Começando exatamente de onde parou Criminal Minds retorna para sua 6ª temporada deixando no ar a impressão de que ainda não começou.

Spoilers Abaixo:

Posso explicar o porquê desta minha impressão. A história e o cliffhanger da season finale passada não era empolgante comparada as anteriores e o modo que a coisa se desenrolou decepcionou mais ainda, ressalto, para uma estréia. Isso porque eu sou uma fã quase xiita da série. Foi um episódio bom, regular e nada mais. O problema não foi nem o foco que deram ao unsub e nem o fato de mais uma vez usar o passado do sujeito como forma de desenrolar da história. O problema foi ser apenas um episódio comum, sem surpresas, sem tensão. Como as premieres anteriores.

A primeira parte do episódio quando a equipe chega ao local onde Morgan está amarrado e vemos um “piti” dele querendo resolver o caso sozinho, já percebi que todos estavam meio deslocados e o que não é habitual. Não fizeram nada na cena do crime. Centralizar personagem logo na premiere foi arriscado. O fato do time não traçar o profile deixa a sensação de que estavam todos soltos, cada um fez uma pequena parte e o foco maior do episódio foi mesmo Unsub-Morgan-JJ. O episódio como um todo foi bom, o unsub convenceu, mas erraram ao colocar como fim e começo de temporada.

Morgan foi grosseiro com todo o time e quando ele é grosseiro com Garcia temos a dimensão do quanto ele foi afetado. Para perder a paciência com ela é porque era sério. Por um lado foi bom ver que todos, até mesmo Morgan, o cara durão do time, estão sujeitos a explosões momentâneas. Mas por outro me pergunto se não foi exagero. Quando um deles surta e quer acabar com as próprias mãos com o psicopata da vez o motivo tem que ser muito bem fundado. Sem contar o fato que Shemar Moore não soube transmitir a dramaticidade pedida. Morgan usar o caso de Hotch como exemplo foi exagerado. Não se compara as duas situações.

Na segunda parte, a partir da descoberta que o foco é a menina, acredito que a maioria já tinha uma ideia do porque ele estava matando e o como terminaria. O enredo é conhecido, o cara assistia a mãe fazer programa e ainda era obrigado por ela a ter relações com seus clientes. No fim o suicídio por policial também era esperado, morrer para assassinos com essa história é o alívio. Deveria viver, mas Morgan não resistiu em descarregar o pente da arma…

Lembrando que este foi o penúltimo episódio de JJ (AJ Cook) na série e claro eles deram mais ênfase ao que ela faz, deram destaque ao personagem. Na cena onde ela passa por muita burocracia para conseguir usar a transmissão de emergência e depois falando no rádio emotiva como sempre. Ainda aprendemos o que mães devem ou não fazer. Deixaram todos pensar desde o inicio que ela apenas decidia qual caso pegar e agora mostram que é muito mais que isso, que existe muita burocracia no trabalho dela, e não é fácil. Tarde demais, muita gente sempre a achou inútil e sem graça. E nem vão sentir tanta falta.

Episódio que vem a despedida e espero eu um episódio mais forte, com uma boa desculpa para a saída repentina, da personagem que nem quando foi mãe desistiu na profissão. Aguardando o arco da temporada, porque depois de Foyet estamos todos aflitos por algo mais. A temporada está só começando, com mudanças no elenco e depois de apresentar um pano de fundo, na temporada anterior, para os casos semanais acho que todos nós estamos mais exigentes.

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