A partida mais importante.
Esqueça a briga particular entre Chava e Isabel. O episódio foi sublime para mostrar a despedida de um jogador de futebol. De um atleta que dedicou sua vida profissional por um clube. Não conseguiu campeonatos, mas a sua força diante do grupo e dos torcedores é importante. Afinal, existem muitos jogadores importantes que não conseguirem o topo – tanto em seleção quanto em clube – porém tem um espaço reservado na história. Esse foi o caso do goleiro Rafael Reina, o protagonista do episódio.
Qual é o seu legado? É possível que muitas pessoas se fazem essa pergunta em momentos derradeiros e Rafael passou por essa inquietação ao ver que o fim de carreira estava próximo e não trouxe nada de importante para os Cuervos. Mas o que é notável? Isabel soube amenizar, um pouco, a frustração e medo que Rafa sentia. O jogo contra o Pachuca era vencer ou vencer para ir as oitavas do campeonato e a sede por um título no ano em que se despedia era forte no arqueiro.
A vitória veio, 2 a 0 para o time de Nuevo Tuledo. Foi ótimo assistir, pelo primeira vez, um pequeno melhores momentos da partida com todo o ambiente de uma partida decisiva. Pena que por não terem feito o seu papel em jogos anteriores, os Cuervos ficaram em nono e não conseguiram avançar. Um choque para torcedores e jogadores que estavam acostumados a passar de fase. Obviamente que a palavra ‘fracasso’ foi dita várias vezes após a vitória/derrota. Nada anormal para os amantes de futebol.
Após uma eliminação é normal o abatimento, a confiança é perdida, mas faltava o jogo de despedida de Rafael, a última para os Cuervos. Mas qual era a motivação para o restante dos jogadores? Não existia. Apenas o goleiro entendia a real importância daqueles seus últimos 90 minutos dentro de campo. Levar 3 gols no primeiro tempo não é exatamente a melhor coisa do mundo. Para um time desmotivado a chance de levar mais quatro e igualar a seleção brasileira era forte. Isabel fez o impensável, afinal Rafa é seu marido, foi no vestiário e deu uma bronca no grupo. Quando vi a reação deles após a saída de Chavita achei que eles iam menosprezar tudo que disse, e fizeram, mas relembraram história de Rafael e acabaram recobrando a consciência.
Cuervos entrou com uma outra aura em campo, na verdade, com uma outra motivação: a chance de dar uma bela despedida a quem dedicou 23 anos para o time. Conseguiram empatar, porém a alegria mesmo foi ver Rafael marcar o gol de empate.
Para não dizer que não falei de Chava… Ele esteve lá para não motivar os jogadores, para ser lembrado que quando se mete o time vai bem e para ser acompanhante de Mary Luz na ultrassom. Isabel havia pedido ao irmão para conseguir o passaporte da madrasta e Mary o pegou no flagra. Achei que ela ia fazer um escândalo, mas a bicha é esperta. Sabia que ao se ofender poderia abrir os olhos de Junior sobre algo errado. Tratou de inventar uma dor qualquer e ainda conseguiu fazer com que Chava morresse de amores por seu possível irmãozinho. Parece que Mary Luz conseguiu um importante aliado em sua história muito mal contada.
– Rafael Reina, o Rogério Ceni dos Cuervos.















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