 20 anos atrás, o clima de Supernatural foi aprofundado. E para quem, como eu, assiste o seriado foi impossível não pensar nas soluções que veríamos em Supernatural. No entanto, era óbvio que a explicação de CSI, apesar de passar pelo sobrenatural em função do clima do episódio, seria científica. E era exatamente isso que eu estava esperando. Ou seja, como seria essa solução, será que seria mais interessante que as possíveis soluções sobrenaturais tão comuns em Supernatural?
Ainda em relação a atmosfera do episódio, tanto o roteiro, como a produção e os atores, devem receber seus créditos e elogios por fazer com que o espectador, mesmo através da televisão, sentisse um clima meio pesado, sendo introduzido à uma atmosfera meio fantasmagórica. E, mesmo para quem, como eu, não acredita em fantasmas ou seres sobrenaturais, ambientes como este trazem um certo desconforto.
E foi exatamente essa atmosfera, que tenta unir e ao mesmo tempo separar o sobrenatural do científico, o melhor ponto de Ghosts of The Past, que se mostrrou bem mais interessante que a solução do assassinato. Mesmo com as suspeitas sendo colocadas em personagens como o amigo da vítima; em Scott, o especialista no caso de Simms; ou na mulher obcecada pelo assassino, desde o início o cara que gerenciava o local me pareceu suspeito. Portanto, o episódio me ganhou pela maneira como foi construído, mostrando como os CSI’s chegaram à solução do caso. Achei muito interessante vê-los utilizando equipamentos como aqueles que já vimos tantas vezes nas mãos de Sam e Dean e também e tentando entender o porquê daquele lugar ser estranho.
E, em se tratando de CSI, achei ótimo que até que para aquela atmosfera esquisita existia uma explicação, através de um barulho que o cérebro humano não era capaz de captar mas que dava uma sensação ruim. Ou as risadas de crianças que foram atribuídas ao celular do assassino. Quando todos estes fatos são unidos os CSI’s chegam à conclusão do caso, e achei muito interessante que o assassino foi uma das vítimas de Sims 20 anos atrás. A explicação para as ações de Thomas Pope não foi muito diferente do que poderíamos imaginar, mas foi o que fazia sentido dentro da trama apresentada.
PS: Nos últimos momentos do episódio ainda recebemos uma informação muito relevante para o personagem de Sara, que não está aparecendo muito há alguns episódios. Aqui descobrimos sobre um caso em que ela trabalhou, e a personagem pede alguns dias de folga para D.B. para que possa ser testemunha no julgamento de Lyle Brinks, que assassinou 17 pessoas, e corre o risco de não ser condenado por seus crimes. Agora o que fica no ar é o que este pedido significa. Será alguma ponte com o season finale? Ou apenas uma justificativa para a ausência da personagem no mesmo?





















