Mesmo na segunda metade da temporada, CF continua a decepcionar, entregando dois episódios nada interessantes e sem muito conteúdo. Talvez nem Dawson e Brett, em seus melhores momentos como paramédicas, conseguiriam resolver esse chamado que faço aqui, para essa série que está morrendo aos poucos e que há muito chama por ajuda.

Primeiramente, não havia a menor necessidade de juntar esses dois episódios. Os mesmos não tinham qualquer ponto em comum. Como já havia lido numa matéria, fizeram isso unicamente para tentar impedir que seu público assistisse a estreia de Station 19 (sem querer fazer propaganda, mas já fazendo), spin-off de Grey’s Anatomy. A nova série do universo da Shonda veio ao mundo com dois episódios que foram transmitidos no mesmo horário que Chicago Fire e a NBC, para não ficar por baixo, resolveu exibir também um especial de duas horas, sob a premissa de que algum membro pertencente ao Batalhão morreria. E o pior, após termos assistido aos dois episódios, percebemos que a série blefou.

6×14: Looking for a Lifeline

Um dos pontos altos do episódio foi violência doméstica, ainda bastante presente no nosso cotidiano. O que Holly Boylan viveu é infelizmente, o retrato do sofrimento de milhares de mulheres ao redor do mundo. Acho válido a série tratar disso. Pode parecer clichê, mas é interessante ver a teledramaturgia e o cinema dando espaço para isso e conscientizando mulheres que sofrem desse mal a tomarem a decisão correta e a enfrentar certas atrocidades. Porém, justo quando a série tinha a oportunidade de inovar, a mesma preferiu não fugir ao óbvio e tudo não passou de mais um caso normal. Plots mal posicionados, personagens do CPD sendo desperdiçados… Definitivamente, CF é uma série que não aprende com os erros, que são muitos.

Não curto muito o Cruz, mas dessa vez me identifiquei bastante com ele. Na qualidade de autor do Slamigan, ninguém a não ser ele, tem o direito de decidir o que fazer com a sua invenção. Nitidamente, ele estava perdendo a cabeça quando descobriu que o comando do projeto lhe escapava. Algo que seria bacana a série mostrar seria o passo a passo para que Cruz patenteasse ou apenas registrasse sua invenção.

Como sempre, há um exagero por parte dos roteiristas. O mais difícil foi decidir se o pior foi Mouch e Herman tentando a todo custo promover o Slamigan ou Cruz tentando colocar Brett na equipe, fazendo com que ela tivesse uma participação nos lucros. Mesmo sendo justo, ficou nítido que Joe estava querendo agradá-la e talvez, ficar mais próximo por ter mais um assunto a tratar com sua colega de quarto.

Brett estar grávida foi inesperado para mim. Até gostei, pois do jeito como as coisas andam, conseguir se surpreender com algo já é bom. Pela sinopse do episódio, sabíamos que ela iria passar por algo. Cheguei até a cogitar que fosse algo relacionado à Hope, mas me enganei. Espanto mesmo foi saber que Brett ficou surpresa quando Gabby levantou a hipótese da gravidez. Na qualidade de paramédica, ela não deveria estar mais atenta com relação a isso?

Observações em “Looking for a lifeline”

– Legal a série tratar da memória de Anna com carinho, não? 🙂

– Criaram um suspense todo com base em Brett estar grávida de Antônio, mas no final, conseguiram desfazer tudo. Paciência…

6×15: To Chance to Forgive

Até aí, tudo bem. Os primeiros quarenta minutos não mostraram nenhuma novidade, em se tratado de CF. Mas quando achei que realmente seria surpreendido, a série contabilizou a dedo os seus esforços e conseguiu manter o ritmo de inércia que teve no anterior.

Mesmo Otis sendo um personagem secundário desde a 1º temporada, achei que seu acidente deveria ter mais impacto. O episódio 15 desse ano conseguiu se focar apenas nisso, mas não transmitiu uma carga emocional apropriada. Tudo o que vi foi alguém sofrendo um acidente, a maioria do elenco passando horas e horas esperando notícias no Hospital e Joe passando vergonha tentando se vingar do garoto. Nem esclarecer o que aconteceu a Otis de forma explícita o episódio conseguiu. Claro que pelos indícios, ele ficará paraplégico, mas do jeito que tudo foi mostrado, a série quis transparecer um suspense, mas realmente pareceu que a mesma teve preguiça em explicar o que houve. O próprio drama que ele tá passando é forçado. Definitivamente, o cara não merecia passar por isso. Uma pessoa que sempre fez parte do núcleo lúdico da série, acabar assim… Não sei não, mas a série não pedia algo assim.

Outro erro: Quando assisti à promo do episódio, pensei que teria alguma ação envolvendo o batalhão e os tiros. A chance que a série tinha de impor um suspense em si mesma era essa e a mesma fracassou; Poderiam ter chamado o pessoal do do CPD para ajudar em algo, mas nada… Incrível como mesmo após tanto tempo, a série continua se sabotando e esse episódio, que não teve ação nenhuma, mostra como fica cada vez mais difícil achar detalhes que salvem os episódios dessa temporada.

Quanto ao plot do garoto que deixou as armas carregadas no armário; pior construído, impossível. Pelas cenas que foram apresentadas, a visão que o público tem é de que se trata de um garoto confuso e de que ele não teve mesmo a intenção de fazer mal a ninguém. Mesmo com o acidente de Otis, a série não conseguiu imprimir no telespectador, um sentimento autêntico de raiva sobre o personagem. Por isso, ver Hermann e Joe jurando vingança ao cara me fez sentir muita vergonha alheia; Algo totalmente sem nexo apenas para ocupar personagens que estavam divagando na trama; Isso tudo mostra o que eu já havia frisado na temporada passada, os personagens não evoluem com as histórias que são mostradas ao longo do tempo. Já ultrapassamos a metade da temporada e nada de relevante aconteceu.

Salve algumas exceções, algo que realmente importou foi Severide finalmente se dar conta de que ama Stella. Mesmo que para isso, ele precisasse de um empurrãozinho de Casey, o Tenente não abriu mão de procurar a bombeira e se permitiu dar uma chance a ela. Achei bacana porque foi algo que foi construído aos poucos, não foi forçado, principalmente porque Severide passou por muita coisa no último ano, por viver o drama com Anna e etc.

Momento de luto:

  • Galera, é com tristeza que trago aqui que a atriz DuShown Monique Brown veio a falecer na sexta-feira passada, no dia 23. DuShown, que interpretava a personagem Connie passou mal na manhã da sexta e rapidamente chamou a emergência, mas morreu por volta do meio-dia, por conta da uma parada cardíaca.

REVISÃO GERAL
Nota:
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chicago-fire-6x1415-looking-for-a-lifelineto-chance-to-forgiveMesmo na segunda metade da temporada, CF continua a decepcionar, entregando dois episódios nada interessantes e sem muito conteúdo.