“Oi, pipoquinhas e pipocuxos lindos! Tudo bem com vocês? Hoje eu vou falar de uma coisa ultra mega power espetaculinda” que está passando na TV Aberta do Brasil: a novela infantil Floribella, sucesso de audiência, na Band, entre 2005 e 2006, período no qual ela foi exibida, em duas temporadas, juntamente à um especial de fim de ano, no intervalo entre as duas histórias.

Vocês devem saber, é claro, que, devido à pandemia mundial do novo Coronavírus, as emissoras de televisão se viram obrigadas a colocar, em suas grades de programação, reprises de novelas. E uma escolha acertada da Rede Bandeirantes foi Floribella, ainda mais que a trama, baseada em uma novela argentina – Floricienta (2004-2005) – está completando, 15 anos, neste atípico ano de 2020. E essa comemoração borbulhou na internet, entre os fãs nostálgicos, desde o anúncio da reprise, programada para ter início em julho, mas adiada para o dia 15 de setembro – qualquer compatibilidade entre os números é uma mera coincidência (será?!) -, em virtude dos atrasos na dublagem de Ouro Verde, novela portuguesa, sua antecessora na faixa das 20h30.

Além disso, ocorre o seguinte: há, em demasia, o carinho e o afeto do público para com as aventuras da protagonista Maria Flor (Juliana Silveira de Laços de Família). Isso se justifica, pois, o começo dos anos 2000, apresentou uma geração de adolescentes/jovens adultos que cresceram assistindo ao material – de muita boa qualidade, inclusive -, e agora, com a reapresentação, todo mundo, como as crianças da época, pode matar a saudade e, claro, apresentar para os filhos e para os sobrinhos, não é mesmo?! Contudo, como na vida nada são flores, apenas na da nossa protagonista, a Maria Flor – juro que o trocadilho não foi proposital -, a Band, desde o primeiro capítulo, está realizando vários cortes na reexibição. Tal fato está fazendo com que os telespectadores estejam na bronca – principalmente no Twitter -, já que a novela tem contas específicas nas redes sociais, de modo que ocorra uma interação com os fãs, inclusive, no Instagram. E olha que todos os capítulos estão sendo disponíveis, posteriormente à reexibição, no perfil oficial da novela no YouTube, assim como no Facebook, características que não justifica os cortes.

No entanto, quem detém dos direitos de imagem é o Cris Morena Group, nome da empresa responsável pela criação da obra original, já citada. Logo, a Cris Morena, responsável por grandes sucessos no mundo inteiro, caso de Chiquititas (1995) e de Rebelde (2005), dona do grupo, talvez, disse que a reprise só poderia ir ao ar, mas, com a ressalva de ter cortes, infelizmente, vai saber. De qualquer forma, está sendo divertido e nostálgico reviver as aventuras de Floribella e sua Banda, juntamente às crianças travessas e, óbvio, aos casais apaixonados. Sem contar o fato de que há referências ao universo de dois filmes, super famosos e conhecidos: A Noviça Rebelde (1965) e Cinderela (1950). Isso ficou evidente nas performances de Maria Flor, seja no figurino, seja nos detalhes do roteiro da equipe de Patrícia Moretzsohn (Fina Estampa), e, também, nas músicas apresentadas ao longo dos capítulos, com as coreografias. Então, vamos relembrar essa novela infantil de pura nostalgia?! Aperte o play na música de abertura – Floribellae vem comigo, pipoquinhas!

1ª TEMPORADA

Tudo se inicia com a atrapalhada e muito amorosa jovem, de 20 anos, chamada Maria Flor. Em virtude da morte de sua mãe, Margarida Valente, ela acaba ficando órfã, afinal de contas, o seu pai Eduardo Miranda (Camilo Beviláqua de Chamas da Vida) sumiu pelo mundo, com a desculpa de ser “marinheiro”. Desse modo, Flor, como é chamada, acaba sendo amparada pela sua madrinha, a cabeleireira Titina – interpretada pela excelente atriz Zezé Motta (3%), juntamente ao seu filho Batuca (André Luiz Miranda de Avenida Brasil), criados como se fossem irmãos.  E a vida da jovem muda a partir do momento em que ela esbarra com a do rico empresário e descendente de alemães Frederico Fritzenwalden (Roger Gobeth de Balacobaco), rapaz de 25 anos, que, após o falecimento trágico dos pais, em um acidente, se viu responsável pela educação de seus irmãos mais novos.

