Uma pequena caída de qualidade.

Não é todo dia que CM entrega um episódio meia boca. Na verdade, para alguns, ele pode até ter sido mágico, mas eu não tive uma boa experiência. A começar que não consegui entender o contexto de Internal Affairs – a burra – e mesmo não entendendo, não conseguiu ser transportada por aquele clima.

Digo, muitas vezes, que a falta dessa empatia com a trama se deve aos personagens/atores escolhidos. Afinal, a equipe da BAU já tem a minha devoção desde a primeira temporada. Mas, ouso a dizer que dessa vez nem nossos agentes conseguiu salvar esse episódio. Não sei se foi a distância de Hotch com sua equipe, porém isso aconteceu outras vezes. Só que nessa questão central, além da caça ao unsub, também tinha um pé no grande plot da temporada.

Mas o que eu quero perguntar a você, que se deu o trabalho de abrir essa review, você gostou desse episódio? Sinceramente gostaria de opiniões contrárias a minha, pois estou achando que foi birra mesmo.

A grande história por trás do episódio 11×09 era investigar o desaparecimento, e mortes, de agentes infiltrados. Claro que existem riscos nessas operações, mas quando acontece com uma grande quantidade de policiais, o sinal de alerta é ligado. Porém, o que foi estranho, assim como Hotch achou – temos uma conexão – foi o motivo de chamarem a BAU, ao invés de resolver internamente. Só que o buraco era mais embaixo, maninho! O todo poderoso da DEA, Graff, era suspeito de ser o grande mentor por trás dos sumiços.

Já prestou atenção que até agora não citei o unsub? Ele não valeu a pena no episódio, só serviu pra ser morto.

O subtrama de Hotchner foi o mais importante. Graff não era o informante de Jacob, unsub, e por descobrir quem era foi morto. Assassinato que foi forjado para parecer um suicídio, pena que o chefão da BAU estava na cidade e percebeu a armação.

Que louco imaginar que o chefão do NSA era o grande cara por trás de tudo. Esse enredo poderia, de longe, ser o tema principal do episódio. Adoro ver essas autoridades se lascando em 42 minutos. E o interessante é que o todo poderoso da segurança nacional está envolvido com o caso do The Dirty Dozen. Treeemei fãs de Criminal Minds, esse plot tem tudo para ser maravilhoso. 

11×10: Future Perfect 

Traumas da infância deixam marcas eternas.

O episódio da semana passada foi, de certa forma, um fracasso para mim. E fiquei feliz ao ver a série de volta ao seu caminho normal. Principalmente por se tratar da winter finale. E, confesso, estou bem ansiosa para saber o que vai acontecer depois daquela cena final. Apesar de achar que não vai ocorrer nada bombástico.

Vale lembrar que são dois plots abertos até agora. Um do The Dirty Dozen e outro do unsub com crânio na mão. Devo dizer que prefiro o caso do hitman seja até o final dessa temporada. O do unsub, se quiser, pode levar temporadas. Aquele caso em que o assassino é muito esperto para ser pego.

Dessa vez achei interessante o trama do unsub. Na verdade, estava mais intrigada com a sua motivação por trás dos crimes, quer dizer, experimentos com vidas humanas. E pense em um delito estranho… Fiquei até surpresa com o modo que a equipe da BAU estava surpreendida pelo modus operandi. Se eu já estava achando tudo aquilo do outro mundo, eles ficavam embasbacadas com novas descobertas.

É interessante perceber que os agentes ainda se impressionam com os crimes que estão investigando. Considero importante sentir que eles não se sentem os conhecedores da mente humano e que, infelizmente, ainda existe muita maldade espalhada pelo mundo afora.

E como disse na frase inicial, traumas de infância sempre marca. Alguns é possível convivermos, enquanto outras são eternas. O engraçado – só pra mim, obviamente – é que não foi uma situação, digamos, perturbadora. Afinal, quem nunca se deparou com um velho rabugento? Daqueles mal educados?

Robert teve a infelicidade de encontrar e, ainda por cima, em um estado mental deplorável. Aquele acontecimento mexeu com sua vida e o fez acreditar que podia curar doenças. Ora, todos podemos, mas existem limites que não podem ser ultrapassados. Onde já se viu trocar o sangue de uma pessoa por outra, ou injetar células de animais em seres humanos? Coisa boa não ia sair daí.

Chegamos ao winter finale com a pulga atrás da orelha: qual foi a reviravolta do caso The Dirty Dozen? Nas cenas finais, com Garcia andando pelo escritório, tive a sensação de quem alguém ia raptá-la, mas ainda não estou 100% segura.

– Saudades Reid <3

– Até janeiro!

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