Ninguém gosta de receber críticas.
Em primeira instância, gostaria de deixar bem claro que o objetivo do “Série Maníacos” é proporcionar textos CRÍTICOS sobre episódios das variadas séries. Introduzindo esse conceito, que parece passar despercebido por muitos, caracterizo um texto crítico como a exposição de uma opinião pessoal, baseada na composição da série e elementos característicos como roteiro, enredo, continuidade, trilha sonora, entretenimento, elenco e demais critérios.
Passada essa introdução, tenham a consciência que não somos um grupo de fãs da série que escrevemos com o objetivo de achar tudo lindo e agradar o público de cada uma, embora possamos nos tornar muito positivamente apegados a algumas séries, devido suas qualidades evidentes.
Seguindo com a análise de “Beauty and the Beast”, devo dizer que o roteiro e a continuidade da série não melhoraram nesta semana, assim como a audiência. A ideia do capítulo era tratar a paternidade, que Catherine havia descoberto no último episódio, assim como o caso que iríamos acompanhar. Quando reclamo bastante do roteiro da série e digo que ela nos faz de idiota, é pelas resoluções ridículas que os produtores insistem em tentar mandar minha goela abaixo. Já acho bem sem noção o jeito que Catherine descobriu que Reynolds era seu pai. O que aquela foto ali estava provando? Por Catherine ser filha de uma mulher que trabalhava para Muirfield, existiriam milhares de motivos para ela ser observada por um policial, e ela sendo uma mulher esperta que é, deveria saber disso. Segundo, se ela teve essa dedução, por que não usar os recursos que ser uma policial poderiam oferecê-la? De repente uma investigação, um exame de DNA… Catherine simplesmente deduziu isso e foi confrontar o cara, que admitiu lindamente, como em uma novela, e ainda quis ser o melhor amigo da filha, mesmo a enganando o tempo todo.
Enquanto isso, Vincent estaria em sua penúltima missão, e depois seria feliz para sempre. A possibilidade de ele ser a ultima missão, já era algo que passava pela minha cabeça. Só não sei como os produtores irão colocar essa situação em prática, já que agora, o mandante precisa fazer média com Catherine. A missão é matar uma fera, que gosta de ser fera, e possui uma filha com quem tem problemas de relacionamento. Vincent fracassa ao tentar mata-lo, mas acaba raptando a filha, e isso move a polícia, que parece apenas se voltar para resolver a questão das feras, afinal, em NY não existem crimes, a população é muito segura.
Ainda não entendi a função de Gabe e Tess nessa história, já que tudo que Catherine descobre, tenta resolver sozinha. Muito menos entendi como um policial tirando um jornal da bolsa e uma garrafa de vinho pode remeter a Cidra Woods. Vejam bem, de onde o roteirista tirou essa associação? Como Catherine deduziu o esconderijo de Vincent através daquela cena? É por essas e outras que a falta de amarração desse roteiro diminui a qualidade da série. Não seria simplesmente mais fácil transformar a série em romance? Qual seria o problema? Pelo menos se livraria da obrigação de apresentar um roteiro policial convincente. Não precisa ser especialista, só precisa ser digno, e neste quesito, a série está mostrando uma incompetência muito grande, que pode estar comprometendo irreversivelmente o seu futuro.
Catherine encontrou Vincent e Tori na floresta e todos tiveram a brilhante ideia de convencer a fera desonesta a desistir de seu problema pelo amor da filha. Achei que finalmente poderíamos saber o que livrou Gabe da maldição, aplicando o mesmo procedimento em outra fera, mas não foi dessa vez que descobrimos se o processo de quase morte seria eficaz, principalmente para dar uma solução ao casal. Vincent parece ter piorado, mas isso nós já sabíamos há muito tempo. Só Catherine não queria acreditar. Eu entendo a premissa de “Beauty and the Beast” em pregar que o amor do casal seria maior que qualquer coisa, mas de repente essa não seja a melhor maneira de mostrar isso, pois passar por cima de qualquer coisa, na teoria, são as dificuldades, e não sua honestidade. Catherine não é mais uma detetive focada, e já deixou seus princípios para trás há muito tempo, pois acha tudo que Vincent faz de monstruoso muito normal, e ela e seus companheiros de delegacia estão sempre acobertando os rastros dos seus crimes. Realmente existem diferenças entre criminosos “maus” e “bons”? Vincent também é um criminoso, não um herói e deveria ser julgado da mesma forma. Se arrancar o coração de um homem não for alerta suficiente, já podemos esperar qualquer coisa.
O que foi realmente relevante no capítulo, foi a introdução da primeira fera mulher. A explicação óbvia, deve ser o fato que como o pai havia sofrido experiências há 30 anos, ela nasceu com a maldição, e pelo visto, até então não sabia. Como eu já havia lido uns spoliers por aí, não fiquei surpreendida com o que aconteceu, mas acredito que seja uma boa possibilidade a ser explorada, caso a série saiba utilizar. Por exemplo, Vincent seria tão agressivo com uma fera mulher, ou em seus critérios ser homem ou mulher não faz a menor diferença? Será que ela vai querer vingança?
Definitivamente chegou o momento de ”Beauty and the Beast” mostrar suas cartas finais e projetar um fim a série. Não gosto de assistir a uma história que vai ficar sem um desfecho. Não acho que ”Beauty and the Beast” terá uma nova temporada, nem sei se merece, mas seria digno que ela tivesse um encerramento, e acredito que nessas condições, já seria o suficiente.






















