Minhas primeiras impressões de Camelot não foram das melhores. Eu fui assistir esse episódio apenas por desencargo de consciência, pois no fundo, não acreditava que a série iria melhorar muito de um episódio para o outro. Eu estava errado.

Spoilers Abaixo:

Que bom que eu não desisti de Camelot no piloto. Os principais problemas que eu tive ao assistir o primeiro capítulo dessa saga não me incomodaram ou foram bastante dissipados nesse episódio. O texto novelesco, que dominou o piloto, quase não deu as caras em “The Sword And The Crown”. Se a série conseguir manter o equilíbrio de roteiro mostrado nesse episódio, tem tudo para ser uma boa experiência.

O que eu mais gostei nesse episódio, foram as misturas de elementos famosos de diferentes contos do Rei Arthur. Tivemos a espada na pedra de A Espada Era a Lei, a Dama do Lago (na verdade foi a Dama do Mar, mas tudo bem), o círculo de cavaleiros ao redor do Rei Arthur. Não sei exatamente porque a Excalibur está sendo chamada de A Espada dos Deuses e porque o personagem Leontes não ficou como Lancelot. Talvez seja uma tentativa de criarem algo único, e pessoalmente, não vejo muito problema com essas liberdades criativas.

A escalada de Arthur para alcançar A Espada dos Deuses foi muito boa. Gostei do rapel medieval que foi improvisado e fiquei apreensivo pelo resultado dessa empreitada. A cena em que Arthur se lembra das palavras de Merlin, que foram essências para o sucesso da missão, é um ótimo exemplo da manipulação sutil do mago. Na review passada eu mencionei as insinuações de que Merlin é mais velho do que aparenta, e agora essas insinuações foram gritantes. Ficou claro que ele é imortal ou algo do tipo. Ainda não sei se as manipulações de Merlin são em prol de um bem maior ou se é para ganho pessoal, afinal, é muito estranho um dos “mocinhos” usar todos a sua volta como peões em um tabuleiro de xadrez humano.

Eva Green e sua Morgan continua sendo a melhor coisa de Camelot. É muito interessante ver Morgan tentando manipular as pessoas a sua volta e não sendo tão bem sucedida como Merlin. Quando ela presenciou a displicência do Rei Lot e viu que ele estava mais focado em orgias e vinho, ela não pensou duas vezes em trair seu aliado. Logicamente que passar uma noite no pelourinho medieval deve ter influenciado nessa decisão. Fiquei curioso com artes negras no meio da floresta. Foi como se ela estivesse prestando relatório a alguma força sobrenatural e ao mesmo tempo clamando por ajuda.

O ato final do episódio, que foi a festa de coroação de Arthur seguida do “ataque surpresa” das forças do Rei Lot foi muito importante para termos uma noção do que está por vir. Tivemos a formação triângulo amoroso Arthur- Guinevere- Leontes, a morte de Lot (James Purefoy estava ótimo e vai fazer falta), do pai adotivo de Arthur, a promessa de Morgan em tomar o trono… Muitas pontas soltas foram formadas. Juntando essas pontas soltas com a reconstrução de Camelot e os mistérios envolvendo Merlin e Morgan, tenho que admitir que essa é uma série que me conquistou de um episódio para o outro e estou ansioso pelo próximo capítulo.

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