Se a principal característica dela é ser alegre e feliz, a todo momento, no caso dele, impera-se a seriedade e a rigidez, características modificadas após ele se apaixonar por ela, à primeira vista. Isso foi notório em virtude da contratação dela para trabalhar como babá na mansão, sendo ela, a Flor, “a gata borralheira da contemporaneidade”. E a família é grande, viu?! Vejam só: o travesso Joca (João Vithor Oliveira de Deus Salve o Rei), o inteligente JP [de João Pedro] (Johnny Massaro de Filhos da Pátria), os gêmeos Guto (Gustavo Leão de Paraíso Tropical) e Betinho (Gabriel Lasmar), a rebelde Bruna (Mariah Rocha de Reality Z), a menina que foge de casa, Renatinha (Isabella Cunha de Hoje é Dia de Maria), e a garota do intercâmbio, Willy Jean (Érica Oliviero de Um Só Coração). Não posso me esquecer das megeras da casa: Malva Torres Bittencourt (Suzy Rêgo de Paixões Proibidas), a “bruxa velha”, é a matriarca e a madrinha de Frederico, que, a princípio, tem as mãos de Delfina (Maria Carolina Ribeiro de Paixões Proibidas), a “bruxa nova”, filha da malvadona, prometida em casamento ao afilhado. Ademais, ela tem a filha mais nova, Sofia (Drica Rabello), um tanto desengonçada e, tristemente, menosprezada pela mãe.

E quem rouba a cena é a atriz Suzy Rêgo, na pele de Malva, com a sua mecha branca no cabelo, estilo Malvina Cruela de ser, do filme 101 Dálmatas. Com o seu tom irônico e dizendo, desde “ufa” até “petulante”, a todo instante, ela conseguiu ser uma das melhores vilãs de todos os tempos. Com certeza, se o folhetim fosse exibido pela Rede Globo, muito provavelmente teríamos, no Facebook, por exemplo, a página “Malva Sincera”, uma das aclamações dos fãs. Quem não gosta daquela maldosa que amamos odiar, não é mesmo?! E ela faz isso tudo para esconder de todos, após descoberta, que Maria Flor é a filha bastarda de seu marido, Armando Bittencourt, que deixou metade da fortuna para ela, ainda vivo. E a vilã apressa os preparativos do casamento de Delfina, com o intuito de enriquecer o mais rápido possível e não voltar a ser “uma suburbana desqualificada, da ratataia, e xexelenta”. E as vilanias não pararam por aí, não: teve a destruição da árvore que a Flor plantou no quintal, Delfina incriminando ela de um possível roubo de uma pulseira, Malva fingindo estar na cadeira de rodas, barriga falsa de “Delfini”, simulando uma possível gravidez e por aí vai…. E é claro que o divertimento ficou, também, a cargo das crianças, sempre muito espertas e prontas para atacar as duas, em suas travessuras, desde bolinhas de gude pela casa até adulteração da cor da máscara facial da vilã. São planos e mais planos de ambas as partes: “o lado do bem” e “o lado do “mal”. Para quem está sendo a sua torcida, hein?!

Além disso, é válido destacar a morosidade em que “Florzinha” e “Seu Freezer” demoraram para ficarem juntos. Mais da metade da novela com empecilhos atrás de empecilhos para que os dois, finalmente, se agarrassem no primeiro beijo. Na época, com a maioria dos telespectadores sendo crianças, tudo foi diversão e tal fato era irrelevante. Todavia, ao reassistir, em 2020, com uma visão mais Crítica, não é pra menos que eu escrevo essa publicação, eu percebi a demora com que o roteiro não flui nesse aspecto, sempre colocando um entrave na vida do futuro casal. No início, é super válido, ainda mais que isso aguça a nossa curiosidade e a nossa expectativa para que os dois pudessem ficar juntos. Entretanto, com o passar da história, fica cansativo e repetitivo demais acompanhar a mesma dificuldade, com a Delfina querendo separar o Frederico da Flor. Resultado: ele fica em cima do muro, sem saber o que fazer e a nossa protagonista, de coração partido. Assim que os dois casarem simbolicamente no jardim, ao final da primeira parte, eu peço licença para você, Malva Torres, pois eu hei de dizer: “Ufa! Já passou da hora. Aleluia!” 

Minha filha, quando você vacilar, quando o medo te pegar, esse amuleto da sorte pode te salvar!” – Margarida Valente.

