Recomeço irregular.
O primeiro episódio da segunda temporada de uma série é sempre complicado, pois é necessário relembrar o momento em que a história parou, e nos apresentar as mudanças que aconteceram. Assim, Soul Care acaba se mostrando um episódio irregular ao apresentar de forma corrida a situação do numeroso grupo de personagens de Chicago Med.
Vamos aos casos:
1 – Cheryl Martin – grávida que sofreu um acidente automobilístico.
A história de Cheryl foi a que melhor retratou a evolução dos médicos de Chicago Med. Gostei muito de ver como Nat e Rhodes discutiram as possibilidades de tratamento da grávida conforme o seu quadro ia mudando, bem como cada um demonstrava o seu ponto de vista baseado na sua especialização.
Acho importante que os roteiristas nos mostrem que os personagens estão crescendo profissionalmente, além dos seus problemas pessoais, e essa trama foi exemplar nesse sentido.
2 – Ray – pai de Cheryl sofre um ataque cardíaco no hospital.
O tratamento de Ray serviu para a apresentação do dr. Latham, cirurgião que irá supervisionar Rhodes na sua especialização em cirurgia cardiotorácica. Apesar de gostar da ideia de um mentor relutante, achei a caracterização dada por Ato Essandoh forçada. A cena em que ele demonstra descontrole ao ser questionado por Rhodes durante a cirurgia foi fora do tom. Além disso, acho que o professor precisa conversar do o dr. Charles, pois a maneira como ele se portou com Rhodes após a cirurgia, como se nada tivesse acontecido, foi coisa de maluco. A série já tem Will como o “surtado” de plantão, não precisamos de outro.
Para piorar, achei bizarro Ray “ressuscitar” para ver o seu neto e voltar a morrer em seguida. Com certeza o momento mais forçado do episódio.
3 – Emmie Miles – Adolescente com overdose e suspeita de tentativa de suicídio.
Gostei de ver retratada na história de Emmie Miles um problema causado pela criação da internet: o autodiagnostico via Google. Os roteiristas foram felizes em mostrar o desespero que uma pessoa pode chegar ao tentar, sem treinamento médico algum, descobrir a doença que está sofrendo através de uma pesquisa a “rede mundial de computadores”. Também gostei de ver a interação entre Emmie e Reese, assim como a forma como a médica acabou descobrindo a causa da tentativa de suicídio.
Apesar disso, não gostei de ver como Reese foi trazida de volta ao hospital. Eu não acredito que a personagem que abandonou o Chicago Med por não conseguir a vaga na residência no setor de Emergência aceitaria trabalhar na Psiquiatria de uma hora para outra. Além disso, achei forçado colocarem uma médica formada trabalhando como barista.
4 – Greg Allen – Portador do vírus HIV atropelado.
A trama envolvendo o tratamento de Greg Allen foi a melhor desenvolvida de todo o episódio. Achei muito interessante ver que apesar da grande evolução no tratamento ao vírus do HIV, e sabendo que a possibilidade de contágio é mínima se todos os cuidados forem tomados, ainda existem pessoas, e profissionais, ignorantes como o Dr. Wheeler.
Ainda assim, a comparação da situação de Greg com o diagnóstico de tuberculose de April foi muito bem-vinda, pois serviu para acalmá-la. Achei exagerada a forma que uma enfermeira estava reagindo ao tratamento de uma doença que tem alto índice de cura.
O único ponto negativo dessa trama foi ver a perseguição de Will a Jeff. Acho cansativo não ver nenhuma evolução no comportamento do pior dos irmãos Halstead.
Apesar de um episódio acelerado, acredito que a missão de Soul Care foi cumprida. Mesmo com tramas irregulares, conseguimos um panorama geral do staff de Chicago Med. Confesso que não gostei da trama de Reese, e achei o novo mentor de Rhodes caricato. Mesmo assim, estou animado pela nova temporada e acredito que os próximos episódios serão melhores.
Observações finais:
1 – Gostei de ver Will finalmente pagando por não agir de acordo com os protocolos médicos, o valor do seu seguro profissional é proporcional ao seu histórico de atitudes extremas.
2 – Fiquei frustrado ao ver o retorno de Noah. Mesmo que ele tenha aparecido por poucos segundos, acho que esse personagem deveria ser esquecido.
3 – Estou ansioso para ver como Choi irá se adaptar a função de chefe dos residentes e se o conflito com Maggie irá realmente acontecer.
Comentários da Bruna.
Quatro meses depois e cá estamos com “Soul Care” como season premiere da segunda temporada de Med. Não foi aquele retorno cheio de tensão, mas também não decepcionou. Pudemos ver os personagens se ajustando às suas novas rotinas e eu tenho esperança que cada personagem seja desenvolvido maravilhosamente bem. Esperança nunca matou ninguém né? Hahaha.
Começo com Connor e seu novo orientador Dr. Latham. A única coisa que eu achei dele pode ser resumida numa única palavra: estranho. É um estranho que pode ser um bom acréscimo à série ou vir a se tornar um tiro no pé. E o que foi o Choi querendo mostrar serviço e se complicando com as inúmeras atividades para serem feitas ao mesmo tempo? Entrega tudo nas mãos da Maggie e cuida dos seus internos que dá tudo certo.
Nesse primeiro episódio eu achei que a tuberculose da April estar controlada foi forçado demais já que terminamos a primeira temporada com ela parecendo que estava à beira da morte (rsrs). Odeio essa preguiça pra desenvolver uma personagem que poderia ser maravilhosa, então espero que tenha um plot-twist para as coisas ficarem interessantes para ela. Falando de April lembro do irmão insignificante dela, o Noah… o que ele ainda tá fazendo na série?
Tivemos Will com sua imaturidade em relação à Jeff por causa de Natalie e depois uma mudança de atitude nos últimos minutos depois daquela cena com o pai, a filha e a neta (confesso que também fiquei igual a ele). Will continua sendo um personagem que, à princípio, continua o mesmo da primeira temporada. Oscilando entre atitudes maduras e imaturas. Jeff, por outro lado, se mostra bem maduro quando se trata dos pacientes e também do seu relacionamento com os colegas de trabalho. Espero que ele ganhe um espaço merecido dentro da série já que em Fire não deu certo.
E entre Will e Jeff, temos Natalie – aka Elsa de Frozen. Logo de cara vemos como a relação entre ela e Jeff é leve e dá até gosto de ver e no final terminamos com um convite para uma saideira no ap dele. Olha, se for pra alimentar um shipp e depois meter os pés pelas mãos e acabar de qualquer jeito é melhor nem começar, por isso espero que Natalie decida com quem quer ficar logo e que seja o Jeff!
Não preciso nem comentar a volta de Reese né? Não há palavras suficientes para expressar a minha felicidade YAY. Estou curiosa para saber como irão trabalhar a personagem na psiquiatria, mas logo de cara sei que será ótimo vê-la dividindo a tela com o Dr. Charles.
Bom, meu comentário ficou enorme, mas season premiere pode hahaha. Med voltou com a mesma pegada da primeira, abordando temas atuais e nos fazendo pensar em como estamos sendo moldados por uma mão invisível onde temos que parecer perfeitos para que os outros gostem da gente, ou que por medo dos nossos problemas ou doenças vamos deixando de viver a vida. Espero que essa segunda temporada seja cheia de surpresas para nós 😉














