No caminho certo.
A vida de todos os personagens deu uma estagnada para focarmos no verdadeiro problema: a separação de Booth e Brennan. Óbvio que por se tratar dos protagonistas esse deveria ser o ponto central. Mas principalmente deveríamos acompanhar o impacto que esse “pseudo” rompimento – alguém duvida que eles vão voltar? – no cotidiano da equipe Jeffersonian.
Queria ter visto um pouco dessa dinâmica que afeta a todos. Tivemos um vislumbre com Hodgins e Angela – nossa artista é muito sábia – porém não houve desenvolvimento desse problema real. Afinal, a relação estremecida entre os principais membros pode afetar o trabalho tão renomado que exercem? O correto é não acontecer, ser profissional, mas sempre vou querer um pouco de barraco, discórdia, gritaria, tudo que nos leve para fora da zona de conforto.
O caso da semana fez um interessante paralelo com a situação atual de Booth. É válido quando os roteiristas conseguem fazer uma ponte tão boa com a trama principal e as mortes ocasionais que surgem. Leslie era uma grande, enorme colecionadora de potes de biscoito – OI? – um vício como todos observaram. Era uma situação tão obsessiva que a sua filha sentia menos amada pela mãe.
Mas o estranho, porque eu não me convenci pela explicação, é que uma bala na cabeça, há 20 anos, a fez se tornar viciada. Ninguém sabia disso, nem a filha, do problema da Leslie, até fazendo com que eu, mesmo sem entender, criasse uma empatia. O seu vício era tanto que a fez cometer um crime e Thompson, seu chefe, jurava que Leslie era apaixonado por ele. O vício era maior e seu único amor era os potes preciosos e não um homem.
Esse caso finalmente fez Booth perceber que ele tem sim um problema sério a ser tratado. Como Brennan disse, em um rápido encontro, não foi só um erro, ele realmente colocou a família em risco. Disse na review passada, Seeley estava tão mergulhado no vício que não percebeu o perigo de ter voltado a jogar. O caso o ajudou a perceber seu erro e a correr atrás do prejuízo, mas é preciso inteligência dos roteiristas para fazer com que esse rompimento seja produtivo para a série.
P.S. Vou ignorar Aubrey e Jessica como novo casal. Querem criar um novo Sweets e Daisy. Ou melhor, Booth e Brennan 2.0, como eles se intitularam.
















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