O crescimento da CCXP nestes três primeiros anos de vida salta aos olhos. Não é à toa que a Convenção deve, já neste ano, ultrapassar San Diego e se tornar a Comic Con com o maior público do mundo (evidentemente, contabilizando somente as entradas do evento principal). E para receber um público tão volumoso foi necessário dobrar a estrutura física. Saltando de 55 para 115 mil metros quadrados, a Comic Con brasileira tornou-se (aí sim), a maior convenção nerd do planeta (Yes!).
O que melhorou muito foi a distribuição dos estandes. Deu até a impressão que contrataram um especialista em layout de Shopping Centers, que tem a obrigação de espalhar as “âncoras” nos polos do pavilhão, para forçar um fluxo em frente às lojas menores. Nos anos anteriores, a grande maioria dos estandes ficaram no centro do pavilhão, lugar agora ocupado pelo astro maior (deveria ser, pelo menos), o Artist’s Alley.
Logo neste primeiro dia, Alan Davis, um dos maiores desenhistas de quadrinhos de todos os tempos, estava autografando no Artist’s Alley, sem o menor tumulto e congestionamento. Claramente a mudança foi salutar para que isso fosse possível e a mesa do Omelete no setor deve ser o local oficial para os autógrafos dos astros dos quadrinhos.
Como o espaço total mais que dobrou, as ruas ficaram bem largas, acabando com os engarrafamentos das edições passadas. Isso melhorou demais a experiência dos visitantes, que puderam trafegar livremente de um lado ao outro. Infelizmente, houve um problema com o processo de credenciamento dos visitantes e boa parte das pessoas que não receberam as credenciais pelo correio, tiveram que amargar mais de 4 horas na fila.
Por fim, para tentar amenizar este problema, a organização liberou todos que estavam na fila, sem os protocolos de entrada. Esperamos que este infortúnio não se repita amanhã e tentaremos entender qual foi o problema para lhes informar.
E a Experiência, CCXP?
Já que o CCXP estava bem pouco movimentado nessas primeiras horas (muito provavelmente pelo problema acima), este foi o momento ideal para curtir as brincadeiras dos mega-estandes sem filas. A mais impressionante e concorrida foi “O Salto de Fé” (Assassin’s Creed) no estande da Fox Film, no qual os malucos podem subir numa estrutura de 6 metros e se jogar de costas num colchão de ar. Neste mesmo estande, é possível brincar de parkour sobre as muralhas, emulando as habilidades do personagem de Michael Fassbender.

A Netflix, pelo terceiro ano consecutivo, ganha o título de Rei das Gincanas (pelo menos, na quantidade). Cara a cara com personagens de suas séries originais, Quiz Game no telão/celular, Jogo de Letras de Stranger Things (uma espécie de Genius, da Estrela), Sala de Spoilers e a recriação da brincadeira dos cubos de 3%. Tudo com direito a prêmios (camisetas, bottons, posteres).
> Entrevista com o elenco de 3%!

Outra evolução gigantesca aconteceu nas praças de alimentação. Além de mais que dobrar a quantidade de lojas, a praça foi descentralizada. Ao invés de uma enorme, elas foram construídas em 4 ou 5 pontos diferentes. Os preços, para o desespero da galera, continuam altos como ano passado e não existem opções econômicas.
Os Painéis
Ainda se aproveitando do baixo fluxo, acompanhamos quase todas as palestras do Auditório Cinemark (Didi não, sorry). Larry Ganem, executivo da DC, foi o host dos dois primeiros painéis do dia. No primeiro, foi tratado o principal evento da DC, o novo reboot, Rebirth. O prestígio dos desenhistas brasileiros nunca esteve tão em alta. Encabeçados por Ivan Reis e Rafael Albuquerque, eles se espalham pelos principais títulos da editora. E, se dependesse de Larry, esse número seria ainda maior.

O segundo painel foi era um dos mais mais aguardados do evento: Frank Miller is back. Quando ele anunciou ano passado que pretendia retornar para a CCXP deste ano, todos ficaram incrédulos, mas ele voltou mesmo! Ano passado, boa parte do seu painel havia sido para discutir o que esperar de Dark Knight III. Este ano, já foram lançados 5 edições desta minissérie (de um total de 9) e a discussão girou em torno dos acontecimentos recentes da história. Frank dividiu o palco com Brian Azzarello (o criador de 100 Balas), coescritor da revista, e ambos protagonizaram uma troca de farpas divertidíssima:
“Eu não gostava dele, mas agora que trabalhamos juntos, gosto menos ainda” – soltou Brian.
Outro tema recorrente nestes painéis da DC foi o crescimento das super heroínas femininas. Com o filme Wonder Woman às vésperas de ser lançado, a personagem ganhará muito mais destaque no Rebirth e, em Dark Knight III, ela também se envolverá mais a partir da sexta edição. Carrie e Lara, filhas de Bruce e Clark, respectivamente, neste universo DK, também tiveram grande destaque no debate.
A Paramount e os Blockbusters
No melhor painel do dia, a rainha das blockbusters, exibiu trailers de suas principais franquias Transformers, Missão Impossível e a recém-ressuscitada Triplo X. Esta última, inclusive, podemos acompanhar os primeiros 20 minutos. A qualidade de imagem e som do auditório Cinemark impressionam e pôde ser melhor apreciada neste começo do longa.
Depois destas cenas, os astros Vin Diesel, Nina Dobrev e o lutador de UFC Michael Bisping subiram no palco para os delírio dos fãs. Curiosamente, a Nina causou muito mais histeria que o Vin. Isso demonstra o quanto as séries estão tomando o lugar do cinema em popularidade.

Enfim, a Paramount usou a mesma estratégia da Netflix da CCXP 2015, exibindo uma mensagem da Scarlet Johanson personalizada para os brasileiros, divulgando Ghost in the Shell. Tivemos acesso à maravilhosa cena inicial do filme e aos relatos do pessoal do Omelete que visitou o set há um ano atrás e estava sob embargo até hoje. A expectativa é que esse seja um dos melhores filmes de 2017.
O Carisma Sedutor de Natalie Dormer
O painel de Game of Thrones, último do dia, foi o mais cansativo. Apesar de dois assuntos interessantes – Concept Art e Animação 3D – foram extremamente técnicas. Assim, depois de quase 5 horas de painéis, os bocejos foram inevitáveis.

Finalmente, a deslumbrante Rainha Margaery sobe ao palco para contar como foi a sua trágica separação com GoT. Ela contou o quanto ficou surpresa com a morte precoce de sua personagem, projetos futuros, empoderamento feminino e, até mesmo, sobre o Trump.
Para terminar a noite, podemos assistir uma preview exclusiva do Season Finale de Westworld, que serviu para aumentar ainda mais a expectativa para o episódio de domingo.
Depois de um dia corrido, vamos dormir que amanhã tem mais.






















