Para quem, como eu, estava esperando a saída de Boden do batalhão, No Regrets foi uma bela surpresa.

Ao dizer isso,  não estou sendo nem um pouco sarcástica, o episódio foi bom mesmo. Gostei da humanizada que deram em Boden, que normalmente parece um robô e só tem uma expressão. Foi bacana acompanhar a angústia dele com a possibilidade de estar com câncer no pulmão. Fiquei arrepiada na cena em que ele lê a relação de bombeiros que estavam no incêndio em que ele foi contaminado e acho que o chamado do episódio criou um bom cenário para que conseguíssemos acompanhar todo o processo que levou Chief a transformar o medo da morte em forças para dar um “chega pra lá” em McLeod.

É claro que nem tudo foi flores e que algumas sequências de Boden são de dar dó, mas no geral foi bacana acompanhar toda a história e vê-lo se acertando com Peter e mudando de postura com relação à aposentadoria. Eu acho que essa história de Boden com a mãe de Peter ainda tem coisa escondida e desconfio de que Peter possa ser filho dele, mas essa pode ser uma viagem das grandes, então, deixa para lá.

O acidente com o trem nos presenteou com a participação bem especial do ator Dylan Baker como David Arata – chefe de trauma do hospital Lakeshore. Dylan sempre faz ótimas participações em The Good Wife e não seria diferente em CF. Seu personagem frio e racional foi um ótimo contraponto para Casey. O primeiro não hesitou em colocar os alguns dos feridos no pano preto, equanto o segundo não se preocupou em deixar todos morrerem para cumprir a promessa de encontrar Anna.

No meio termo entre a razão de David e a emoção de Casey tivemos Clarke, que apesar de ter lutado até o fim para salvar o colega das forças armadas, não abandonou as demais vítimas. A cena da morte de Westin foi, na minha opinião, a que melhor representou o nome do episódio. Como ele foi treinado para colocar a vida dos outros antes da sua, ao se esforçar para salvar outras pessoas ele estava apenas cumprindo sua missão. Após o sucesso, morreu numa tranquilidade invejável, sem arrependimentos.

Outra coisa bacana de No Regrets foi acompanhar o trabalho dos bombeiros para solucionar o problema do gás. Não imaginei que a solução de usar a mangueira daria certo – mas torci para que desse – e fiquei impressionada com a mira de Mills.

Foi um episódio bacana de se ver e que me deixou com esperanças de que a partir dali Boden mudaria mesmo de postura e se tornaria o grande protagonista da temporada, mas, como bem vimos em Rhymes with Shout, isso não aconteceu.

Depois daquele discurso na “sala de reunião”, achei que Chief iria com tudo para cima de McLeod e do “Estado cortador de gastos e colocador de vidas em risco”, mas foi frustrante vê-lo sentado esperando que Mouch fizesse tudo. Foi ainda mais frustrante ver Mouch jogando sujo para conseguir o que queria. Não, eu não acho que os fins justificam os meios e não concordo com o fato de ele ter usado a chantagem para conseguir o apoio de Sullivan. Deu certo, mas seria muito mais interessante se todo o batalhão se organizasse para lutar contra as injustiças dos inimigos dos bombeiros. Resolver o caso como fizeram foi pouco criativo e nada emocionante.

Por falar em emoção, enfim Casey e Gabriela resolveram ficar juntos. Foi engraçado acompanhá-la tentando evitar o tenente, mas sem perder a chance de dar nele uma esfregadinha em todas as oportunidades.

Já Shay está cada vez pior. Estava na cara que Devon não era boa companhia para ela. Inclusive, tomara que a bandidona desapareça, pois não aguento mais essa mulher só de calcinha na minha tela. O prejuízo na casa foi grande, principalmente para Otis, bichinho.

A falta de lógica de Rhymes with Shout fica a cargo da participação de Voight, que voltou para divulgar Chicago PD investigar um assassinato no bairro de Cruz e aproveitou para ameaçar o bombeiro caso seu irmão, Leo, não aceitasse voltar para a gangue para ajudar a polícia. Não entendo nada sobre investigação, mas acho pouquíssimo provável que a polícia coloque a vida de um civil inocente em risco para resolver um caso. Estamos acostumados a ver policiais infiltrados ou informantes – que normalmente já fazem parte das gangues –, mas civis, só mesmo em Chicago Fire. Cruz ficou tão triste, mas tão triste com a decisão do irmão de voltar para a gangue que pediu a prima ruiva em casamento. Yay!

Não posso terminar sem comentar que Gabriela tem mesmo muitos motivos para querer Shay de volta ao batalhão do flamengo. O tal do Chout é de um nível insuportável de chatice. Não dá mesmo para aguentar aquela falação toda na cabeça e aquela empolgação desmedida pela possibilidade de trabalhar com Dawson. Assim como Gabriela, passei o episódio todo querendo saber onde é que desligava o rapaz. Zulive!

Finalmente, está sendo bacana acompanhar a aproximação entre Kelly e a irmã. Ela parece ser legal e vai ser interessante assitir à evolução do relacionamento dos dois. Adorei quando ele falou que ela pode se aproximar e confiar nele porque ele não é o Benny. Isso explica muito sobre Severide e dá uma perspectiva interessante para o plot dos dois. Tomara que a série desenvolva a relação de uma maneira legal. Aguardemos.

PS.1: Clarke e a esposa ainda estão meio sem sentido para mim. Quando a história deles evoluir, eles ganharão parágrafo. Fiquei curiosa, porém, ao ver a arma no porta-malas.

PS.2: Não achei boa a justificativa de que Heather seria solta por conta da superlotação da cadeia. Não tem lógica uma pessoa que matou outra por dirigir bêbada ser libertada com tanta facilidade. Ela nem é rica.

PS.3: Não entre sem avisar na casa do seu vizinho. Isso pode lhe render uma garfada no coração.

PS.4: Adorei a forma como Peter desmascarou Isabela. Esse jeitão sincero do cadete ma faz gostar bastante dele.

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