
“Um dos segredos mais profundos da vida é que tudo que realmente vale a pena fazer é o que fazemos uns pelos outros.” – Lewis Carroll
Spoilers Abaixo:
Já é meio óbvio que quando uma família é raptada ou mantida como refém, é por culpa da ação de dois unsubs, certo? Errado! Criminal Minds inovou ao escolher apenas uma pessoa responsável pelos crimes do episódio e o resultado foi interessante. Mas foi só isso mesmo…
Não sei o que aconteceu, mas “Through The Looking Glass” não me empolgou muito, não. Apesar de eu sempre achar cativeiros com joguinhos mortais super legais, a história dessa semana me pareceu ficar apenas no comum e na sua zona de conforto. Talvez porque não mostraram o unsub, Arthur Rycov, desde o começo e eu não senti nenhuma “conexão” ou “empatia” com a causa dele; ou talvez porque a filha mais velha dos Acklin era muito chata; ou talvez porque a resolução tenha sido clichê e até óbvia. Não sei. A única coisa que eu posso afirmar é que para mim a série deu uma caída feia nesse episódio.
Arthur Rycov, que não teve uma infância feliz, sempre invejou as chamadas famílias perfeitas (eu nunca vi algo desse tipo rs). E ao ver que as famílias Yamada e Acklin não se encaixavam no seu conceito de felicidade, o unsub resolveu puni-las.
Ele fez uma verdadeira investigação nos Yamada e nos Acklin por cerca de um ano e quando viu que três deles cometeram erros, ele os raptou. Aí que tá, quais são as chances de ele escolher duas famílias ao acaso e coincidentemente nos dois casos o pai, a mãe e a filha terem algum segredo escandaloso? Além de tudo, o unsub começa a fazer uns joguinhos em que eu não vi propósito algum. Ele apenas queria ver quem se mataria pelo outro? Só isso? Sem contar naquele chichêzaço de não ter bala de verdade na arma.
Também achei os três personagens da família Acklin com histórias fraquinhas. A mãe, de traída tornou-se compulsiva por compras de uma hora para outra; o pai perfeito e que nunca cometia erros, dormia com a tutora do filho (aliás, por que o menino precisava de uma tutora? O.o); e a filha, que de fachada era candidata a rainha do baile, não passava de uma drogada. Outro ponto incoerente para mim foi o que envolvia o namorado da menina. O unsub mandou a mulher escolher entre uma quantia de dinheiro e a vida do menino. Até este momento, eu estava sentindo empatia pelo sofrimento dela por causa da traição do marido, mas aí do nada ela começa a agir como louca por dinheiro e escolhe a primeira opção, dizendo que sua filha só era drogada por causa do namorado (aham, tá). E aí do nada o Rycov coloca o mais novo dos Acklin, diz que ele irá morrer e que a culpa é da mulher que escolheu o dinheiro. Nessa hora eu fiquei meio “WTF”, sem entender a lógica que o criminoso viu nisso. Em resumo, achei o caso da semana bem fraquinho para o que a gente está acostumado a acompanhar.
O que eu achei bem legal de ver e gostaria de destacar, é a cena em que o Rossi e o Morgan começam a imaginar a cena do sequestro “dentro” do próprio flashback. É algo que retorna ao início da série, em que faziam isso frequentemente, e eu gostaria de ver mais vezes, já que nas últimas temporadas isso foi deixado de lado.
Ah, é claro, teve o provável fechamento do arco da Beth, namoradinha do Hotch. Sinceramente? Aquelas cenas em que ela esteve presente serviram apenas para dar uma satisfação para o sumiço da mulher. Para quem não sabe, a atriz Bellamy Young conseguiu um papel regular em Scandal e por isso ela se “afastou” de Criminal Minds. Pelo menos aquelas teorias que vocês postavam nos comentários, que a Beth seria uma psicopata ou que ela estaria por atrás daquela cena das fotos, vão acabar (hahaha). Coitado do Hotch, seria demais para ele enfrentar (mais) alguma coisa assim!
Já que o caso não me empolgou, eu levanto uma mini polêmica (rs): por que fazer a conferência em que os agentes divulgam o perfil do unsub, se é sempre a BAU, com o auxílio da Garcia, que descobre a identidade dos criminosos? Faz um tempo que essa dúvida paira sobre a minha cabeça, eu confesso. E eu sei que eles fazem disso uma maneira de falar para o próprio público as características do suspeito. Mas depois de tanto tempo vendo que, fazendo a reunião ou não, o resultado acaba no mesmo, eu já estou achando esses momentos não necessários para os episódios.
Então é isso, caros leitores. Um episódio bem mediano para o nível de Criminal Minds, mas nada que prejudique o andamento da série. E vocês, concordam com a minha opinião em relação ao episódio? Não se esqueçam de comentar e até semana que vem!
p.s.1: nem achei a piadinha da Blake zuando o Reid engraçadinha… (#birra)
p.s.2: eu ri do jeito que aquele detetive Carr falava rs
p.s.3: por um momento eu achei que fosse o Jack Coleman participando de Criminal Minds novamente como unsub. Ainda bem que eu errei.
p.s.4: “só gostaria de dizer que amo todos vocês, até você Dr. Alex Blake” – vocês sentiram o ‘até você’ né?!
p.s.5: aposto que teve muita gente comemorando ao ver o Jack rs
p.s.6: estou bem ocupada nessas semanas e inevitavelmente eu vou acabar atrasando as reviews (:/). Mas mais umas três semaninhas e tudo volta ao normal. Espero que vocês compreendam 😀














