
Esse post faz parte do aquecimento Série Maníacos para a última temporada de Lost.
Não podia deixar de fazer uma homenagem ao dia 22 de Setembro de 2004. Foi nessa data em que começou uma jornada de seis temporadas, muitas reviravoltas, dezenas de mistérios e centenas de personagens, resultando no maior fenômeno televisivo do novo milênio: Lost.
Eu sei, eu sei, isso é clichê. E se você leu as minhas reviews da quinta temporada, já o ouviu milhões de vezes. Pelo menos, é verdade. Muitas coisas foram sutilmente (e descaradamente) influenciadas por Lost desde a sua criação e como isso é assunto para outro post, vamos nos focar no piloto.
Ah, os pilotos. As emissoras colocam tanto dinheiro neles, mas são poucos os que conseguem atingir os objetivos criativos, aqueles que importam para a audiência: transmitir algo. Em uma comédia, é obviamente o humor, em suspenses, a tensão e nos dramas, uma combinação de vários, tais como romance, tristeza e etc.
Lost poderia muito bem se focar em só um deles, mas resolveu sair dessa zona de conforto. Abandonar a ideia de ser apenas uma série boa e se tornar mais, algo revolucionário, começando por ele: o tão falado piloto.
Não é o meu episódio favorito da série, mas cada vez que eu assisto (sim, já o fiz quatro vezes, e contando) percebo uma coisa diferente e a genialidade que estava por trás de tudo. Também não é a prova definitiva que a série seria boa, pois essa capacidade só se tornaria resultado se fosse administrada de uma maneira inteligente, e sorte a nossa que foi.
A Cena inicial é longa e épica. O Salvador da pátria (Jack, o médico) caminha em um mundo completamente destruído, e ao perceber que vai ter que reergue-lo, começa um verdadeiro trabalho de cão. Primeiro, ajudar os machucados. Segundo, acalmar o restante. Terceiro, fazer contato com os responsáveis pelo resgaste. Esse último é a trama do episódio: encontrar o transceiver no cockpit do piloto, que aliás, não tem nada haver com o título do episódio (embora a ironia seja bem-vinda).
Feito isso, as complicações continuam quando não é possível pegar o sinal da praia. E lá vão eles se enfiar na floresta novamente, para ouvir uma francesa louca dizer que está na ilha a dezesseis anos, gerando a famosa frase do finado Charlie: “Guys, where are we?”. Desde de essa frase, mais de cem episódios foram exibidos e não sabemos a resposta
Para os fãs de outras séries, seria decepcionante, mas, para os fãs de Lost, toda essa jornada é necessária para chegar a descoberta e fico feliz que pude acompanha-la.
Que venha o último ano e que seja tão fantástico quanto Lost foi nesses cinco anos de existência.















