Metade da temporada. Chegamos à metade da competição e a sensação é de que estivemos presos em um loop eterno desde o começo do jogo. Acompanhar a saga de Jessica e Cody até aqui foi interessante por um tempo, mas logo caiu num marasmo que é difícil para qualquer um de seguir com afinco.

Para o bem ou para o mal, Jessica finalmente foi eliminada e não volta mais, o que finalmente permite que o jogo evolua (ou não). Porém, antes de sair, vimos, pelo menos do ponto de vista estratégico, uma semana interessante para Jody. A ideia de usar a Temptation Competition para garantir a segurança dos dois foi muito boa. Obviamente foi uma jogada arriscada, mas considerando a posição deles no jogo, foi a melhor solução que eles poderiam encontrar, então palmas para este esforço.

Interessante, porém, foi finalmente ver alguém usando a própria cabeça e não seguindo à risca o que Paul queria. Christmas mostrou que está consciente de que Paul tem controlado o jogo e que isso não é algo tão bom assim. Ela foi sutil ao fazer as decisões sobre o uso do anel passarem pro Josh e não simplesmente bater de frente com Paul. As coisas acabaram acontecendo do jeito que o veterano queria, mas essa fagulha de amor próprio e de consciência de jogo de Natal já servem de alguma esperança.

Já Josh, o HoH da semana, mostrou que vive em um mundo paralelo e não entende muito bem o que está acontecendo ali. Todo o imbróglio com Elena sobre a mentira e o peão da indicação só estão aí para provar isso. Ela foi muito razoável o tempo todo, apontando falhas na argumentação dele. Ok, de certa forma ela tentou jogar Paul e Alex pro block como peões melhores, mas convenhamos que ela não mentiu e não tentou fazer ele parece um mentiroso. Não havia motivos para tirar Elena além das paranoias de Josh e manter Jody juntos no juri seria burrice mesmo.

Aliás, Josh é o vencedor do “Me ajuda a te ajudar da semana” com seu plano mirabolante digno do Cebolinha para revelar a Jessica que não queria que ela fosse a eliminada da semana. Faltou sutileza, desde de o discurso desnecessário durante as indicações até o momento em que ele tentou revelar seu plano para ela. Depois daí foi só baixaria e o jogo foi pro espaço, com os ataques se tornando pessoais. Josh está cada vez mais insuportável e eu não sei como as pessoas ainda aguentam ele, isso é uma coisa. Porém, em nenhum momento isso justifica que Cody ataque ele como atacou, com ofensas tão baixas. Enfim, ninguém ali estava certo.

A semana se tornou tão previsível após o Veto, que os movimentos já começaram a mirar a semana seguinte e finalmente vimos Kevin sair das sombras e fazer uma jogada mais às claras. Não acho seu raciocínio o mais errado de todos, mirar os casais a essa altura do jogo é definitivamente uma necessidade, com os números diminuindo, mas tentar juntar Paul e Cody no mesmo lado é ousadia demais. Ele deveria ter tentado estabelecer os alvos sem promessas de alianças, trabalhando principalmente o grupo maior e não tentar unir os dois.

Após a saída de Jessica, estou com uma sensação de que o jogo finalmente vai ter a guinada que estava precisando. Alex no controle significa mais uma semana de Paul dominando o jogo, mas, assim como Christmas surpreendeu, podemos ser pegos com outra pequena mudança e, com a eliminação dupla vindo aí, o jogo pode virar de cabeça pra baixo na próxima quinta.

Confissões do Diary Room:

  • Raven e Matt finalmente mostraram o mínimo de interesse no jogo. Até que foi uma boa ideia se oferecer de peão sabendo que não tinha risco, mas os dois continuam as maiores plantas.
  • A prova da Temptation Competition foi muito maravilhosa.
  • OTEV voltou na forma de um porco possuído pelo capeta e eu adorei.
  • Não vai ter Battle Back dos membros do juri. Can I get an amen?
  • Christmas usando o Ring of Replacement foi um dos meus momentos favoritos da temporada até aqui.
Artigo anteriorMr. Mercedes começa bem, se mostrando uma adaptação sólida de Stephen King
Próximo artigoShonda Rhimes deixa a ABC e agora vai criar séries para a Netflix