Expectativa demais para o que foi oferecido.
Confesso: estava com a adrenalina a mil para assistir esse episódio. Só esperava tiro, porrada e bomba, nada mais. Com o plot tão maravilhoso desse + direção de Matthew Gray Gluber + roteiro de Erica Messer e Kristen Vangness, o resultado tinha que ser majestoso. Pelo menos na minha cabeça A Beautiful Disaster ia me deixar sem ar. Mas fracassou. Não senti nada, nem mesmo tédio. Foi um episódio comum, aqueles que são feitos para preencher a cota da temporada.
Talvez a culpa seja minha por ter criado expectativa demais em cima desse episódio. Fora que eu sabia o desenrolar da história –o spoiler gritou na minha timeline – e, por se tratar de um dos personagens mais antigos da série, também esperava por um ótimo episódio. Afinal, quem saiu de Criminal Minds foi o agente que, de certeza, ia correr que nem um louco atrás do unsub e dar um tiro preciso.
São 11 temporadas e é normal ver atores querendo seguir com sua carreira. Não sei o motivo exato de Shermar deixar a série, mas faz parte da vida aceitar esses abandonos, mas não aceito. O que será de Garcia agora? Vou sentir falta das conversas desses dois. Sem contar de Morgan sendo o big brother de Reid. Vai ser uma outra adaptação na rotina da equipe. Acho que agora abre espaço para Dra. Lewis ser uma agente oficial, dois membros a menos vai ficar pesado para o resto da equipe.
Sobre o episódio em si achei bem corrido. Poderia ter uma tensão maior, um cuidado melhor para apresentar essa despedida a nós fãs. Nessas horas que um episódio duplo faz falta. O episódio passado nos deixou na dúvida sobre quem foi o atingido, Derek ou Savannah. Meu palpite era Savanninha, até cogitei sua morte, mas ia ser um arco muito repetitivo. Depois pensei que o baby poderia falecer e até o próprio Morgan. Felizmente não teve banho de sangue. Todos a salvo.
A analogia entre Derek e Chaz – pai do hitman Giuseppe – foi interessante. O agente estava angustiado com a perspectiva de perder o filho, enquanto Montolo perdeu o filho. Óbvio que se a gente colocar na balança o significado de paternidade, Chaz passa longe de ser um exemplo. Eu enxergo mais a vontade de matar por puro recalque, perdeu o filho, mas principalmente perder um cara que sabia matar o outro como ninguém. Tanto que a diferença entre ambos é tão monstruoso que Morgan viu naquele momento de clareza, que deveria deixar a BAU e focar na sua família, que já tinha sofrido demais nos últimos meses com a maldade do ser humano.
E damos adeus a um dos personagens icônicos da série, que nos acompanha desde a primeira temporada. O bacana é que as portas ficaram abertas para uma participação especial no futuro.
– PAGET BREWSTER NO PRÓXIMO EPISÓDIO \o/\o/















