“Swamp Thing” foi a terceira série original do DC Universe, que dessa vez, adapta uma das HQ’s de terror e suspense mais conhecidas. Assim como nas histórias originais da década de 1970, a série segue a história de Abby Arcane (Crystal Reed) e Alec Holland (Andy Bean), que após uma tentativa de assassinato, tem seu corpo fundido com a fauna local e se torna o Monstro do Pântano. Em meio a isso, a cidade de Marrais passa por um surto de doenças também vindas do pântano. Durante os 10 episódios, Monstro do Pântano explora a fundo o misticismo das histórias de Alan Moore enquanto desenvolve o relacionamento do casal protagonista e apesar das discussões levantadas na trama serem bem clichês, a forma como tudo é abordado é envolvente.
Assim como suas antecessoras, “Monstro do Pântano” tem todo um cuidado por trás que deixa a série com um tom característico. Apesar de ter quadrinhos como sua fonte, a produção não passa nem perto do gênero de super-heróis. Quando lembrado que a obra se trata de uma adaptação de HQ´s para TV (que em sua maioria são bem café com leite), é notável a qualidade do produto. Produzida por James Wan, conhecido por seus filmes de terror como “Invocação do Mal” e “Sobrenatural”, é justamente isso o que vemos aqui, um show assumidamente de suspense e terror, e nisso ela não poderia ser mais bem sucedida.
A série esbanja cenas repletas de Gore, com direito a cabeças arrancadas, automutilação e corpos explodindo, que lembram inclusive muitos filmes de terror da década de 1980 que usavam muito do desconforto e da “nojeira” para assustar. A trilha sonora também é bem composta e consegue criar momentos de suspense que não parecem forçados de mais ou impactantes de menos. O visual do Monstro do Pântano também é surpreendente bem feito. A caracterização do personagem título é feita majoritariamente com efeitos práticos que funcionam muito bem. Já o set do Pântano pode parecer um pouco falso, mas funciona bem dadas as proporções da produção. Os efeitos visuais são pouco usados, mas quando necessário, o CGI é sutil e bem feito.

Porém, apesar da atmosfera criada e da direção acertada em relação ao horror, a série tem vários problemas no decorrer da temporada. Existem vários plots adjacentes desinteressantes que atrapalham em muito seu desenvolvimento. Seja a respeito do Demônio Azul ou de Maria e eu luto, as histórias não cativam, o que deixa a narrativa devagar e arrastada. Em questão de elenco, apesar da atriz principal não entregar uma atuação memorável e da personagem protagonista não ser muito carismática, o resultado é pelo menos decente, e não chega a afetar a série. O melhor ator aqui provavelmente é Will Patton, que entrega com Avery Sunderland um vilão ambicioso e bem escrito, que se destaca em meio a personagens tão indiferentes.
> SINTONIA E A REALIDADE DA QUEBRADA PAULISTANA!
Com uma qualidade inconsistente, o final não finaliza nada. Devido aos cortes abruptos pelos quais a série passou, o Series Finale é muito corrido e mal montado, não conseguindo concluir os plots da temporada de maneira satisfatória e deixando tramas em aberto, que provavelmente nunca serão fechadas. Além disso, a série ainda tem uma cena pós-crédito que não só apresenta um novo vilão, mas também mostra que em questão de conteúdo, “Monstro do Pântano” ainda tinha muita história para contar, mas infelizmente foi cancelada precocemente.






