Outro aspecto “ultra mega super lindo” são as músicas, né?! Assim como na série americana The O.C., a trilha sonora de Floribella se tornou um “personagem” importante para a construção dos outros personagens, seja com todos os atores dançando nas duas abertura da novela, seja com Betinho e Bruna participando escondido da banda, ao lado de Flor e dos outros integrantes: Batuca, Tati  (Úrsula Corona de Sol de Inverno), Juju (Eline Porto de A Força do Querer) e Di Caprio (Bruno Miguel de Caminhos do Coração). E as músicas fizeram tanto sucesso que a Band lançou dois CDs e dois DVDs, com karaokê, na época, sendo uma “febre” entre os fãs assíduos. Tivemos as músicas: Pobres dos Ricos, Tic Tac, 1,2,3, Quando Eu Te Vejo, Miau Miau, Garoto Lindo e por aí vai… E todos esses embalos têm a característica de terem uma letra simples, mas com um ritmo agradável e dançante, inclusive. E isso tudo se tornou possível graças ao elenco bem jovial, dentre novatos e veteranos, caracterizando uma geração teen que ditou moda. Ou você em 2005 não comprou um bamba (tênis) e o decorou com as suas cores favoritas, não?! Era tendência, juntamente às bonecas, às camisetas, aos produtos de higiene pessoal, ao material escolar e tantos outros produtos lançados por conta da novela. Segundo informações do portal de notícias RD1, a novela infanto-juvenil promoveu uma grande ironia, vocês acreditam?! Juliana Silveira nunca foi uma cantora profissional, mas, entre 2005 e 2006, ela havia vendido mais discos do que grandes nomes da música nacional brasileira. Pode isso, Arnaldo?! Sucesso que fala, né?! E se você, fã da novela, tiver aí na sua casa, no fundo do guarda-roupa, o álbum de figurinhas de Floribella, você é um sortudo. É como dizem as pessoas que trabalham no comércio: “vendeu igual água”. Todo mundo louco e fissurado para completar o álbum, cheio de fotos coloridas e cenas dos capítulos.

Entre as duas temporadas, além do show especial de fim de ano, ao vivo, antes do Natal de 2005, ao longo de 18 dias do mês de janeiro de 2006, a Band apresentou um subprograma do folhetim, intitulado Diário de Floribella. Na época, em 15 episódios, a atriz Úrsula Corona, que deu vida a descolada skatista Tati,  relembrou os melhores momentos da primeira temporada, como o primeiro beijo do casal Fred e Flor, a despedida da empregada Amélia (Suzana Abranches de Maria Esperança), os ensaios de Floribella e sua Banda, o reality show de Malva e Titina, ao ficarem presas em uma jaula, com a apresentação de Sofia, e, principalmente, os bastidores de gravação. Até mesmo porque, em relação a esse último item, quem não tem curiosidade de saber os “segredos” por de trás  das câmeras? Estúdios, camarins, cenários, erros de gravação, entrevistas e tudo o mais. Sonho de qualquer criança em poder adentrar no universo da sua novela predileta!

2ª TEMPORADA

E todo esse sucesso, tanto dentro das telas, quanto do lado de fora, garantiu ao folhetim uma segunda temporada, com direito, até mesmo, ao reboliço mais “esquisistranho” que poderia aparecer: a morte de Fred, o protagonista, porque o avião nem ao menos chegou a pousar na Alemanha. Lá, ele iria oficializar a anulação de seu casamento civil com a Delfina, que acaba ficando com toda a fortuna dos Fritzenwalden, teoricamente. Na época, eu, com 9/10 anos de idade, não senti o trauma algum desse falecimento, afinal de contas, a parte lúdica foi tão superior, mesmo nas tramas mais sérias, que a Band imediatamente tratou de “corrigir” essa mudança. Logo, de repente, aparece um novo príncipe encantado para fisgar o coração de Flor, chamado Conde Máximo Augusto Calderón de Alicante (Mário Frias de Senhora do Destino), com o Fred atravessando o “Portal das Fadas” e entregando o bastão para o novo amor de sua amada. Ele, o Conde, futuro rei de um pequeno país chamado Krikoragán, foi nomeado por Fred como o tutor de seus irmãos mais novos e, também, das empresas da família. Uma decisão um tanto pra lá de esquisita de Fred, né?! O Conde, de imediato, ao lado de seu fiel escudeiro, o mordomo Evaristo (Leonardo Cortez de Dance Dance Dance) recorre aos seus advogados para não ficar com tamanha responsabilidade, afinal, ele não conhecia os Fritzenwalden.

Desse modo, sobra mais uma vez para a nossa querida protagonista resolver a situação, enquanto as decisões corriam na justiça. Ela, com o poder de suas fadinhas consegue acalentar o coração do Conde, pois ele, inclusive, tinha uma missão “ultra power difícil”: resgatar Joca e JP do internato. E adivinhem quem mandou eles para lá? A própria da “bruxa nova”: Delfina! E para piorar as coisas, ela consegue ajuda de seu eterno marido/amante, Luciano (Bruno Padilha de Aruanas), pois o principal objetivo da filha da “bruxa velha” é se tornar condessa, ao se casar com o Conde Máximo. É evidente, então, que a Flor, com todo o seu sentimento de amor, protege as suas “pipoquinhas” e acaba descobrindo estar apaixonada pelo tutor. E depois de todo o desenrolar da história, eles acabam ficando juntos, no final. Confesso que eu preferia o Fred, na primeira temporada, já que ele tinha mais “química” com a Flor. Mas vai saber o que se passou na cabeça dos roteiristas? Aliás, já que existe liberdade poética, por qual motivo a versão brasileira teve que seguir à risca a novela original, hein?! Mas me contem aí: você são #TeamFrebella ou #TeamConbella?

