Havia um tempo em que apenas um show de talentos reinava. Sua audiência era astronômica e todos os bons cantores do país queriam participar dele.
Mas novos tempos chegaram e os shows de talentos começaram a se reproduzir mais rápido que cantores. E se espalharam por todo canto do mundo. Até chegar num ponto em que a quantidade de bons cantores não era mais suficiente para preencher toda uma boa temporada.
Alguns países têm política de controle populacional. Para outros, sugiro um descontrole populacional. Afinal, precisamos de mais cantores para povoar tanto reality show.
Podemos escolher as maiores vozes do nosso tempo, colocar em cativeiro e só soltar depois que se reproduzirem.
Ou o governo pode proibir métodos anticonceptivos para todos que cantem bem. Imagina a quantidade de filhos que os astros do rock vão fazer por aí.
Ou então clonamos os grandes artistas. Pensa que incrível uma final entre o clone do Michael Jackson e o clone da Madonna no American Idol.
Podemos também importar cantores da China e da Índia, que têm população pra dar e vender. Vamos combinar que um Jai Ho nos nossos programas preferidos nunca é demais.
Mas existe uma solução ainda mais simples. Bastava os executivos pararem de copiar incansavelmente a mesma fórmula de sucesso para evitar que cheguem neste ponto de esgotamento.
Mas talvez seja difícil criar sempre coisas novas. É, voltemos à ideia dos clones.






















