E Hank continua andando para trás.

Spoilers Abaixo:

Californication (infelizmente) não saiu do lugar comum nesta season finale bem mais anticlimática do que a de The Walking Dead.

Mas, felizmente, também houve pontos positivos em I´ll Lay My Monsters Down, pelo menos no que se refere aos personagens coadjuvantes que orbitam ao redor de Hank e Karen.

Atticus “Drama Queen” Fetch, brilhou mais uma vez no episódio. Foi muito bom vê-lo no palco tocando suas músicas como um verdadeiro rock star (nas palavras de Faith) e se divertindo. Embora a parte do personagem se lamuriando mais uma vez sobre a mulher que lhe deixou tenha sido dispensável, ele como o pastor que celebrou o (re-)casamento de Marcy e Charlie foi ótimo.

Fecth pode ser definitivamente categorizado como o melhor guest star de Californication até hoje, pelo menos em minha humilde opinião. Tim Minchin estava super à vontade no papel que lhe caiu como uma luva. Minha única reserva é quanto ao amor que ele diz sentir pela mulher: em nenhum momento acreditei nesse “amor”, o que não é necessariamente algo ruim, pois acho que o personagem quer mesmo saber de sexo, drogas e rock´n´roll, o que é plausível, condizente e coerente.

Outro ponto positivo dessa season finale foi o retorno de Lew Ashby como eterno mentor de Hank em seus sonhos. O personagem é tido por muitos fãs como o melhor guest star de Californication desde sua aparição na segunda temporada e, quem sou eu para refutar e/ou discordar. Uma pena que nem ele conseguiu fazer Hank seguir em frente com sua vida, mas isso é assunto para depois.

Gostei bastante da celebração do casamento de Runkle e Marcy no palco de Atticus. Marcy vestida de preto como noiva do rock, o filho devidamente protegido do linguajar vulgar dos personagens com seu fone de ouvido e o beijo do pastor na noiva foram os detalhes engraçados. Só nos resta saber se haverá coisas novas e interessantes para os personagens na sétima temporada.

Becca, a personagem mais madura da série (quem diria ?!), segue em sua jornada de autodescobrimento fazendo o que todo ser humano deveria fazer na vida: seguir em frente, evoluir, aprender, amadurecer, etc. Fica a fica Hank! Considero o desenvolvimento da personagem ao longo destes seis anos, assim como seu appeal, excelentes.

O que dizer de Faith?! Uma personagem que simplesmente NÃO me fez odiar (mais uma vez) Maggie Grace merece todos os méritos! O desempenho da atriz foi ótimo e equilibrado durante toda a temporada. Faith foi muito mais do que os habituais interesses sexuais de Hank das temporadas anteriores. Residia nela uma sólida e real chance de Hank superar Karen e seguir em frente em um novo e maduro relacionamento. O que, aparentemente, foi um total desperdício da personagem pelos roteiristas, dados os acontecimentos finais do episódio.

Como não amar Faith quando ela toma consciência do inevitável abandono de Hank, despida de sua armadura e vulnerável admite que poderia amá-lo, se quisesse. Não que ela o amasse (amava sim!), mas que poderia fazê-lo, apenas se ambos quisessem.

E chega de protelar, vamos aos pregos finais do caixão: foi realmente uma pena uma série tão transgressora (consideradas as devidas proporções) quanto Californication ficar presa a um final formulaico típico de comédias românticas. Realmente custei a acreditar que os roteiristas optariam por seguir um caminho tão óbvio.

Não foram por falta de tentativas: eu tentei (e torci por Hankaren/Karank por cinco temporadas e meia), Marcy tentou e até mesmo Atticus tentou reunir o casal em I´ll Lay My Monsters Down. Mas cansei de torcer por eles, que vivem num eterno vai e vem. Acho o conselho e desejo de Becca para os pais bem válidos: que sejam felizes, que sigam em frente, mesmo que seja com diferentes pessoas (um sem o outro).

Pela primeira vez, tive a sensação de que nesta sexta temporada saímos do nada e chegamos a lugar algum, pelo menos no que diz respeito aos protagonistas. Como se não bastasse não haver desenvolvimento algum na vida amorosa de Hank, nem na vida profissional tivemos um significativo avanço. Ficou tudo estacionado/estagnado.

Será que há histórias e material para a já renovada sétima temporada?! A resposta virá somente em janeiro de 2014, quando teremos a continuidade de um dos cliffhangers mais frustrantes da história das séries.

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