The One that Matters Most serviu como um complemento dado pelos insights levantados no episódio anterior. Em outras palavras, foram mostradas nessa última semana as consequências que a ausência de Otis trouxe ao pessoal do Batalhão 51, além de uma pequena amostra de como irá se desenrolar a nova relação entre Kidd e Severide.

Na minha opinião, o casal tem sim uma dinâmica muito boa. Mesmo alguns não gostando de Stella, é gratificante a sensação de vê-la concretizando um desejo seu antigo. Era nítido que o fato de estarem morando juntos, além de se darem muito bem como amigos queria nos dizer algo: Hope e Zach foram apenas alguns enganos na trajetória desse casal. O conjunto de fatos mostrados esse ano conseguiu aos poucos efetivar uma relação que já era há muito cogitada, e a série, mesmo que tardiamente, conseguiu resolver essa ponta solta.

Por estarem voltando apenas agora após um ano separados, é pertinente que ambos decidam seguir com calma. Nem de longe a relação deles é apenas sexo, como Kidd insiste em transparecer para Dawson, pois já sabemos que ela sempre o procura, ajuda-o a resolver seus problemas e etc. Portanto, acho que é apenas uma questão de tempo para os dois aprofundarem laços e oficializarem tudo. Só achei estranho esse clima que pintou entre Stella e Jake (o novo bombeiro do Caminhão). Senti que vai rolar algo entre os dois. Vamos esperar para ver.

Stella e Severide

Agora, vamos para o assunto que acredito eu, chamou mais a atenção no episódio. Nada mais natural que diante do afastamento de Otis, alguém assumisse seu lugar no Caminhão. Contudo, Herman ao invés de aceitar a situação e agir como profissional, resolveu criar uma rixa com Cordova, o que foi bem dispensável. Eu sinceramente, esperava isso de uma pessoa como Cruz, não dele. São nesses casos que a gente ver que é bem difícil engolir a contradição existente na moral de alguns personagens ali.

Sendo bem curto e grosso, Herman foi um completo chato nesse episódio. Sua postura foi inadequada e suas colocações, bem desnecessárias. E o pior é que, enquanto que antes o Batalhão tinha que lidar com problemas bem maiores, como a possibilidade de fechamento como na 2º temporada, agora é esse o tipo de dificuldade pequena que predomina por lá. E como sempre, é preciso que Casey sob a prerrogativa de Capitão, perca seu tempo dando lição de moral em seus amigos. Paciência para aguentar essas crianças.

Não pensem que com isso, eu fico no team Conova. Muito pelo contrário. Christopher estava sim bastante intolerante, mas no momento em que estavam todos no vestuário se arrumando para concluir o turno, houve outra confusão e Jake acabou comentando que Otis demoraria para voltar ao Batalhão, cortando o argumento de Herman. É de se estranhar a postura desse cara; Em alguns momentos, ele tenta agir de forma correta, noutros, parece um completo insensível.

Não posso deixar de admitir que esses detalhes é que tornam o personagem interessante. Quem sabe o acidente de Otis pode enfim, ter servido em algo para a série. A princípio, o cara pareceu seguro de si, sensato (me lembra até um pouco Severide no início da série), mas a sua reação ao ver o pessoal socorrendo Otis após sua queda no Hospital foi um pouco estranha, como na cena em que ele está carregando as jaquetas de proteção e deixa cair justo a de Otis (bem conveniente, não?).

Acho que todos entenderam que o cara ter derrubado a jaqueta errada foi um acidente. Herman ficar com raiva por conta disso foi besteira. Mas achei o novato para lá de frio também e até mesmo, um pouco arrogante. Ele sabia que a ausência de Otis no trabalho era um ponto sensível ali, principalmente para Christopher. Em se tratando de Herman e de seu pavio curto, não foi surpresa ver que os dois logo chegariam às vias de fato. Mais um detalhe esquisito: O cara aparentemente provocou Herman, mas na frente de Casey, quis encobrir o que realmente havia acontecido. Sem dúvida, ele é um personagem diferente. Bom, vá lá que ele não seja tão insensível assim, que esse seja apenas o seu jeito. Mas com certeza, ainda há muito a descobrirmos sobre ele e principalmente, sobre sua relação com Dawson.

Conova

Mesmo Otis sendo um personagem regular desde a 1º temporada e por isso, mais válida ainda a ideia de o episódio dedicar um certo tempo a seu pós-operatório, criou-se um drama bem raso em torno dele. Digo, já foi algo bom sabermos que o dano às suas pernas não foi permanente. Interessante também notar o seu semblante, diferente do Otis divertido que estamos acostumados a ver; Acabou sendo estranho e ao mesmo tempo uma surpresa experimentar novas feições do ator a essa altura da trama; Mas a forma com que tudo foi conduzido não agradou.

Otis não precisava ter tratado Lily daquela forma. Assim como a maioria das pessoas em sua condição, é normal que alguém próximo sempre tente agradar o doente, fazer com que a pessoa fique mais confortável e mais que isso, que se sinta amada. Portanto, dispensar uma pessoa que poderia estar ali para todos os momentos não foi a decisão mais inteligente. É esse o tipo de drama que acho que não faz sentido mostrar na série. Tanto é que antes do episódio terminar, tudo já havia voltado ao normal (sem ignorar o apoio de Herman à Lily, claro).

Otis

A suposta promoção de Boden foi algo que me pegou de surpresa. Mesmo existindo a possibilidade de eu estar correndo o risco, afirmo que CF não tem coragem de se livrar de Boden assim. Seria um destino muito mais ou menos para um personagem com muito potencial. Se bem que, se o Comandante tem tanto potencial assim, o roteiro não está sabendo demonstrar isso corretamente. Mesmo com a participação de Donna, achei que essa questão da promoção ainda foi tratada superficialmente.

Bom, colocando tudo na balança, acho que o episódio pendeu para o lado bom e acabou sendo bem melhor do que vários que posso citar desse 6º ano. O acidente que compôs o teaser foi criativo; O plot da mãe e da filha que se dispuseram a fazer refeições para o Batalhão foi bem engraçado; Casey sacando rapidamente que Boden pretende pular fora do barco e a conversa entre Jake e Gabby, que me deixou bastante curioso. Foi válido porque há muito tempo eu não me sentia tão desafiado assim por CF.

Observação:

  • Parece que os roteiristas estão mesmo decididos a tornar os destinos de Boden e Severide como incerto. Será que veremos alguma mudança radical no corpo do Batalhão 51?
REVISÃO GERAL
Nota:
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chicago-fire-6x16-the-one-that-matters-mostColocando tudo na balança, acho que o episódio pendeu para o lado bom e acabou sendo bem melhor do que vários que posso citar desse 6º ano.