Existem alguns temas abordados em Criminal Minds que me deixam angustiadas, porque eu sei que tem muita maldade nesse mundo. Pessoas perversas que precisam ser tiradas de circulação e punidas. Só pelo fato de ter crianças – o episódio abordou dessa forma, já eu prefiro dizer adolescentes – já sei que vou me escandalizar ou sentir uma certa empatia pelo unsub. No final do episódio eu não consegui sentir nada, porque não vi que eles trabalharam a motivação do unsub.

Não sei se esse foi o último episódio de Thomas Gibson, ele apareceu pouco, exceto A.J Cook e Adam Rodriguez, o resto do elenco também teve pouco tempo de tela. Ainda fica aquela expectativa de como tudo vai acontecer, se o fim está próximo, quem vai comandar a parada toda. Enquanto isso fico naquela tensão de Hotch morrer – nunca se sabe – ou se ele vai simplesmente desaparecer – acredito que seja a melhor aposta.

Mesmo com aquele gostinho de quero mais, achei a condução do episódio bem interessante. Vi tudo acontecer através do relato da JJ e, convenhamos, ô personagem para sofrer traumas. Gostaram tanto dela com estresse pós-traumático que agora vão usar desse artifício sempre que precisar. Apesar de achar o casal Jennifer e Will bem sem graça – detalhe: ano após ano e eu continuo sem entender bulhufas que Will fala – senti uma certa empatia por aquele momento. O trabalho na BAU é estressante, não só pelos riscos que os agentes enfrentam, mas também o tipo de crime que eles tentam evitar. Qualquer um ficaria sobrecarregado e conversar é a melhor maneira de tentar lidar com tanta maldade.

O passo a passo, o olhar mais frio sobre o crime e entender suas escolhas foi importante pra mim. Na maioria das vezes se cria uma ideia do que motivou o agente preferir uma ação a outra, no caso de JJ foi seu filho o pilar da decisão. E toda a resolução vai ficar para sempre na cabeça da agente, o que poderia ter acontecido se ela tivesse agido diferente.

Sobre o unsub ficou aquela incógnita: qual o problema dele com a irmã velha? O episódio só focou em o quanto ele gostava de fogo, mas o problema entre irmãos não foi abordado. Talvez por ser um episódio focado em JJ houve esse espaço em branco, mas teria sido interessante se tivessem adicionado essa informação. Gosto de saber a motivação por trás de um crime, sem isso fica parecendo que pegaram um caso qualquer e jogaram para preencher uma cota qualquer.

Espero que tenhamos mais episódios nesse ritmo, pelo olhar de um agente, aquele que mais ficou atordoado com o caso. O final foi bem diferente do que estou acostumada a assistir. Na maioria das vezes, as últimas vítimas sempre sobrevivem com a chegada da BAU. Neste episódio, uma vítima morreu, pode ter acontecido pela escolha de JJ ou não, poderia ser outra pessoa, isso é algo que nem a personagem e nem eu teremos certeza.

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