O dia 23/11 foi um bom dia para ser whovian.

Fui ao cinema majoritariamente para assistir ao The Day Of The Doctor, extensivamente anunciado e divulgado pela BBC em todas as mídias online possíveis e imagináveis. Mas o que eu não sabia era a dimensão que ele teria. O que eu não imaginava era a emoção que eu iria sentir ao perceber que participei de um momento histórico com whovians do planeta INTEIRO. Repito: do planeta INTEIRO. Nós, whovians, tivemos nossa própria festinha. Comemoramos, gritamos, dançamos, passamos MUITA vergonha em shoppings do Brasil inteiro, tiramos muitas fotos, nos reencontramos e nos fantasiamos para celebrar nosso amor por uma série que, como eu sempre defendo, representa magia, alegria, aventura. Esperança.

Antes de o filme começar, eu já havia comentado que só de ver aquele ajuntamento de whovians felizes todo o meu esforço para estar lá já tinha valido a pena. O que eu não sabia é que a maior emoção ainda estava para começar e que Steven Moffat iria sambar na minha cara de salto alto por eu ter achado que o especial não traria nada de muito relevante à mitologia da série. O maior engano da minha existência. O Doctor que conhecíamos desde 2005 mudou. Ele agora tem um objetivo de vida e uma esperança, afinal, ele não está sozinho e tem um lar a que pertencer. Ele agora está sujeito à autoridade dos Time Lords novamente. Ele irá apresentar Gallifrey, planeta da constelação de Kasterborous, a toda uma geração de fãs que conheceu a série com o Christopher Eccleston (a falta mais sentida no episódio, por mim). Inesperadamente, Steven Moffat abriu um leque com milhares de novas opções para o universo de Doctor Who e isso me deixa extasiada de tão grandioso. Também devemos comentar que tudo isso também foi uma estratégia fabulosa para deixar todos os whovians absurdamente ansiosos com a oitava temporada e a estreia do Peter Capaldi como Doctor. Eu mesma já adoro o cara e quando ele apareceu por um segundo, a sala de exibição em que eu estava veio abaixo.

Todas essas surpresas e reviravoltas gigantescas que aconteceram certamente já teriam me deixado bastante ansiosa e emocionada. Mas foi algo a mais que aconteceu naquela sala. Porque não é todo dia que você assiste a um episódio de Doctor Who com fãs de Doctor Who. Quando isso acontece, você grita a cada 10 minutos e ninguém manda você calar a boca. Quando isso acontece, você ri com o Strax defendendo as pipocas e com basicamente todas as cenas mais bobas e fofas de todos os Universos. Quando isso acontece, você se emociona freneticamente ao final e chora ao ver os 13 (repito: TREZE!) Doctors juntos. E foi isso que aconteceu em salas de exibição do Brasil inteiro: toda uma comunidade de fãs unidos em um só sentimento, e isso é tão grandioso, é tão PODEROSO que me faltam as palavras para descrever melhor.

Quando o episódio terminou, eu estava extremamente emocionada e tentando me segurar, mas depois percebi que SIM, eu deveria estar extremamente emocionada. E então comecei a chorar copiosamente, quase caí da escada e fui consolada pelos meus companheiros de fandom. Na verdade, até hoje ainda estou chorando e, pra ser bem sincera, não quero parar. Porque encontrar um universo que é tão maravilhoso e profundo que te faz se emocionar dessa forma e voltar pra casa em estado de sonho após ter estado imerso nele é razão para agradecer a Deus e apenas… ser feliz.

Obrigada, Steven Moffat. Obrigada, David Tennant. Obrigada, Matt Smith, John Hurt, Tom Baker, Jenna Coleman, Billie Piper e todos os envolvidos na produção deste especial que, sem sombra de dúvida, já entrou para a História.

E obrigada a todos os whovians que fizeram deste momento histórico uma explosão de sentimentos e emoção. Vocês são o melhor fandom de todos os Universos.

E que Gallifrey resista para sempre.

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