Um veredicto, uma solução e o destino de três assassinos.

Em um julgamento, as vantagens contam muito para o júri e a emoção não é deixada de lado como o recomendado. O veredicto de inocente de Joe Miller logo no início do episódio foi apropriado e as reações no momento foram interessantes; enquanto Abby comemora e Bishop permanece profissional, Jocelyn, os detetives e os pais de Danny são forçados a realidade.

Can’t change what just happened, but you can make sure another killer goes down”

– Alec

A certeza de injustiça foi bem enfatizada, todos se sentiram traídos e com raiva. Pensei que Beth poderia descontar, novamente, em Ellie e fiquei feliz por estar errada, elas vão precisar superar juntas eventualmente. Não só a família da vítima foi afetada, Tom e Ellie foram muito mais, logicamente Joe ia tentar entrar em contato e a simples ideia é terrível; como se ele não tivesse feito nada errado.

Quanto a Sharon e Jocelyn, o diálogo delas foi excelente e a rivalidade pareceu esvanecer no vestiário. O passado em comum das duas é bem aproveitado sempre que possível e o relacionamento delas é um dos mais tumultuados e interessantes dessa segunda temporada. As duas retornando a parceria foi um final bem legal pra elas, se retornarem na terceira temporada será divertido ver a interação e dinâmica entre elas; afinal, são nêmesis naturais.

Paul era a única alternativa para Joe depois de sair da prisão, entretanto o reverendo deixou claro que não ia visitá-lo ou ajudá-lo mais e mesmo assim Miller foi a sua procura com a ideia absurda de voltar para casa. A abertura que o Paul deu a Joe trouxe essa situação até aí, se ele não tivesse tentado e insistido nele talvez Joe não pensasse que tinha salvação ou que poderia se safar como o fez.

Não era impossível teorizar o que aconteceria com Joe inocentado, se a justiça não é feita alguns podem pensar que de qualquer maneira ela deveria ser aplicada. Mark e Nigel pegando Joe na igreja deu uma ideia clara de que ele não sobreviveria muito tempo na cidade. O medo do Joe pelo que Mark poderia fazer com ele foi patético, demarcou muito bem a sua personalidade desprezível.

A reunião na cena do homicídio de Danny foi incrível, Ellie, Beth, Mark, Paul e Nigel souberam arranjar tudo aquilo muito bem. A lamentação e o arrependimento falso de Joe foram pífios, antes de se declarar inocente e ir ao tribunal que ele deveria ter pensado em se arrepender e não quando ele achava que era seu fim.

Alec foi precipitado lendo os direitos da Claire logo após o veredicto, no entanto ele esperou muito tempo para ter a conclusão que precisava para Sandbrook. O pingente seria o suficiente para prosseguirem com uma condenação do suspeito. A cena do Alec incentivando a raiva da Ellie para ser usada em algo bom foi intensa e empolgante, a raiva não ia sumir e direcionar essa energia para o caso só ia ajudá-la a dissipar esse sentimento.

Claire e suas alegações foram estranhas e sem sentido, sua vingança pessoal ao Lee foi tão descontrolada como ela se provou ser. Alec provocando Lee sobre a prisão da Claire foi tolo, poderia acarretar consequências que atrapalhariam a conclusão do caso e mais pareceu uma coisa que um rookie faria, porém funcionou para pegá-lo rapidamente.

Com Lee no interrogatório mais coisas foram esclarecidas, Lisa tinha definitivamente atração por ele e Ricky pegando-os em flagrante foi um grande motivo pra sua raiva e descontrole. A promiscuidade de Ricky e seu voyeurismo foram muito estranhos, mas as pistas sobre isso tinham aparecido já. A covardia dele no assassinato da sobrinha foi nojenta e típica a sua personalidade, sua saída pra tudo foi extremamente revoltante.

O assassinato composto foi interessante e teve uma solução diferente com dois crimes separados, mas relacionados. Lee encobrindo as pistas não seria necessário, um julgamento apropriado não ia condená-lo por um crime que não cometeu e essa incoerência incomodou bastante. O que Ricky fez praticamente tirou a vida de sua filha, ele não se entregar desde o início foi muito egoísta. Não deu pra saber qual foi o pior crime, os dois tiveram uma natureza horrenda é revoltante, mas foi bom Alec estar certo sobre Lee desde o princípio.

Todo esse caso de Sandbrook foi uma verdadeira tragédia, com motivos frívolos para machucarem duas crianças e pessoas fúteis e em pânico para não enfrentar as responsabilidades. Ricky foi superiormente nojento a Claire e Lee, enquanto o assasinato da Lisa foi cruel e violento, o de Pippa foi desnecessário. Entretanto, Alec não teve sua conclusão e nunca a terá, as circunstâncias que levaram aos dois crimes são motivadores muito fortes para ele continuar com raiva e ódio pelas garotas.

You could’ve faced up to what you’ve done… Taken your punishment. Been a decent human being”

– Beth

Certamente o final e o desfecho do caso Latimer foi lindo, a cidade unida mandando Joe embora e resolvendo superar a adversidade sem se rebaixar a ele foi inspirador. Mais tarde quando os Latimer se reuniram com Ellie, Tom e Fred mostraram que a amizade era mais importante do que culpar os inocentes e que se ajudariam a superar o estrago que Joe fez em ambas as famílias. Alec indo embora foi triste, mas não deve durar muito e deixaram vago como será o próximo ano da série. No entanto, é certo que será tão interessante quanto esses dois casos foram.

Clue 1: foi absolutamente inapropriado e absurdo Abby comemorando o veredicto daquela maneira. Ela realmente é uma pessoa horrível, mas isso passou dos limites.

Clue 2: a cumplicidade da Claire não fez muito sentido, foi ambígua por ajudar os dois assassinos. Ela poderia muito bem ter apoiado o Lee e entregado o Ricky sem machucar a Pippa.

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