A situação no Colônia não está nada fácil para os internos, pessoal. Depois de Natália e os seus amigos terem cantarolado a música “Apesar de Você”, no episódio passado, eles ficaram presos em um quarto isolado. Contudo, a consequência fatal veio à noite, quando eles foram levados pelos militares para o matagal. Da janela do banheiro feminino, Elisa, após ouvir os disparos das armas de fogo, vê os corpos do grupo sendo jogados no camburão. Ela assusta e chora de medo, é evidente!
Por conta disso, logo de manhã, durante o café, eles começam a conversar sobre o que aconteceu e ficam, é óbvio, apreensivos. Se eles – Natália, Eduardo e Ivan – eram “guerrilheiros” ou, até mesmo, “rebeldes sem causa”, isso a gente nunca vai saber, mas a certeza de que eles – os internos – podem sofrer, cada dia mais, naquele local, está escancarado na tela da nossa televisão ao longo desses episódios duplos semanais. A parte “positiva” é a amizade criada entre eles, pois só com a união em grupo para tentar superar, de certa forma, as atrocidades praticadas naquele Hospital hostil e desumano. Tal característica a gente vê na cumplicidade de Gil para com Raimundo, com o primeiro cuidando do segundo, em um carinho ímpar e, inclusive, amoroso, pelo menos da parte de Gilberto. Será que vem shippe aí, minha gente?! Eu apoio!

Na vida, nós sabemos que amigos podem brigar ao falar a verdade para com quem amamos, e isso aconteceu entre Elisa e Valeska, que discutiram e, no final, acabaram fazendo as pazes para a nossa alegria. Finalmente, a “ficha” dela caiu e a “garota da felicidade” percebeu que só ela estava proporcionando esse sentimento ao Prefeito Genésio, e o contrário, nada ocorria, infelizmente. Ela tinha que tomar uma atitude em relação ao amante, que está a todo momento iludindo a moça nas diversas visitas íntimas do casal. Porém, para a nossa surpresa, ela não poderá tomar essa atitude em virtude de razões drásticas. Todavia, antes de chegarmos ao ápice de “Salvação” – não sei pra quem, pois todos lá estão sofrendo, e muito, inclusive -, vamos debater o diálogo do Dr. Freitas com os seus funcionários:
O diretor da unidade hospitalar comemora o fato de o coronel estar solícito em oferecer investimentos ao local e realiza até pagamentos extras ao Dr. Carlos e ao enfermeiro Jaci. Enquanto o segundo fica lamentando o fato de ter uma família e não vê-la a um tempo significativo, o médico compadece: “achei que tivesse me formado em Medicina para salvar vidas”. Na concepção de Freitas, ele está, sim, de fato, salvando vidas “a favor” da ciência, sendo uma espécie de “contribuição” os corpos abatidos para a pesquisa. Vamos falar a real: virou um comércio aquilo ali, né?! Eles vendem os corpos humanos às universidades, um ato “lindo” na visão do diretor. “Lindo” pra quem, querido?! Só se for para o senhor, que está recebendo bufunfas atrás de bufunfas, seu ganancioso inescrupuloso. É um absurdo esse tipo de troca financeira, na qual a humanidade ficou com Deus e, com isso, impera a ambição capitalista, ou seja, o dinheiro. Eu não sei vocês, leitores, mas chegou a dar uma sensação ruim na minha pessoa ao ter visto aquilo. É muita falta de caráter misturada a atos bárbaros e vergonhosos!

Já na horta, posteriormente um papo estratégico no dormitório feminino na noite anterior, as meninas colocam o plano de fuga em ação: Elisa finge passar mal, novamente, e Valeska corre para o matagal afora, fugindo. No entanto, ao meu ver, ela ficou aflita e resolveu sair desenfreada do local, mas era pra ela ter pego a pá, por exemplo, e metido na cabeça de Juraci. Ele – após ouvir a coleguinha “dedo duro” contar sobre o corre-corre – tadinha, acho que ela nem sabia que estava fazendo aquilo – tratou logo de atirar. E foi certeiro, atingindo-a pelas costas. Confesso que me deu um aperto no coração, pois eu não queria que ela morresse, afinal de contas, Valeska era uma das personagens mais carismáticas e queridas. Todavia, a realidade cruel precisava ser mostrada: a morte nas mãos do homem sem amor, sem piedade!
Na tentativa de também querer fugir, Elisa pegou um instrumento de trabalho braçal e o meteu na perna de Juraci. Coitada: não correu nem ao menos 200 metros e foi pega! A punição? Três dias de eletrochoque mais medicação, juntamente ao esquecimento de sua pessoa no porão da unidade hospitalar. Para intensificar e completar os maus-tratos, ela iria passar por uma sessão de lobotomia, intervenção cirúrgica no cérebro, mesmo estando grávida. É sofrimento e tortura manicomial que não acabam mais! Quantas mortes ainda estão por vir? Chorei e, provavelmente, eu vou chorar ainda mais ao ver essas cenas de violência e de tortura, aposto.

Por fim, para a nossa “felicidade”, se é que podemos ter algum sentimento “positivo” após assistir Colônia, vemos – de novo – a aparição de Pedro. Antes disso, acompanhamos a mãe de Elisa, Antonieta, conversando com Benito, à procura de respostas sobre o rapaz. Ele acaba deixando, assim, um bilhete em uma cerca para que o namorado da jovem possa lê-lo oportunamente. Será que Antonieta, agora, está se compadecendo com a filha, finalmente?! Milagres acontecem e estamos na torcida para que Elisa saia daquele ambiente tóxico.
Eu fico imaginando que deva estar sendo uma experiência incrível ao ver o resultado desse trabalho tão importante, tanto para a produção, quanto para os atores do seriado. Isso se justifica, não só por conta da temática, como, também, pelo fato de as gravações terem sido, para eles, em cores, mas o produto final, em preto e branco. Será que passava na cabeça deles tudo em preto e branco? Qual é a sensação? Isso eu não sei responder, porém os coadjuvantes, trabalharam muito bem, se saindo excelentes personagens.













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