Na reta final da temporada e talvez o fim definitivo, Big Little Lies entrega dois episódios centrados no grande embate da temporada.

Bom, seria eufemismo dizer que Mary Louise é uma pessoa que gosta de fingir aparências e de interpretar um papel sempre muito composto. A mãe de Perry sempre levantou questionamentos e nunca conseguiu realmente enganar o público, o papel proposto a ela era exatamente este. Assim, a batalha pela custódia de Josh e Max era um arco quase inevitável, ainda mais com a construção de uma Celeste perdida em seu luto.

Dentre outros tópicos trabalhados nessa nova temporada, temos Madeline e Ed em conflito pelo caso de Maddie com Joseph. A luta para continuarem casados parece ter dado um motivo a mais para Maddie tentar, como se fosse revigorante para ela ter alguém para “brigar”; ainda mais quando Renata Klein agora passou a ser sua amiga e Abigail esta surpreendentemente quieta.

Os Klein vem enfrentado seus próprios problemas, a falência de Gordon e sua imbecilidade ao arrastar Renata é um dos pontos mais inesperados na temporada. Partindo da primeira temporada, ninguém nunca imaginou Renata sem sua riqueza. O dinheiro e as posses de Renata são uma representação do que Gordon tirou dela, como se o poder que ele exercia, a influência que ela tinha, fossem tão frágeis e à mercê de um idiota como o marido. O ápice de tudo foi ela descobrir que Gordon pagava a babá de Amabella para se relacionar com ele, tornando tudo uma traição ainda maior.

Enquanto Celeste, Maddie e Renata tem sido melhor trabalhadas na temporada – mesmo tendo Celeste reduzida ao embate com a sogra – Bonnie e Jane tem sido deixadas de lado. Os arcos envolvendo as duas não são interessantes, parece que Mary Louise e Meryl Streep, especificamente, são a única coisa de relevância para os roteiristas. Essa trama central e a necessidade de abusar em cenas repletas de Mary Louise mexeu com todo o equilíbrio que a série teve em seu primeiro ano e isso é completamente indesejável, já que Big Little Lies era sobre o equilíbrio entre as protagonistas.

A HBO meio que “joga na cara” do telespectador um: “estou pagando muito, então vou usar o máximo que puder” sobre a Meryl. Talvez tenha sido um erro esse casting porque obviamente não souberam dosar e manter o equilíbrio das tramas e em uma série repleta de talentos e que inicialmente não precisou de Streep, isso é um completo absurdo.

A audiência de Celeste v. Mary Louise foi um terror… para Celeste. A narrativa favorece bastante a mãe de Perry, que calculou exatamente o que seria necessário para que Max e Josh sejam concedidos a ela. E é bem como um produto realmente, não sei ao certo se dá para atestar que Mary Louise queira os meninos por amá-los ou para se vingar de Celeste por confrontá-la quanto a Perry.

De início ficou meio que evidente que Celeste estava perdendo o controle. Os truques de Mary Louise foram baixos, mas eficazes e Celeste que estava tomada pelo luto e com a guarda baixa, caiu muito nessa estratégia da sogra. Evidente que não dá para defender Celeste também, ela realmente fez certas coisas arriscadas e que poderiam causar situações complicadas aos gêmeos. No entanto, não dá também para apontar e afirmar que ela colocou os meninos em perigo e agora ela está realmente tentando se firmar.

No fim, Celeste finalmente volta a ser aquela pessoa forte, a advogada bem sucedida e composta que era antes de conhecer Perry. Finalmente ela viu que o melhor plano é mostrar que está disposta a lutar pelos meninos e a tentar se restabelecer por eles e não deixará Perry tirar mais nada dela. Essa cena final fez um cliffhanger sensacional e que empolga para a reta final da temporada.

Quanto ao balanço da temporada, deixo para a próxima resenha, mas apesar de certos exageros – excesso de Meryl, estou falando de você – ainda foi possível continuar aproveitando a série. O elenco é fantástico e a conexão entre as atrizes foi uma em um milhão de tão perfeita. Agora, o último episódio pode fazer realmente valer a pena e indicar em que pé estaremos – o fim definitivo ou só o final de mais um ato.

> EUPHORIA É MUITO BOA!!

Cinco de Monterey #M: o casamento de Ed e Maddie é uma das coisas menos interessantes sobre ela, queria que o arco dela não se resumisse ao perdão de Ed;

Cinco de Monterey #C: o enredo não soube tratar muito bem do luto de Celeste, tudo foi jogado no meio da audiência, ficou corrido e meio inacreditável;

Cinco de Monterey #R: interessante colocarem o arco do livro em que Gordon tinha um caso com a babá, mas é quase um overkill pra Renata;

Cinco de Monterey #J: a Jane anda tão apagada que os momentos mais memoráveis envolvendo-a são os encontros no estacionamento;

Cinco de Monterey #B: é pouco provável que Bonnie continue escondendo a verdade. Esse tormento dela é muito melancólico e não adicionou muito a trama, nem mesmo os pais dela fizeram o interesse do telespectador por ela aumentar.

REVISÃO GERAL
Nota:
Artigo anteriorMehcad Brooks deixará ‘Supergirl’ na 5ª temporada
Próximo artigoAmazon Prime Video confirma renovação de ‘The Boys’ pra 2ª temporada antes mesmo da estreia
big-little-lies-2x5-06-kill-me-the-bad-motherNa reta final da temporada e talvez o fim definitivo, Big Little Lies entrega dois episódios centrados no grande embate da temporada.