Portanto, nota-se que Floribella, mesmo após 15 anos de sua estreia, está na memória afetiva de muitos brasileiros, seja pela história, seja pelas músicas. O poder na nostalgia é perceptível na sociedade, afinal de contas, uma geração inteira fez parte desse universo tão animado, mágico e florido. E vocês, leitores?! Acompanham e/ou estão acompanhando a reprise da novela? Qual é a cena mais marcante? E o seu personagem predileto? Me contem, por gentileza, nos comentários abaixo!

OBSERVAÇÕES DAS FADINHAS:

p.s.01: Definitivamente, estamos precisando de um “amuleto da sorte” da Florzinha para conseguirmos superar este atípico ano de 2020, vamos combinar;

p.s.02: E o que dizer da governanta Helga (Vick Militello de O Primo Basílio), com o seu sotaque e algumas palavras em alemão, ditas nos diálogos? Sensacional, diga-se de passagem! Melhor ainda quando a Malvadona a chamava de “petulante” e ela respondia, “e abundante”, empinando o traseiro;

p.s.03: O Fred só morreu na versão brasileira, porque na versão original – no caso, a argentina – o ator que interpretava o personagem queria um salário maior. Com a recusa da produção, eles resolveram, por meio de um atropelamento, matar o personagem. Pelo menos, aqui, nas “Terras Tupiniquins” houve uma suavização do falecimento;

p.s.04: Outra coisa muito “esquisistranha” é o fato de a geladeira da mansão ser minúscula, em vista do tamanho daquela família. Onde o “cozinherá” Girard (Gustavo Ottoni de O Clone) – desculpa, “chef” – pegava os mantimentos para alimentar aquele povaréu, hein?! A família era rica, oras. Sei que em 2005, ainda não existiam essas geladeiras modernas, até invertidas, mas não fazia sentido aquela. Acho que tinha outro freezer na cozinha e eu nunca reparei;

p.s.05: Letícia Colin, de Novo Mundo, na pele de Marta, e Johnny Massaro estavam tão babys no início da carreira deles, né? Uns fofos!;

p.s.06: Por falar em personagens, quem não gostaria de ter uma “vóvilis” tão amorosa e querida, como a Corina (Norma Blum de Cama de Gato), né?!;

p.s.07: Chile, Colômbia, México e Portugal, também, tiveram as suas versões de Floribella, sendo a última mencionada, a mais duradoura de todas as variantes;

p.s.08: A música de abertura da segunda temporada foi É Pra Você Meu Coração. Já os embalos ao longo dos capítulos, destaca-se: Desde Que Te Vi, Flores Amarelas, Ding-Dong, Vem Dançar, Te Sinto e muitos outros hits de sucesso;

p.s.09: Em entrevista ao Portal da Band, Juliana Silveira diz que a novela estava no seu destino e sonha em uma possível terceira temporada. “A Flor tem uma coisa muito especial, até mesmo para mim, quando a assisto. Eu fico encantada com a personagem e [impressionada] com o que eu consegui fazer, mesmo sendo tão nova como atriz. Consegui desenvolver a personagem de um jeito verdadeiro”, contou a atriz. Ela assiste aos capítulos em casa, ao lado de seu marido, João Vergara e de seu filho, Bento;

p.s.10: Por falar em terceira temporada, em 2006, a Band até cogitou em fazê-la, porém, a rede televisiva optou por colocar ao ar Dance Dance Dance, que não obteve o mesmo êxito de sua antecessora;

p.s.11: Já Maria Carolina Ribeiro, a “Delfini” do motorista Robson (Jorge Medina de Assalto ao Banco Central), disse que as crianças tinham medo de sua personagem e que tem um orgulho imenso de ter feito parte da novela. “Tenho lembranças maravilhosas. O clima de trabalho era tão bom – e a gente trabalha muito. Mesmo assim, era incrível. Foi muito gostoso, foi uma experiência muito boa. Os profissionais estavam acolhedores e muitos atores não tinham feito televisão, assim como eu. Foi uma super escola”, ressaltou. Sua filha, Maria Júlia, ao assistir à trama, pergunta com sinceridade: “‘Porque eu fui ser filha da vilã, mamãe?’”, contou Maria Carolina aos risos;

p.s.12: Eu só não dei 5 estrelas pela triste morte de Fred. #xatiado

REVISÃO GERAL
Nota:
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critica-reprise-de-floribella-depois-de-15-anos-reforca-o-poder-da-nostalgia-entre-os-brasileirosDentre músicas e clipes, “Floribella” marcou uma geração de fãs, em que o único objetivo era ser feliz, desejo este de qualquer criança do Brasil: se divertir!