Preparando o terreno para Chicago Justice.
Dick Wolf e sua esquipe fez da estreia de Chicago Justice um grande crossover com as veteranas Chicago Fire e PD. Assim, tivemos em “Emotional Proximity” a segunda parte da história do incêndio criminoso que foi iniciada em CF, com o foco na investigação da Inteligência e o envolvimento pessoal de Olinsky.
1 – Melhores momentos.
O grande destaque do episódio foi a interpretação de Elias Koteas. Achei orgânico ver como ele interpretou a dor de ver sua filha queimada, e depois o seu luto, de forma contida. Afinal, o personagem sempre teve esse tipo de postura, e vê-lo manter a coerência ao demonstrar sua dor de forma velada, mas ainda perceptível, foi impressionante.
Também gostei do fato da trama de “Favor, Affection, Malice and Ill-Will” servir como uma preparação para a participação de Olinsky nesse episódio. Digo isso, pois no episódio passado vimos o personagem se identificar com um homem que queria contratar um assassino profissional para matar o suposto culpado pela morte da sua filha. Achei interessante relembrar o apego de Al à sua filha através da sua relação com o personagem do episódio anterior.
Outro ponto positivo foi o fato de não vermos Olinsky participando ativamente da investigação. Seria forçado assistirmos ao pai de uma das vítimas no centro das ações policiais. Confesso que achei isso surpreendente, pois os roteiristas de CPD não costumam ligar para esse tipo de detalhe.
2 – Pior momento.
O pior momento do episódio foi quando Olinsky diz a Antonio que o suspeito tinha confessado o crime. Sim, eu entendo a sua dor, mas sendo um policial experiente ele deveria saber o problema que isso poderia causar no processo. Eu sei que precisavam fazer a ligação para o episódio de Justice, mas não gostei da forma que isso foi feito.
Também não gostei da cena em que Halstead mata um suspeito com um tiro a curta distância após uma perseguição a pé. Ele é o sniper do time, e o personagem com treinamento militar, será que não conseguiria atirar no mesmo sem matá-lo?
Apesar de ser o episódio intermediário do crossover, acredito que “Emotional Proximity” conseguiu apresentar uma história completa. Gostei de como a investigação foi conduzida, além do fato do suspeito só ter sido identificado após uma das testemunhas ter dado a sua descrição. Acho importante mostrar que não há grandes conclusões sem embasamento, como acontece em outras séries policiais, e que o trabalho policial, muitas vezes, leva a vários suspeitos que não são culpados. Além disso, foi excelente ver Olinsky ter destaque em um episódio tão intenso.
Observação final:
1 – Achei estranha a cena em que Olinsky vai perguntar a Will sobre o estado de sua filha. Talvez fosse mais orgânico se o médico fosse informar o pai da sua paciente no lugar dele ser abordado pelo mesmo.















