Se você gostou da primeira temporada de Perdidos no Espaço é bem provável que vá conferir na Netflix o retorno da família Robinson e suas aventuras no espaço. Desde o começo, a série se propôs a ser bem aventureira, com personagens que o público pudesse se identificar, e parte de mim acredita que essa essência não se perdeu durante a segunda temporada. Pelo contrário, os roteiristas parecem estar bem mais confortáveis no que criaram.

Dessa vez, sete meses se passaram e os Robinson, Don e Smith estão presos em um planeta com uma estranha atmosfera. Depois de um misterioso acidente, nossos heróis não têm escolha a não ser começar seu plano de fuga, o que os levará para uma Resolute deserta.

Em termos de história, é como eu falei antes. Se você gostou do que que o showrunner Zack Estrin fez no primeiro ano, não perca esses dez novos episódios. Não posso falar muito sobre a série clássica, porque não era da minha época e também porque acredito que qualquer produção precisa ser julgada pelo que está mostrando e não pelo que uma outra versão fez.

Eu vou apenas dizer que os roteiristas conseguiram criar uma boa evolução para seus personagens, principalmente para o núcleo jovem. Foi muito bom ver Will (Maxwell Jenkins), Judy (Taylor Russell) e Penny (Mina Sundwall) Robinson tendo que agir sem a ajuda dos pais. Não que Perdidos no Espaço deixou de ser sobre família, afinal, isso é algo que está no DNA da série e espero que nunca mude, mas é como Judy disse quase no final: Eles não são mais crianças e esse tipo de afirmação para mim representa perfeitamente aquela típica fase da vida em que temos que sair do ninho e tomar nossas próprias decisões.

Mas é claro que em termos de personagem, a Dr. Smith (Parker Posey) continua roubando cena. Esse é aquele típico caso em que a atriz causou perfeitamente com a personagem. Ela faz parecer tão natural. Em alguns momentos você a odeia e em outros tem pena dela.

Outro aspecto que continua bastante interessante é o relacionamento de Will com o Robô. Tenho que admitir que essa amizade foi a coisa que mais gostei nessa nova versão de Perdidos no Espaço. Em certos momentos, eu me lembrava do Soluço e Banguela em Como Treinar Seu Dragão. Eu sei que estou falando de dois mundos completamente diferentes, mas é o tipo de amizade que te conquista aos poucos.

Tanto que fiquei um pouco decepcionado pelo Robô demorar para aparecer. Eu estava até com medo de que ele fosse voltar no último episódio, talvez num momento em que os tripulantes precisassem desesperadamente de ajuda, mas, felizmente, não foi esse o caso. O Robô retornou no momento certo, diferente do que costumava, mas não de um jeito ruim. Eu sinto que estamos entrando num território novo com essas novas formas de vida. A série deu apenas vislumbres disso, mas espero que possamos entrar mais ao fundo no terceiro ano.

Perdidos no Espaço consegue ser uma boa diversão para o fim de semana e eu fico muito feliz com isso. Espero que não mude.

REVISÃO GERAL
Nota:
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